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Iri5 - Retratos feitos de película

publicado em artes e ideias por | 7 comentários

Erica Íris Simmons tem 26 anos e é natural de Atlanta, nos Estados Unidos. É uma pintora e escultora imaginativa e autodidacta que descobriu uma forma de transformar em arte as «velhinhas» e ultrapassadas cassetes de música e VHS, utilizando a sua película na elaboração de retratos de figuras públicas, maioritariamente relacionadas com o meio musical e cinematográfico.

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Erica Íris Simmons assina os seus trabalhos como iri5 e define-se por possuir uma paixão em exprimir-se através da arte, sendo conotada por recorrer com frequência à utilização de materiais recicláveis para a concepção dos seus trabalhos artísticos, como é o caso das cassetes usadas e livros antigos.

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Bob Marley

De acordo com as próprias palavras da artista, «I try to express an idea, through the arrangement of very common things, with the hope that some message is conveyed without words.»

Começou a estudar arte após uma viagem a Londres, local onde sentiu que a arte está tão viva, urbana e ao alcance de qualquer um. Encontrou inspiração nos trabalhos de artistas como Ken Knowlton e Vik Muniz, bem como de outros autores conhecidos por fazerem retratos a partir de objectos pouco usuais.

Começou então a experimentar variados materiais que conseguia comprar a preços baixos, salientando que partiu do princípio que para ser uma boa artista não é importante o material com que se trabalha, mas sim o que é produzido com esse material.

Como amante de literatura, o seu primeiro trabalho foi um retrato de William Shakespeare elaborado a partir de um velho livro de sonetos do autor, criando um efeito algo semelhante à técnica de pontilhismo. Através da utilização desta técnica, é possível visualizar a imagem de Shakespeare e, à medida que nos aproximamos, tornam-se visíveis algumas palavras das páginas utilizadas para esse efeito.

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William Shakespeare

A inspiração para os trabalhos realizados com fitas de cassetes antigas, surgiu em 2008 quando, após uma ida ao Hard Rock Cafe onde existe uma sala dedicada a Jimi Hendrix, reparou numas velhas cassetes que possuía em casa. Assim que experimentou puxar a película, esta fez-lhe recordar o cabelo de Jimi Hendrix, tendo nascido aqui a ideia para o seu primeiro retrato realizado a partir da fita magnética de antigas cassetes.

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Jimi Hendrix

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Alfred Hitchcock

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Janis Joplin

Continuou a elaborar retratos utilizando esta técnica, tendo encontrado nas redes sociais uma forma de divulgar o seu trabalho, mais concretamente através da sua conta no Flickr. Aqui é possível visualizar os retratos de várias figuras famosas, elaborados com a mesma técnica. A esta colecção denominou «Ghost in the machine».

Aquilo que começou por ser apenas uma forma de chamar a atenção para o seu trabalho é agora algo que Erica (ou iri5) pretende continuar a fazer.

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Michael Jackson

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Marilyn Monroe

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Albert Einstein

Erica Íris Simmons

 

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Particularmente, gostei mais da idéia do que do resultado. Ela poderia explorar outras representações, que fugissem da idéia dos ídolos ... seria interessante, por exemplo, se ela buscasse composições mais complexas, e brincasse mais com a textura que o tape está propondo à ela. Claro que sair dos ídolos iria dar outro contexto ao trabalho ... existe uma conexão de imagem e "matriz" de onde ela vem ... talvez em composições mais complexas essa conexão ficaria em um segundo ou até terceiro plano ... mas seria bem interessante, de qualquer maneira.

koveiro

dá pra fazer arte com qualquer coisa é incrível.

Aurora Santos

Gostei muito do fato de vc ter visto uma nova maneira de usar as cassetes. Além de ser inovador contribui com a reciclagem, mesmo que infimamente.

Interessante notar que para representar ícones da música ela utilizou e seu trabalho fitas k7 e para os ícones do cinema, películas. Com a literatura representada em Shakespeare usou de palavras recortadas de livros dele e, finalmente para representar o cientista Albert Einstein usou de uma película-relógio. Fora a metalinguagem utilizada na obra. Tudo baseado, se notarem bem, na metalinguagem, onde a linguagem é voltada sobre si mesma: Janis Joplin saindo de uma fita k7 e tomando forma como é como se sua música saísse de sua imagem. Genial! Brincar com figuras de linguagem é fazer arte e é para poucos. Parabéns à artista Íris!

joaquin alves

Só precisamos verificar quem veio primeiro: Vick Muniz ou Érica Iris?

SUZANA

Maravilhoso!!!!!!!!!!!!!
O ARTISTA É UM SER ILUMINADO DE CRIATIVIDADE...

dalva de fátima dos santos

jimi esta lindo voce e fantastica.

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