Projeto Vénus - Redesenhando o Futuro

publicado em tecnologia por miguel oliveira em 3 mai 2010 | 20 comentários

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Vénus, crepúsculo de uma tarde extremamente solarenga. Jacque Fresco coloca, com a meticulosidade reflectida na precisão com que gesticula e maneja incrivelmente detalhadas miniaturas, o último andar de um edifício-maquete de mais uma visão arquitectónica futurista. Roxanne, sua companheira e ajudante, alimenta um entusiástico debate com um grupo de visitantes sobre um tempo que há-de vir, com bolinhos de laranja acabados de fazer e sumo de ananás fresco. Situado a cerca de 40 milhões de quilómetros da Terra, o planeta Vénus é um corpo celeste que brilha continuamente durante o dia e durante a noite no céu terrestre. É uma luz continuamente presente, algo que nos faz lembrar onde estamos e quem somos.

À distância dos mesmos 40 milhões de quilómetros de Vénus encontra-se Vénus, na Flórida, Estados Unidos da América. É lá que se concentram os indícios de uma civilização que aguarda por acontecer. É lá que se reestrutura o nosso Futuro, que se criam as bases de uma nova humanidade. Bem-vindos à base de operações do Projeto Vénus.

Crime, poluição, prisão, falência, corrupção. Jacque Fesco apresenta-nos uma aliciante hipótese para solucionar estes problemas. Parece uma utopia. E é, mas as utopias do Passado são a realidade do Presente, e Jacque propõe, simplesmente, reestruturar toda a sociedade, e o quanto antes. Parece um bom plano.

O Projeto Vénus é um projeto denso, com os pés bem assentes na terra, que, envolvendo uma diversificada panóplia de paradigmas, cimenta muito bem a teoria e a prática de uma nova, e certamente admirável, futura sociedade. Vamos, com a minúcia possível, detalhar este planeta do Futuro.

O conceito-base aparenta uma certa simplicidade: de acordo com Jacque Fresco, a economia baseada no lucro (o actual sistema monetário) gera escassez, pobreza, crime, corrupção e guerra. Impede também o saudável desenvolvimento da tecnologia, que deveria ser utilizada para benefício da sociedade e não em prol da poluição, da construção de armas, da massificação do consumo, da alienação, entre outros. Ou seja, se a tecnologia fosse utilizada fora do âmbito do lucro, sobejaria espaço para uma maior abundância e distribuição de recursos, o que, consequentemente, se repercutiria numa drástica diminuição da corrupção, da ganância e egoísmo que caracterizam as sociedades desenvolvidas contemporâneas. Tudo isto em prol de uma atitude de cooperação.

Fresco acredita que é possível construir uma sociedade assim, em que as pessoas vivam vidas “mais longas, com mais saúde e com mais significado”. E como se consegue tal prodígio? Fácil: substitui-se a economia baseada no dinheiro por uma economia baseada nos recursos. Esta visão ressalta, finalmente, da observação de que os processos resultantes do sistema monetário, como o trabalho e a competição, corrompem a sociedade e afastam as pessoas do seu verdadeiro potencial. É nesta sociedade de cooperação e altamente tecnológica que o Projeto Vénus vê o escape da sociedade ao actual panorama eco-sociológico.

Mas afinal quem é este senhor que ousa pôr em causa toda a estrutura social, e alega ter encontrado uma forma de criar uma sociedade nova, uma sociedade melhor? Designer industrial, engenheiro social, autor, futurista e inventor: Jacque Fresco.

Fresco tem trabalhado num amplo leque de temas, desde o campo da biomédica até à área dos sistemas sociais integrados. Agora dedica-se, a par com Roxanne, à construção de protótipos, experimentando constantemente novos materiais. Ambos vivem actualmente no centro de pesquisa do projeto, em Vénus, e inclusive habitam um destes protótipos.

Quando era criança, uma forma provocou em Jacque uma visão que desde então é a base das suas inúmeras maquetes de cidades, meios de transporte, meios de construção, veículos espaciais e, inclusive, modelos sociais. Essa forma é… a engrenagem.

