Andreas Verheijen: engenheiro de flores

Antúrios, gerberas, girassóis e margaridas. Lírio-do-amazonas, da-chuva e tigrado. Hortênsias, junquilhos e cravos. Gramas, musgos, galhos e ramos. Quiçá um pedaço de arame para, em mãos encantadas, revelar o segredo que une flores, homens e cores. A botânica sui generis de Andreas Verheijen.


andreas verheijen engenheiro flores

Andreas Verheijen esculpe plantas e flores com a mesma maestria com que o artista lavra estátuas em mármore, pedra ou madeira. Conhecido como "engenheiro das flores", trabalhou durante 15 anos no Harrods Flower Department em Londres, cidade onde manteve também a sua floricultura.

Quem conhece a sua origem não se surpreende que os caminhos da vida o tenham levado a trabalhar na área da botânica. Nasceu e foi criado em Zundert, uma cidade da província de Brabante do Norte, nos Países Baixos. É um dos municípios com maior participação na agricultura do país e berço do desfile de flores mais antigo, exuberante e singular da Europa.

Existe um ditado que diz que um dos maiores presentes ou recompensas de lidar com a flora é a restauração dos cinco sentidos. Entretanto, o trabalho de Andreas transborda no visual. A sua escolha é feita com cuidado e se fundamenta nos motivos do fim que se quer obter. Ele revela a beleza da forma desde as flores populares até as mais nobres, incluindo também musgos, palmeiras, galhos, gravetos e frutas ornamentais.

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Em suas mãos vemos nascer arranjos inusitados em vasos de porcelana, troféus e taças. Arbustos e plantas são esculpidos em formas geométricas e animais. Ornamentos etéreos para a cabeça e o espírito. Montagens delicadas e grandiosas em urnas. Intervenções que consistem no conhecimento de técnicas de jardinagem, como o cultivo das plantas e, particularmente, as podas. Sem mencionar o conhecimento sobre os detalhes da arte e da estética.

O uso das cores é outra parte fundamental na sua rotina de trabalho. E ele sabe como destacá-las em seu habitat. O frescor e brilho do verde no musgo e nas folhagens. A explosão de vermelhos e rosas. A fluorescência de amarelos e laranjas. A linguagem das cores é tão dinâmica e forte que, por um momento, nos indagamos se não estamos diante de uma ilustração ou qualquer realização cinematográfica extravagante. De maneira equivocada.

Atualmente, Andreas trabalha como designer de flores para o Dutch Flower Council, e realiza eventos e exposições em que demonstra e ensina a sua técnica e estilo particulares para uma platéia volumosa de olhos bem abertos.

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Mais trabalhos no site de Andreas Verheijen.


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