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John Lennon: Não posso ser o que eu não sou

publicado em musica por | 6 comentários

O assassinato de John Lennon em 8 de dezembro de 1980 "produziu" uma das canções mais amargas e incompreensíveis destas últimas décadas, provando que a vida é tão intensa quanto perigosa.

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Este é o primeiro de quatro artigos que publicaremos hoje para assinalar os 30 anos da morte de John Lennon. Não perca os próximos: John Lennon & Yoko Ono: somos só um, O dia do assassinato de John Lennon e o tributo A morte de john lennon - 30 anos e uma música.

John Lennon, que nasceu durante a II Guerra Mundial, experimentou desde pequeno a dor dos conflitos humanos que transitam sensivelmente entre o trivial e o catastrófico. O estar longe, estar perto de casa. A ausência do pai e a separação 'subliminar' da mãe. Lennon foi criado pela tia que, apesar de reconhecer no sobrinho um talento sem igual, não acreditava que ele pudesse fazer da arte da música o seu sustento. É a partir deste começo cheio de percalços que a figura de Lennon começa a se formar.

O seu temperamento transgressor, mesclado à sensibilidade e ao humor afiado, acompanharam-no desde jovem. Se por um lado ele não conseguiu se formar e foi posto fora da universidade (Liverpool College of Art) logo no final do primeiro ano, por outro lado esta energia e vitalidade encontraram na música a sua maneira de ser. Foi nesta fase de extrema atividade e vigor do Lennon que os Beatles se formaram e que assistimos nascer uma das parcerias mais celebradas de todos os tempos: John Lennon e Paul McCartney. Um eco eufórico de "Twist and Shout"...

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O final dos Beatles marca o inicio de um novo momento na carreira e vida de Lennon. Toda aquela euforia e transgressão se vêem esvaziadas de sentido com o fim dos shows e tours, agravando-se ainda mais com a morte de Brian Epstein que, segundo Paul, em entrevista, viria a ser o quinto Beatle. "Strawberry Fields Forever" representa, de maneira simbólica e não menos bela, esta mudança de direção na vida da banda e de um Lennon fragilizado e nostálgico. Embarcando numa viagem (psicodélica) sem bússola. Help!

A trajetória de cada indivíduo é, de maneira geral, marcada por tantas dores quanto alegrias. O divisor de águas é que alguns têm a oportunidade de vivenciar o seu caminho com maior clarividência e plenitude, e daí a vida parece ter um valor maior, e nos comprometemos a ela. É este novo Lennon, mais maduro e introspectivo, em busca da sua identidade, que compõe as músicas mais bonitas e reflexivas da sua carreira: "Mother", "Love", "Working Class Hero", "Oh My Love" e "Imagine", um hino de amor e solidariedade.

A individuação tem seus riscos e preços. E John Lennon parecia muito ciente disto, tanto que suas composições e manifestações artísticas e políticas eram brutalmente honestas e reveladoras. Se amor é tudo de que precisamos, ainda bem que tivemos Lennon e seus múltiplos "eus".


Fontes das imagens: 1, 2.

 

isabella kantek nasceu em Lorena, mas atualmente vive em Astoria. Faz barquinhos de papel e deposita santinhos na lagoa onde a água flutua sobre as folhas, sujeiras diversas e constelações. Saiba como fazer parte da obvious.

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Proberto

É, sem dúvidas um sujeito de valor. Melhor seria se estivesse vivo, não fosse a ação de um lunático americano, que, este sim, fez o sonho definitivamente acabar. O que nos resta é lamentar como na "Canção do Mundo Novo" de Beto Guedes (compositor brasileiro) "Quem souber/
Dizer a exata explicação/Me diz como pode acontecer/
Um simples canalha mata um rei/Em menos de um segundo/Oh, minha estrela amiga/Por que você não fez a bala parar..." De qualquer maneira, temos aí o Paul Mc Cartney, no auge dos seus 60 e tantos anos, mas com um vigor da história que repousa sobre os seus ombros. Bons tempos, "...all we need is love".....

Obrigada pela mensagem, PRoberto. =)
"All we need is love". Definitivamente.

O que mais me impressiona, e que estamos virando um mundo desmemoriado. Tudo bem, o mundo é pop, e o Paul é o queridinho do público. Mas para mim, os Beatles sempre foi o John Lennon.
Ele era criativo, provocativo, e mesmo pelado tinha uma classe que a Lady Gaga nunca irá entender.
Quando vi a sequencia de posts sobre o grande Lennon, fiquei feliz em ver que alguns ainda lembram (até aqueles que não eram nascidos na época)

Lucia Nogueira

Ficamos encantados e voltamos ao tempo, pois ele foi um ícone para a nossa época e veja, até hoje suas músicas são sucessos, mesmo para os jovens atuais.........grandes lembranças.
Lucia&Hamilton

Tereza Maria

Maravilhosoooo.Lembrei os meus tempos de adolescente, onde a vitrola vermelha, só , mas, somente tocava Lennon.Ainda bem que essa pessoa veio ao mundo.
-"Se amor é tudo de que precisamos, ainda bem que tivemos Lennon e seus múltiplos "eus"."

THE Beatles....só musicas lindasssssss.,isso que é rock.Tive o imenso prazer de visitar The Cavern em Liverpool, Emoção tomou conta,sucesso para sempre.Image,parabéns.Beijos,Isabella

Sônia

Nossa, que maravilha ver John Lennon, recordar os bons tempos. A riqueza de talentos como Beatles, roling stones, Bob Dilan,e tantos outros, mas Lennon realmente sobressaia. Ele era um gênio, parabéns pela materia.

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