
Aquele velho carrinho, o astronauta, super-heróis dos quadrinhos. Os robôs, aviões, os trenzinhos. Por meio dos brinquedos, a imaginação abre-se em um leque de possibilidades e, de súbito, a realidade transforma suas cores e suas personagens.
Mas além de emprestar criatividade à criança, os brinquedos nos permitem observar todo o contexto sociocultural de uma geração. Eles registram os gostos, os costumes, as conquistas e as ambições de uma sociedade. Pelas inspirações, materiais e tecnologia usados na fabricação desses artefatos é possível verificar a trajetória do desenvolvimento de uma época. Os brinquedos de metal atravessaram grande parte do século XX e são fiéis companheiros de muitas gerações
No começo do século 20 surgiram os primeiros brinquedos feitos de metais fundidos. A maioria eram miniaturas de veículos e custavam caro por exigir um processo industrial mais complexo. Com o progresso das ferrovias, já nos anos 30, os trens tornaram-se os principais alvos das réplicas de metal. Os trenzinhos elétricos de bitola revolucionaram a indústria do segmento. Eram fiéis aos carros originais e funcionavam com baixa voltagem de 20 volts, com transformador ligado à rede elétrica. Estas novidades causaram grande impacto no consumo e conseqüente aumento na produção. De 1930 até a segunda Guerra Mundial, a fabricação de brinquedos era quase inteiramente dedicada aos trens elétricos de metal.


Nos final da década de 40, e durante a toda a década de 50, as miniaturizações acompanharam as produções dos carros, aeronaves e, também, dos eletrodomésticos. Todos feitos de metal.
O final dos anos 50, e os anos 60 – principalmente no Japão e Estados Unidos – é uma época considerada de ouro na produção dos brinquedos de metal. Por causa da corrida espacial eram vendidos milhares de réplicas de naves espaciais, foguetes e astronautas. Além disso, com a popularização dos programas de televisão, a época foi de grande produção de galãs e heróis da TV e do Cinema.



Ainda no fim dos anos 60, e começo dos anos 70, o esporte ganhou mais espaço na indústria infantil quando começaram a ser reproduzidas réplicas dos famosos carros de Fórmula 1, movidos a pilha ou a corda.
Mais tarde, já no início dos anos 80, o plástico começou a substituir o metal na fabricação desses brinquedos.
Hoje em dia, brinquedos antigos são peças de colecionadores. Alguns tão raros quanto ver uma criança brincar com um deles em uma época em que impera o virtual.
Os mais saudosistas, no entanto, trazem à memória os dias em que esses brinquedos fizeram suas infâncias serem um pouco mais palpáveis e, por conseqüência, deliciosas de serem lembradas.





Fontes das imagens: 1.
Comentários
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geraldinho
São pequenas obras de arte!
Eu já sou do tempo dos brinquedos de plástico, acho que nunca tive um brinquedo que fosse totalmente de metal ou madeira.
abraço
Fernanda Arantes
Como nasci em 90 nunca brinquei com um desses, mas os acho graciosos
Isaac Silva
briquedos resistetes que duravam mais de uma semana, bons tempos.
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Peter Zimmermann
Olá internautas
O meu sonho é comprar um robot - com T no final sim rssss - de lata, aqueles que possuem um visor na frente, ou o do Perdidos no Espaço, e ainda tem aquele muito lindo do Planeta Proibido.
Por enquanto vou só namorando os danadinhos.
Quem mora, ou vier a São Paulo, vá um sábado na Praça Benedito Calixto - Fica na Teodoro Sampaio, próximo ao metrô Clínicas - lá tem uma feira de antiguidades/curiosidades muito legal, o passeio é ótimo.
Acho que neste Natal vou me presentear com um pó-pó-pó. É, aquela lanchinha de lata com casco duplo, enche o casco com água e acende um pedaço de vela, a água esquenta e é só pó-pó-pó... e lá vai ela. Só não bota a mão !!!!
Abraços
Peter Zimmermann
Márcia
Interessante seu post! Estou organizando uma exposição sobre os metais em diferentes áreas de aplicação, e brinquedos é uma delas, há dias estou pesquisando e seu texto responde muitas das curiosidades que tive.
Muito bom! Se puder postar mais historias sobre a presença de metais nos brinquedos. Agradeço.
Márcia
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