E há mais: há o Metal-Memória. Este material pode ser totalmente deformado, retorcido de inúmeras formas e, depois de totalmente distorcido, quando sujeito a uma certa temperatura, volta exactamente à sua forma original. Assim, estruturas feitas de Metal-Memória podem ser comprimidas em pequenos cubos para serem transportados, normalmente para cidades construídas no mar, e aí expandir para a estrutura previamente construída. Quase instantaneamente veríamos um prédio emergir a partir de um pequeno cubo deste peculiar material, quase que por magia, sem truques.

O Projecto Vénus está, em parte, associado ao movimento Zeitgeist (do alemão “espírito do tempo”), cuja obra culminou na edição de dois filmes, ambos reflectindo a visão de Peter Joseph sobre o clima intelectual e cultural da nossa época. Ambos estão disponíveis gratuitamente na internet, legendados em português. O primeiro chama-se Zeitgeist: The Movie (“Zeitgeist: O Filme”) e o segundo Zeitgeist: Addendum. Neste segundo filme Peter Joseph introduz o Projecto Vénus. De salientar que ambos ganharam, nos respectivos anos de lançamento, a saber: 2007 e 2008, os prémios de melhor filme no Artivist Film Festival, em Hollywood.

Muito fica por dizer sobre o Projeto Vénus. Que este artigo seja a prancha para uma pesquisa individual mais profunda e, quem sabe, para um melhor entendimento do mundo e das soluções que nos apresentam, de forma a garantirmos um futuro muito mais solarengo.

A História verifica que nada é impossível de ser concretizado. As ideias futuristas de hoje poderão ser as realidades de amanhã. Atribui-se a George Bernard Shaw esta conhecidíssima frase que pode sintetizar a utopia de Jacque Fresco: “Alguns homens vêem as coisas como são e perguntam: “Porquê?” Eu sonho com as coisas que nunca existiram e pergunto: Porque não?”. Agora é a vossa vez.

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miguel oliveira miguel oliveira; possui o cérebro na ponta dos dedos. Pinta palavras em ecrãs de computador com aquilo que sintetiza do mundo e diz possuir um rádio no lugar da cabeça. Saiba como colaborar.
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20 comentários

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Vi esse projeto justamente no segundo filme de Zeitgeist. Possui muita realidade dentro dessa utopia. Sem dúvida um projeto que otimizaria em muito a estrutura social.

Mas ainda sim, uma realidade muito distante.

Dan em 3 de maio de 2010

fantastico ....uma verdade que deveria ter uma maturidade na qual so agora esta a tumas mais consciencia

miguel duarte em 3 de maio de 2010

Considerando a nossa concepção de tempo, vai ainda com certeza demorar algum tempo a algo acontecer. Concordo totalmente consigo Dan.

Miguel em 3 de maio de 2010

Adoraria comentar mais mas acima de tudo, para resumir os meus pensamentos acerca do projecto venus (agora que tambem estou na area) digo o seguinte. Jacque Fesco nao marca ainda a viragem do urbanista do seculo XXI. Continua na tradicao dos anos 60 em que o arquitecto ainda se reveste numa aura tecnico-cientifica assumindo conhecimento do que e' que habitantes das cidades necessitam.Assume homogeneidade e em certa medida desconhece problemas estruturais das cidades. A cidade e' um corpo politico, mais do que fisico.Tem vississitudes sociais que nao podem ser apenas resolvidas com tecnicalidades arquitecturais. Conhecer a cidade e' pois o primeiro passo para abordar os seus problemas, e consequentemente, conhecer as relacoes que se operam na cidade. A cidade e' feita de diferencas e diversidade que resultam em relacoes de poder.Por isso temos heterogeneidade dentro e entre cidades. A questao e', portanto, quem decide o rumo da cidade?Que futuro queremos nas cidades?Como construir instituicoes na cidade que possam ser reformuladas pela largo corpo de cidadaos que a compoem?Como permitir a participacao da sociedade civil, do estado e de privados sem que relacoes de poder nao impecam valores e estrategias de decisao para a cidade como um todo?Como definir estrategias para as cidades de uma forma democratica e participativa?Como permitir que o conhecimento sobre a cidade nao seja somente proveniente da area tecnica e racional mas tambem valores eticos, esteticos e emocionais(vide Habermas). Como partir de um planeamento urbano modernista para um pos-modernista? Food for thought ;-)

