cubos de lixo para venda

publicado em artes e letras por diana guerra em 21 mai 2010 | 10 comentários

justin gignac ambiente cubo lixo contemporaneo

As aparências iludem: este dito da cultura popular é de conhecimento público, mas Justin Gignac quis prová-lo. O designer de Nova Iorque criou uma nova peça de design: embalagens transparentes em cubo, mas que dentro guardam apenas... lixo.

Tudo começou há quase dez anos. Um dia, quando estava num estágio de verão, iniciou uma discussão com os colegas acerca da importância de embalagens de design. Enquanto que os seus colegas eram descrentes, Gignac sempre defendeu o papel da aparência exterior dos produtos.

Para provar o seu ponto de vista, decidiu pôr mãos à obra. A única forma de demonstrar que tinha razão era então colocar dentro de uma embalagem alguma coisa que ninguém quisesse comprar. Ao olhar para o centro da cidade de Nova Iorque durante alguns minutos, a resposta foi óbvia: lixo.

Hoje, orgulha-se da ideia que teve. "Vendo lixo. Percorro as ruas de Nova Iorque para apanhar coisas do chão. Depois de encher sacos com bilhetes do metro, da Broadway e tudo aquilo que possa caber, começo a colocar tudo nos cubos. Cada caixa é única e nenhuma cheira mal ou deixa verter alguma coisa. Estão assinados, numerados e datados, tornando-se uma peça perfeita para quem quer uma recordação de Nova Iorque".

Inicialmente, começou por vender os pequenos pacotes cúbicos a 10 dólares, mas rapidamente a procura aumentou e hoje vende cada "New York City Garbage" por 50. O sucesso é tal que já vendeu mais de 1200 peças e tem edições especiais, onde o lixo vendido provém de locais específicos: dos jogos dos Yankees, da passagem de ano na Times Square ou da Convenção Nacional do Partido Republicano.

justin gignac ambiente cubo lixo contemporaneo

justin gignac ambiente cubo lixo contemporaneo

justin gignac ambiente cubo lixo contemporaneo

justin gignac ambiente cubo lixo contemporaneo

justin gignac ambiente cubo lixo contemporaneo

justin gignac ambiente cubo lixo contemporaneo

Justin Gignac

Diana Guerradiana guerra é normalmente zote, mas dizem que também se interessa por arte, cultura e essas coisas óbvias. Saiba como colaborar.
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10 comentários

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Brutal!

Ricardo Patrocínio em 21 de maio de 2010

a ideia ta altamente poix ninguem tinha pensado isto antes. mas kem vai comprar lixo? pelos vistos ha mt procura. isto e so para o pessoal ter uma ideia de ke ha pessoal k dei-ta coisas ao lixo k afinal ainda fazem mt jeito. e ha kem ganhe dinheiro c/ isso...

ricardo em 21 de maio de 2010

Ai ai... tem gente que acha que isso é arte.

Felipe em 21 de maio de 2010

Se um dia Piero Manzoni vendeu "merda" enlatada, afirmando que era “uma referência irônica à disposição do mercado de arte para comprar tudo na condição de que seja assinado”, por que Just Gignac não pode vender seus "potins" de lixo?!... Talvez seja um movimento próximo ao da Body Art que vem surgindo... Vick Muniz taí e não me deixa mentir sozinha e tem outros, muitos outros. Afinal, o que mais produzimos neste nosso início de século é lixo.
ABÇão a todos!
MarGGa Duval

MarGGa em 22 de maio de 2010

Excelente matéria!
Nunca me passou pela cabeça uma idéia destas, já imaginou, você pode fazer isso até com lixo daquela viagem ou festa que não queira esquecer.

John em 22 de maio de 2010

Realmente o que é preciso é vender!!!
(nem que seja lixo)

cisco em 22 de maio de 2010

Realmente o designer fez justiça á sua afirmação, a importância da embalagem é fundamental, é uma ideia sem dúvida original e irreverente!

carlos em 24 de maio de 2010

Gostei da idéia, mas o que realmente vai chamar a atenção do publico são as embalagens que de certa forma tem uma influência como local. bom, eu compraria.

Lennon em 27 de maio de 2010

Uma maneira interessante de encarar o lixo dos grandes centros urbanos. Um lixo limpinho, documentado e etiquetado. E, imagino com um preço expressivamente salgado.
O legal é que existe honestidade no produto final no trabalho de Justin Gignat, ao contrário de empresas, que mandam em navios, toneladas de lixo que são negociados de maneira absurdamente vil entre empresários da pior qualidade.

Rodrigo Cortes em 29 de maio de 2010

ó Diana eu já tenho o meu lixo do Justin há mais de um ano, inclusive já estive pessoalmente no reedspace em ny. já o divulguei junto de amigos e da loja do museu de Serralves. é uma ideia absolutamente genial. não pretende ser arte como alguém ja insinuou por aí.
abraço

josé silva em 28 de julho de 2010

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