
Antes, o problema era mobilizar as pessoas para, gradualmente, começarem a apostar em meios de transporte alternativos - leia-se "mais ecológicos e sustentáveis" - nas suas deslocações do quotidiano. Agora que as consciências começam a despertar, o desafio passa por desenvolver as melhores soluções que tornem essa experiência cada vez mais eficiente, cómoda e segura.
A bicicleta Lunartic foi desenvolvida com esse mesmo propósito de facilitar a locomoção a duas rodas em plena cidade. Concebida pelo designer Luke Douglas, esta bicicleta apresenta duas rodas de tamanhos bastante díspares, sendo que a dianteira é bem menor do que a traseira - onde, aliás, reside todo o engenho deste novo protótipo.
A particularidade da Lunartic prende-se com o facto de a sua roda traseira não possuir um sistema de raios. De acordo com o designer, esta opção revela mais do que uma preocupação estética; o que se pretende é que a bicicleta fique menos pesada e que os seus custos de produção e manutenção sejam reduzidos.
Além disso, este protótipo combina ainda, no seu design, um sistema de correias dentadas instalado na própria roda traseira.
À partida, todas estas características deverão contribuir para que a bicicleta se torne mais rápida e tenha uma maior aderência ao piso. Além disso, o facto de a roda dianteira ser mais pequena garante menos problemas de espaço e maleabilidade do veículo.
O designer Luke Douglas admite que este é ainda um trabalho em progresso, sendo que, no futuro, o espaço da roda traseira sem raios poderá ser aproveitado para acolher a roda dianteira - caso a bicicleta se torne dobrável - ou espaço para bagagem.
A Lunartic foi submetida à competição internacional James Dyson Award, que todos os anos premeia designers emergentes e que pretende inspirar os jovens de todo o mundo a envolver-se neste tipo de projectos.



Fonte das imagens: 1.
Comentários
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tarava
Ó Débora você já andou mesmo de bicicleta? Quer dizer já fez passeios de mais de 4 Km por estrada, rua empedrada e etc.?
Se sim então sabe que aquela rodinha da frente, tão juntinha, é uma garantia de queda e aleijão!
A roda traseira essa sim, é tecnicamente inovadora e pelo vídeo falta só adicionar aquela pequena mola interior que permite que os pedais parem quando a roda rola.
Para passear no jardim e ter à porta de casa numa de ecologista então é linda mesmo!
Henrique
Ótima idéia de design, mas do ponto de vista mecânico é uma bicicleta frágil, justamente por causa do sistema simples de engrenagens transmitindo a força dos pedais. Se a bicicleta passar por uma rua esburacada, o engate das engrenagens ficará comprometido (as vibrações causarão desgastes nos dentes, deteriorando o encaixe).
MAS eu até compraria uma, só porque é muito bonita.
Nilson
Esse conceito de dispensar os raios e eixo das rodas não é novo. Aqui mesmo, no Obvious, teve um artigo sobre a Nulla Bike, que faz a mesma coisa (só que, como Tarava destacou, com uma roda dianteira que ao menos tenha um tamanho funcional). O artigo é de Março deste ano: http://obviousmag.org/archives/2010/03/nulla_bike_-_novo_conceito_de_bicicleta.html
Ernesto
Conceito tão parvo. Parece ser boa para tralhar.
Uma reinvenção, supostamente, serve para melhorar. E eu não vejo melhoria nenhuma, nem no design, nem na mecânica. Além disso, precisa de mais matéria prima do que uma bicicleta normal.
Os designer ainda hão de perder a mania de se aventurarem nas áreas onde não têm competências.
Marc3lo
A bike realmente não está muito usual, porém certamente cria um novo conseito de bicicletas e motos !
Sou projetista e tive grandes idéias para deixar usual em motos esportivas, acredito que muitos projetistas também teram grandes idéias à partir deste conseito !!
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