Sergio em 3 de maio de 2010

Brutal... uma bela visão. E já que a luta,no fundo, é partir do real para a utopia e conseguir erguer no meio a liberdade...

"a economia baseada no lucro (o actual sistema monetário) gera escassez, pobreza, crime, corrupção e guerra. Impede também o saudável desenvolvimento da tecnologia, que deveria ser utilizada para benefício da sociedade e não em prol da poluição, da construção de armas, da massificação do consumo, da alienação, entre outros. Ou seja, se a tecnologia fosse utilizada fora do âmbito do lucro, sobejaria espaço para uma maior abundância e distribuição de recursos, o que, consequentemente, se repercutiria numa drástica diminuição da corrupção, da ganância e egoísmo que caracterizam as sociedades desenvolvidas contemporâneas. Tudo isto em prol de uma atitude de cooperação."

"Todas as coisas do mundo são de todos os homens, porque todos os homens delas necessitam, porque todos os homens colaboraram, na medida de suas forças, para produzí-las; porque não é possível avaliar a parte de cada um na produção das riquezas do mundo."
KROPOTKIN, Pyotr. 1842-1921. A conquista do pão. Paris: 1892.

Para esse futuro muito mais solarengo, necessitamos de um grito da multidão que nos rodeia, precisamos do milagre da consciência neste mundo que morre por não se ter pressa de o salvar. Chega de dormitar, está a chegar a hora crucial para enfrentarmos os desafios, porque ao caos antes a morte…

Roger em 3 de maio de 2010

Quero me envolver neste projeto.
Quero muito me envolver neste projeto.
Só vi o primeiro Zeitgeist e achei o discurso muito ultrapassado. Do tempo em que se lia mal, Marx. Há trinta anos.
Quero mesmo muito me envolver no projeto Vénus.
Fenomenal ser na Flórida. Será que já está no Venus meu amigo utópico Donald Marshall do The First National Bank of Boston?

João José Martins Tavares em 4 de maio de 2010

Assistí aos dois filmes Zeitgeist e me impressionei com eles e com o Projeto Venus que ainda estou pesquisando mais profundamente. Acho importante manter o objetivo de aproveitar e aprimorar inúmeras invenções como o metal-memória, pois aqui, na sociedade consumista, provavelmente cairá nas mãos de empresas poderosas e nos custará caro o resultado dos avanços.
Gosto sobretudo da utopia de uma nova abordagem na construção de uma sociedade não mercantilista, apesar de me lembrar um pouco o livro "Admirável mundo novo" de Huxley. Não importa se não verei os resultados, o que importa é que outros estão trabalhando e pensando numa nova sociedade menos guerreira e mais produtiva e humanizada.
Porque a nossa parece que está disposta a se auto destruir requintadamente, ao provocar desastres em grande escala ou fabricando armas sofisticadas para vendê-las a quem desejar matar outros povos.

ivana.rowena em 4 de maio de 2010

É certo que ninguem gosta de guerras e violencia, mas é sabido que a maior parte da tecnologia atual - que permite ao nao tao fresco senhor pensar numa sociedade ideal - nao existiria sem o investimento na industria belica. Beira a hipocrisia, nao?

