
Nem todo o brasileiro gosta de carnaval. Aliás, são muitos os brasileiros que não apreciam tal festejo, uma vez que ele deixou de ser uma manifestação cultural, e passou a ser um verdadeiro atestado de um comportamento irresponsável e, por vezes, animalesco. Para os que não gostam, a opção é apontar qualquer outro lugar no mapa e correr para lá, bem rápido.
Historiadores afirmam que o carnaval teve origem nos rituais para celebrações da fertilidade nas margens do Nilo, no Egito Antigo, há seis mil anos. Com o passar do tempo, essas celebrações evoluíram, adquirindo significados diferentes por todo o mundo. Tornaram-se mais artísticas, com bailes e desfiles alegóricos, e foram acrescentadas às festas as manifestações sexuais.
Segundo algumas teorias, a Igreja Católica proibiu, obviamente, essas manifestações sexuais - daí surge a palavra “carnaval”, que significa “carne levare”, ou seja, afastar a carne. Até hoje se leva em conta a celebração que antecede o período da quaresma como sendo o "último festejo profano". Na quaresma, os fiéis são convidados à abstinência dos prazeres da carne para se lembrarem da ressurreição de Jesus Cristo. Funciona mais ou menos assim: o indivíduo pratica toda a sorte de estupidez no carnaval e depois entra em estado de contrição a fim de preparar seu espírito para a Páscoa.

Gostar ou não de carnaval pode ser muito mais uma questão de gosto – ou de bom gosto – do que de religiosidade. Há aqueles que simplesmente preferem fugir de toda esta promiscuidade confeitada. E quem pode culpá-los? E há quem corra apressado ao encontro das ruas onde brotam foliões embriagados, homens com vestidos e mulheres sem vestidos, sexo e drogas livres e toda a sorte de irresponsabilidades ou incapacidades - como, por exemplo, a de jogar lixo no lixo.
É cômico o fato de que uma semana antes do carnaval a saúde pública é tomada por um colossal desespero para tentar diminuir os efeitos da festa. Camisinhas aos montes são distribuídas na esperança falida de conter o impulso sexual inerente ao festejo, no qual todos são de todos. Ou ninguém é de ninguém. Tanto faz. No qual o sexo é vendido tão barato quanto a cerveja nas esquinas.
Cartazes admoestadores são pregados nos muros das cidades, a TV faz campanha para conscientizar a população da proliferação do vírus HIV e do porte ilegal de armas. Departamentos e lojas têm suas fachadas devidamente reforçadas com grades por causa do vandalismo gratuito. Os puritanos fogem. Ou rezam. Todo um lado do orgulho nacional que não passa na televisão.
Contudo, há foliões que, dentro do bom senso e responsabilidade, sabem aproveitar o carnaval de maneira saudável, para não dizer humana. Se procurarmos, certamente, conseguimos achar essa espécie rara em período carnavalesco.

O carnaval deveria ser melhor hoje em dia. Deveria ser realmente, em todos os cantos brasileiros, uma manifestação cultural e artística. Mas uma festa que deixa a cidade inteira cheirando a urina não pode ser tão boa. É triste que muitas pessoas tomem o carnaval como uma permissão para perder temporariamente a moral e os valores. Mas ninguém é obrigado a compartilhar disso, portanto, fazer um roteiro alternativo é a melhor opção para quem não adere a esse tipo de carnaval.
Uma amiga lamenta e critica o fato de eu não sair ao carnaval. Consolei-a com a profecia de nossos feriados:
9 horas
Ela: compra a primeira cerveja no primeiro boteco que vê pela frente, tentando um desconto com seu decote.
Eu: longe da algazarra, ainda sonho feito uma criança.
10 horas
Ela: compra sua décima cerveja, tentando um desconto com o seu decote.
Eu: acordo e olho para o relógio, muito cedo ainda. Volto a dormir.
12 horas
Ela: tenta segurar com as duas mãos a última empada de frango da padaria.
Eu: aprecio um bom prato em um agradável restaurante.
