
O curioso nome Eyjafjallajokull é resultado da justaposição dos três substantivos: eyja, fjalla e jökull, que significam, respectivamente, ilha, montanha e geleira, ou, numa tradução livre, “geleira da montanha da ilha”. Atualmente famosa, a pequena cadeia de Eyjafjallajokull antes passava despercebida por viver à sompra da imponente geleira de Mýrdalsjökull, que sempre foi conhecida por ser uma das maiores do mundo.
Geologicamente, a Islândia é bastante nova, mas, para os padrões humanos de contagem de tempo, não. Segundo historiadores, a ocupação do território começou no ano de 874, pelos primeiros imigrantes noruegueses e irlandeses, que se espalharam por diversas partes do arquipélago formando povoados como o de undir Eyjafjöllum – que pode ser traduzido como “embaixo do Eyjafjalls”. Situado na base do vulcão, próximo à cordilheira, seus moradores estão acostumados com a intensa atividade sísmica da área, mas não contavam com as erupções, já que as últimas aconteceram entre 1821 e 1823. Esse intervalo de 187 anos é suficiente para os geólogos classificarem o Eyjafjallajokull como uma área de intensa atividade vulcânica.
As fotos que vemos aqui foram tiradas a 30km da cratera. Não era permitida maior proximidade, mas, mesmo assim, expressam o poder de devastação das erupções. A quantidade de cinzas lançadas no ar é impressionante.
Os vulcões estão significativamente presentes no folclore islandês. Personagens e deuses ligados às crateras permeiam o imaginário popular há muitos séculos e estão mais vivos do que nunca, já que estas últimas atividades são as mais intensas desde a última Era Glacial.
Na cultura nórdica, as crateras representam a morada de entidades superiores ou até mesmo um meio de comunicação destas com os humanos. Sagas islandesas narram histórias de vilas que funcionavam em detrimento dos majestosos vulcões, e as erupções eram consideradas um castigo: como se a natureza se mostrasse imponente, sempre superiora à ação do homem. Nada muito diferente de hoje, visto o caos na aviação civil e a repercussão que os fenômenos naturais causam nas ordinárias atividades do mundo globalizado.









Comentários
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João Almeida
"eyja" é o plural, na verdade ilha em islandês, bem como nas restantes línguas germânicas, é "ey", daí que muitas ilhas tenham essesufixo no nome: Jersey, Gernsey, etc.
Nathacia
Gostei da comparação com as lendas da região dos vulcões e com o caos gerado devido a erupção do Eyjafjallajokull e as fotos estão demais.
rui rodrigues
imagens espectaculares !
onde arranjas-te estas há mais ? :)
rui
Luís Bonifácio
Fotos espectaculares.
Mas no entanto fazer estas fotos está ao alcance de qualquer um. Basta um bom tripé e uma câmara reflex com a opção "bulb" (obturador aberto). Depois é só carregar no botão e deixar a câmara aberta durante vários minutos.
Fabio Saldanha
Realmente as imagens são excelentes. A mãe Natureza pode tudo.
Astrid Annabelle
Nunca vi nada igual!
Espetacular...e demonstra claramente a fôrça da natureza.
Karina
Nossa Parabens informação suficiente pra quer ficar por dentro dos acontecimentos do mundo!!!
agradecida porem esta espetacular!!!K.D.S
katiele
adorei essas fotos, elas são d+!!!!, e o texto bem compreensivo.8)
Diógenes
Esse lance parece as sinapses do meu cerebro depois que eu tomo uma TEKILA....
koveiro
Lindas as fotos
Liana
Incríveis as fotos, aliás, adoro este site!!!
tayme
nossa as fotos estão meramente incríveis
koveiro
Lindas as fotos.
samilly
As imagens sao o otimas adorei,me ajudaram muito no trabalho da feira cientifica.
LU.MORAES
A natureza e soberana.
Bárbara Oliveira
Muito bom as fotos,a descrição do vulcão o significado do nome...Muito interssante...Meus Parabens!
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