silvio em 4 de maio de 2010

Caros leitores, desde já muito obrigado por todos os comentários. Relativamente ao comentário do Sérgio, quero agradecer-lhe por ter, sem dúvida, apresentado um ponto de vista muito realista e contemporâneo do planeamento urbanístico. As questões levantadas também me parecem muito pertinentes na conjuntura actual. Proponho, no entanto que reveja os vídeos propostos e se inteire um pouco mais do projecto (assim como do movimento Zeitigeist) onde vai (re)descobrir que esta utopia de Fresco só se apresenta viável quando enquadrada numa renovação dos valores sociais e humanos.
Caro Roger, apenas para lhe dizer que concordo totalmente consigo e agradecer a totalmente adequada referência a Kropotkine.
Ivana, confesso que também me ocorrem passagens do "Admirável Mundo Novo". Porém, a ideia de Fresco é utópica, pretende um lugar futuro melhor e pacífico, e não distópica, como o Futuro proposto por Huxley. Óptimo comentário em formato de reflexão. Obrigado!
João José, envolva-se com afinco no Projecto, irá com certeza encontrar lá o seu amigo utópico tão injustiçado :)
Espero que continuem a discutir e a espalhar este Projecto pela net e também que a transponham para a mesa do café.
De novo muito obrigado!

Miguel em 4 de maio de 2010

Que ótima surpresa encontrar este material sobre o Projeto Vênus e em boa quantidade! Logo aqui, um sítio que acesso sempre que possível, que apresenta novas ou desconhecidas idéias a todo o momento!
Recentemente assisti Zeitgeist e em seguida revi o segundo filme (Addendum), e está na minha lista de afazeres ter contato com o documentário sobre o Projeto Vênus.

João, o primeiro filme aborda três importantes questões da sociedade, o segundo aprofunda no ponto crucial, indo da economia à uma rara perspectiva de solução positiva, e o terceiro filme (a ser lançado no final do ano) abordará mais ainda a proposta.
No momento o Movimento Zeitgeist recomenda apenas o segundo filme, porém eu acho importante ver o primeiro, mesmo que seja mais geral e termine sem dar um rumo, pois sua seqüência cumpre esta tarefa.

Jener Gomes em 5 de maio de 2010

Um homem pensou tudo isso.
Imagine se 1 bilhão de pessoas contribuissem como ele.

Daniel Werle Arenhart em 7 de maio de 2010

Daniel disse:
"Um homem pensou tudo isso.
Imagine se 1 bilhão de pessoas contribuissem como ele."[2]

Verdade Daniel!
E esse é o ponto do movimento Zeitgeist!

O primeiro passo do movimento é INFORMAR o maior número de pessoas sobre quão obsoleto é o sistema monetário e como podemos supera-lo.

Imagine quando tivermos engenheiros e outros técnicos de VÁRIOS países e várias atividades trabalhando juntos para desenvolver veículos, casas, automação mais eficiente e inteligente...

O mundo será bem diferente, pois as grandes (e infundadas) "diferenças" entre as pessoas vão desaparecer... numa sociedade assim, as boas relações serão cultivadas e incentivadas pelo ambiente!

Paladino em 7 de maio de 2010

Impossível envolvermo.nos com Venus com algum pé na realidade atual. Definitivamente, Venus exige a ausência d'estado, a igualdade real e política, a liberdade no interior de cada sujeito em todas as decisões e filosoficamente erótico, o esclarecimente, enfim, no exercíco pleno do Amor.

João Tavares em 8 de maio de 2010

*Impossível envolvermo.nos com Venus com algum pé na realidade atual*
João, não vejo como impossibilidade e sim como uma dificuldade que pode sim ser superada.
A questão do Projeto Vênus não envolve criarmos tecnologias capaz de criar abundância de bens e serviços, pois tais tecnologias já existem. A questão realmente é a mente humana, a maneira como pensamos e os métodos que usamos para tomar decisões!
No atual sistema é difícil haver respeito pleno, pois vai contra as bases do mesmo. Tanto que você já deve ter escutado frases como:
"Em tempos de crise, enquanto um chora o outro vendo o lenço"
Como se isso fosse algo bom a ser cultivado pela sociedade, e infelizmente dentro do sistema monetário isso é.