12h01
Ela: olha, embriagada e faminta, a empada caída no chão, a seus pés.
Eu: vou à sobremesa, tranqüilamente.
16 horas
Ela: se recompõe e continua a dançar, jogando confetes para o alto, agora bebendo pinga barata.
Eu: Assisto a um bom filme com o namorado.
20 horas
Ela: vomita na sarjeta.
Eu: tomo vinho, balanço na rede e ouço Buarque.
Quem é mesmo que não gosta do carnaval?




Comentários
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.
Eliana
Que bom morar em um país livre no qual existe a liberdade de expressar sentimentos de modo tão bem escrito. Parabenizo a jornalista pela exposição excelente do sentimento de milhares e milhares de brasileiros, que devem conviver novamente com toda a sorte de imoralidade por estes dias e, ainda por cima, sentir a fedentina das cidades. Até mesmo a festa "bonita" que é mostrada na televisão para que o mundo todo assista, já deixou de ser cultural, para ser promíscua. "Para que o mal triunfe"- e aqui entenda-se por mal o carnaval imoral que vivemos no Brasil nos dias de hoje - "basta que os bons"- e aqui entenda-se aqueles que não querem abandonar seus valores morais por 3 dias - "cruzem os braços". Foi o que a jornalista não fez. Obrigada.
Jorge Ribeiro
Gostei imenso deste artigo. Sou Testemunha de Jeová e como tal, não festejo o carnaval. De facto, acho interessante notar que aquela imagem que é todos os anos vendida pela comunicação social sobre o carnaval - de uma festa multicolorida, o grande momento do ano, onde as pessoas cantam, dançam e estão todas muito felizes - esconde por trás uma realidade suja, degradada e deprimente.
Rê Rocha
Concordo em parte com o texto. Apesar de não ser um "foliã" defendo o carnaval pela renda que gera para o país.E é sempre tão bom aproveitar esses dias em casa, o iportante é o feriado independente do que seja..
Se a população fosse menos promíscua essa festa seria bem melhor.
Pry
Adoorei!
Poxa, eu detesto carnaval. ;//
Já foi bom um dia, na época dos meus avós, mas hj em dia é uma merda.
Prefiro ficar em casa.
Parabéns pelo post. ;*
Rogerio Mascia Silveira
Gostei demais do artigo, faço minhas as palavras do autor. Nem preciso dizer que tuitei e postei no Facebook o link pro texto.
Luan Stringhi
É por isso que todo carnaval eu vou pro Psicodália, rock n roll ,natureza e sussego!
Ronaldo
Sou um morador do interior paranaense, ao menos aqui no sul, a maioria das pessoas nao gostam de carnaval.
Clóvis Santana
Essa semana li um ensaio do professor Anderson Rubim dos Anjos, de Educação Física. No texto ele aborda o carnaval e a relação de entretenimento e cultura no nosso país. Praticamente o professor questiona o sentido do carnaval como presenciamos atualmente como mais um produto da mídia com abadás sendo contados como o dólar na bolsa de Nova Iorque. Pelas fotos no artigo tem-se a impressão de que a imagem que o autor tem da folia ou, (festa pagã, cultural ou tradicional), condiz exatamente com o que realmente ocorre nessa festa durante esse período de esbórnia desenfreada. Tudo isso, efetivamente só é realmente verdadeiro no que tange a uma industria cultural. Somente isso. Transcrevendo alguns trechos do ensaio, temos: "De acordo com Bakhtin (1999), a festa do carnaval é uma grandiosa cosmovisão universalmente popular dos milênios passados(...) Ela tem um movimento de oposição à seriedade oficial das normas, regras, e valores que interpelavam as subjetividades rebeldes dos homens, a fim de dominá-los(...) Em resumo, durante io carnaval é a própria vida que se representa, e por certo tempo, o jogo se trasnformavaem vida. Outra vida se vivia no carnaval, no pequeno tempo, a festa era um momento de alegria, de viver a vida, de outra forma, sem regras, e normas. Dessa forma, o povo faz as regras, voltadas para a formação de uma atmosfera, em que todos (ricos, pobres, reis, rainha, princesas) se tornam povo, não há divisão social de classe.
