A diferença de um bom olhar - fotografias em grande angular

O uso de uma lente grande angular exige um enquadramento diferente. Uma forma distinta de olhar para um mesmo objeto. Ela permite imagens criativas e inusitadas. Henry Marion descobriu a sua própria maneira de olhar ao seu redor.


Henry Marion lente grande angular

As coisas mais simples podem se tornar as mais importantes. É disso que trata uma fotografia. O registro de um momento e a revelação de um detalhe que aos olhos de muitos passaram despercebidos. Não aos de um fotógrafo. O uso de uma lente grande angular exige um enquadramento diferente. Uma forma distinta de olhar para um mesmo objeto. Ela permite imagens criativas e inusitadas. Henry Marion descobriu a sua própria maneira de olhar ao seu redor.

Nas fotografias tiradas por meio de uma lente grande angular esse conceito é ainda mais claro e preciso. Sua principal característica é naturalmente dar uma grande profundidade de campo, ótima para os casos em que se deseja incluir um objeto em seu contexto.

De certa forma, pode-se dizer que a grande angular força o fotógrafo a chegar mais perto da ação, daquilo que se deseja fotografar e, assim, mostrar seus detalhes. Ao mesmo tempo em que o espaço para captação da imagem aumenta, o detalhe se mostra ainda mais importante em sua totalidade.

As fotos do francês Henry Marion são assim. Um advogado fotógrafo muito talentoso. É verdade que suas fotografias são tiradas por hobby, mas nem por isso o trabalho não é feito com a seriedade que se deve, como ele mesmo enfatiza. Católico, ganhou uma máquina fotográfica aos 12 anos para registrar a eucaristia. Sua primeira foto foi de sua irmã e, depois que cresceu, de suas filhas.

Henry Marion lente grande angular

Henry Marion lente grande angular

Henry Marion lente grande angular

A companhia de seus amigos amantes da fotografia – talvez a apaixonante Paris deva ter ajudado – o fizeram tomar o gosto por essa arte e, então, começou a levá-la a sério. Uma viagem à Ásia o inspirou ainda mais. Seus equipamentos se aperfeiçoaram – a era digital – e quanto mais fotos tirava, “mais sério o trabalho ficava.”

“Antes de fotografar é necessário olhar. O olho é sempre seduzido por um detalhe, uma luz ou uma atitude. Quanto mais se trabalha na fotografia, mais os olhos se tornam sensíveis.” Henry diz que uma arquitetura moderna, as catedrais ou as paisagens se tornam mais verdadeiras com as pequenas coisas, como os insetos.

O silêncio, a concentração e a música são suas inspirações. E para ele pouco importa se for preciso levantar bem cedo para fotografar os primeiros raios de luz do dia. “Esquecer o tempo, o espaço e o ambiente. É por isso que a fotografia é mágica.”

Henry Marion lente grande angular

Henry Marion lente grande angular

Henry Marion lente grande angular

Imagens © Henry Marion


mariana carrillo

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