*Definitivamente, Venus exige a ausência d'estado, a igualdade real e política*

Com certeza!
A questão do estado se torna obsoleta assim como o dinheiro, aliado a implementação de tecnologias para tal (que gerem bens e serviços, e monitoram as cidades, fazendo com que mesmo "decisões" sejam automatizadas).

*a igualdade real e política*
Sim, se seguirmos o que um dia foi a política (segundo Aristóteles) isso é verdade. E é por isso que existe o movimento, para informar!
Já somos milhares de pessoas que apenas esperam o momento certo (a falência do sistema, mais uma vez como já ocorreu) para implementarmos as direções de uma "Economia baseada em recursos".

Paladino em 8 de maio de 2010

Melhor se se for trabalhando no sentido de desenvolver Venus concretamente, implementando o projecto em lugares acessíveis a mudar, sem ruptura.

João Tavares em 9 de maio de 2010

Com certeza João!

O movimento Zeitgeist ainda não está consolidado a nível mundial, mas vem crescendo, e é só questão de tempo até começarmos a por em prática as metas e direções de uma RBE (Resource based economy - Economia baseada em recursos).

Até lá, questões levantadas como as suas são mais do que necessárias pois assim nos preparamos melhor para lidar com diversas situações e pensamentos diferentes!
Abraço!

Paladino em 9 de maio de 2010

Acredito que o pensamento reativo favorece o sistema monetário. Um doença "aparece"(não discutamos aqui o como e o por que elas vem "aparecendo") e lá se vão todos os investimentos no sentido de combatê-la - criam-se remédios. Adotemos a postura pró-ativa perante a vida. Com tecnologia e racionalidade podemos prevê-las e evitá-las. Combatamos as causas da doença. O orgulho, a vaidade e o egoísmo alimentam o sistema monetário e são alimentados por ele. Sugiro substituirmos dentro de cada um de nós, estes sentimentos aos quais fomos e somos condicionados por outro, este sim inerente ao ser humano, o amor. Assim quebraremos o sistema mais rápido do que podemos prever. Mude o indíviduo e a sociedade se transformará.
Enxergo este potencial no Movimento Zeitgeist e no Projeto Venus. Utopia é apenas aquilo que pensamos ser impossível.
Lembro Henry David Thoreau:
" As competências do homem nunca foram medidas; nem podemos julgar com base em qualquer precedente o que ele é capaz de fazer"
Uma ótima vida à todos.

Anderson Portilho em 10 de maio de 2010

Conheço o projeto já há uns dois anos, passa totalmente com a minha filosofia. Acho totalmente possível a realização de uma sociedade assim, inclusive antes de conhecer o projeto havia sonhado com uma construção muito semelhante a um dos projetos do Jacque Fresco. Já sou cadastrada no Movimento, e pretendo poder ajudar efetivamente de alguma forma.

Eva Fidelis, em Hamburgo-Alemanha

Eva Fidelis em 12 de maio de 2010

Oi (fica impossivel nao se identificar com um projeto como este que busca e tenta efetivamente conseguir a mudanca para uma humanidade 'melhor') Nasci em novembro de 1985, minha filha nasceu em Agosto de 2008... sou estudante... de Filosofia... minha atual pesquisa de trabalho de conclusao de curso é pautada em Sartre, que afirma que quando escolho me torno humano e nao escolho apenas a mim, mas a toda humanidade... (um humano pode encontrar seu destino num caminho que tomou para evitá-lo) na liberdade o compromisso da açao transformadora: a açao deve ser capaz de modificar o proprio ser - sua qualidade de ser ser... - revelando ao agente moral que ele é o ser pelo qual os valores existem... há coisas que falam e que contam, mas quem é que soube - que sabe - os estados realmente entender? por vezes acreditas que a ideia - o ideal - é uma imensa fortaleza... sonhos se realizam... impulsionam estes, que submersos emergem à margem! mto mais que meros entusiastas!!!

Isabela SM em 10 de julho de 2010

sonho que se sonha so é so que se sonha so, mas sonho que se sonha junto é realidade.
Raul Seixas

miguel fiorilo em 19 de agosto de 2010

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