E em consequência dessa grande massa de pessoas que pula o carnaval sem ao menos refletir sobre ele, vemos então cenas de bebedeiras sem limites, brigas, maior índice de acidentes de trânsito, assassinatos, estrupos, comas alcóolicos, sujeira pela ruas, lixo jogado em qualquer em qualquer lugar e de qualquer forma e o uso do espaço público como sanitários a céu aberto acarretando no forte odor de urina nas cidades que comemoram mui festivamente. Enfim, mais do que nunca na história desse país, e na força da mídia sobre a promoção psedo cultural do carnaval o que presenciamos ano após ano é a grande massa de pessoas infatilizadas e cheias de más intenções, ou, até sem nenhuma intenção de qualquer tipo de pensamento ou reflexão. O negócio é beber muito e cair na folia. E viva Dionísio.
Edu
Carnaval ou ouvir Chico? Há uma terceira opção?
Hilário Ferreira
"...E um dia, afinal,
tinham o direito a uma alegria fugaz
uma ofegante epidemia que se chamava carnaval..."
Ainda bem que perspectiva é uma palavra plural.
sem-se-ver
amei
Clau
parabéns pelo texto :) gostaria de ter escrito isto.
abraço
dea C
Eu não gosto de carnaval, ou melhor eu não gosto mais de carnaval. Simplesmente porque estou em outro estágio da vida. Mas já brinquei muito carnaval, sou do tempo em que "Uma noite em Bagdá" era um baile espetacular no Clube Monte Líbano, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Já saí em muitos blocos de rua. Agora nao mais.
Pode até parecer papo de evangélico, aqueles novos cristão que dizem ter "encontrado Jesus" e enchem o saco dos outro tentando evangelizar.
Embora nao goste mais de carnaval, discordo totalmente do que a senhora escreveu. E coitada da sua "amiga" se vier a ler o seu texto, certamente vai virar inimiga, dizer que precisa mostrar decote pra comprar um reles cerveja, é ser de quinta categoria, afinal uma cerveja custa menos de $ 1.00 dólar. Qualquer um que receba o bolsa-família pode comprar cerveja, é muito barato no Brasil. Eu entendo quem nao gosta do tumulto, não gosta de bebidas, não gosta de batucadas, talvez um retiro espiritual caia melhor, é algo mais elevado, entendo mesmo. Contudo, pelo teor do texto, bastante preconceituoso, a senhora tem toda pinta de ser uma fundamentalista, se morasse nos EUA poderia ser do Tea Party ou quem sabe seguidora da Westboro Baptista Church.
Nós, brasileiros, sofremos tanto com os políticos, com os baixos salários, com a corrupção, que tal deixar o povo extravazar por uns poucos dias. Lembra do samba da União da Ilha? "... É hoje o dia, da alegria/e a tristeza nem pode pensar em chegar ..."
Há muita amargura em seu texto.
Rejane Borges
Dea C
Não é amargura...é apenas um lado do carnaval que existe, infelizmente, digo eu. E esta minha amiga foi a primeira que riu, com todo o seu bom humor. O decote é usado sim, e com este mesmo bom humor. E funciona, diz ela.
Obrigada por comentar.
Abraços.
Michel Euclides
Adorei. Simplesmente perfeito. Fico feliz em saber que existe ainda vida inteligente neste Brasil-sil-sil.
E eu gosto de carnaval sim: de vinho, descanso, acordar tarde e etc. Tudo como descrito no seu texto.
:)
Abraços e um excelente carnaval.
ricardo barbosa
tudo que eu pensava, vc escreveu e disse tudo, obrigado!
Guilherme Bonaldi
Parabéns Rejane! Sem mais a acrescentar! Perfeito.
jorge
O carnaval é onde as pessoas colocam para fora todas as suas frustrações, fracassos em todos os sentidos de sua vida. O carnaval está na raiz dos sentimentos humanos. Ele se apresenta de várias formas, dançando, sambando, rindo sem ter no íntimo a graça que se quer ter. As vezes ouvindo Chico se está pulando o seu carnaval.
A verdade que queremos mais ter razão, do que ser feliz. Ser feliz, a gente consegue sem estar pulando carnaval, ouvindo Chico ou mesmo no silêncio de um mosteiro.
Para se ter a educação que a autora quer das pessoas que pulam o carnaval, só se consegue com as pessoas felizes e isso é o que mais procuramos, mas a falta de resposta para "angustia da morte" só no resta pular o carnaval onde for que ele estiver, da melhor maneira que a gente consiguir fazer o nosso carnaval. Enquanto isso no fundo acreditamosna vida eterna.
Tarcisio
Bom texto, recheado de lapsos de contundente lucidez ("O carnaval... maior concentração de imbecilidade por metro quadrado jamais vista"). Provalvelmente, a melhor vantagem a ser tirada do período de carnaval seja a possibilidade de repousante isolamento de quem não o suporta. Poder enxergar a extrema estupidez reinante no carnaval, torna-se, cada vez mais, um difícil, (des)confortante e raro privilégio. Independente do conceito que se tem, hoje, da humanidade, é lamentável constatar o ser humano entregar-se a tamanha insana estupidez.
De qualquer modo... observe-se o leve, despretencioso e confortante final das duas trajetórias narradas: "tomo vinho, balanço na rede..."
Renata Mattiello
Olá...
Muito bom a artigo anexado.
Realmente uma época que não agrega nenhum valores,sem mencionar o investimentos jogados fora em vez de serem investidos na educação etc.
Infelizmente o Brasil literalmente paralisa durante esses dias e o pior é saber que na quarta-feira de Cinzas todos descansam com a maior cara lavada e revestidos de uma bela ressaca!
A promiscuidade, bebedeiras,e o verdadeiro vale tudo toma conta desses espaços. Que pena que a parte verdadeira e negativa não vem a tona pela imprensa,pois poucos tem a coragem de dizer o que pensam aos acontecimentos devastadores que ocorrem.
Confesso que, agradeço a DEUS quando acho canais alternativos de televisão os quais não divulgam os desfiles das escolas de samba, que infelizmente na sua maioria a atração visual passa ser bundas e seios de fora...que por sinal,é essa a imagem das brasileiras no exterior.Somos consideradas mulheres sem reservas, sem valores e sem restrições morais!
Pois, resido no interior do Paraná onde a sociedade é formada de diferentes raças e a qual tem uma influência muito grande é o grupo do islamismo, que a mulheres utilizam véus sobre os cabelos e vivem para administrar seus lares,filhos...enfim, os valores conservadores passam a ser até radical demais, mas ao mesmo tempo quando paramos para analisar o convívio familiar entre eles passa chamar a atenção pela forma delicada que agem aos entre eles e aos demais.Acabam realmente contagiando pelo jeito de serem e principalmente de não terem vergonha de serem taxados de malucos...kkk...enquanto na verdade os sem vergonhas e malucos estão ficando a grande parte da sociedade brasileira, pois somos vistos pelos homens islâmicos como mulheres fáceis e sem valores nenhum !
E o jeito nós os quais queremos preservar os valores sociais e morais, temos que lutarmos contra conforme as situações aparecem...dando exemplos através atitudes positivas!
É isso aí companheira...não devemos desistir e nem pararmos com as divulgações sobre tudo que diz respeito ao nosso povo brasileiro, sendo positivo ou não, temos que fazer sempre a diferença!
Um grande abraço a você e a todos os leitores que estão deixando anexado suas opiniões sobre o assunto abordado.
Ass. Renata J. Mattiello
Nirava Gulabo
Adorei a abordagem. Háo os que consgiam bricnar em cidades mais tranquilas, acredito. Triste, ver a foto das latas, no mar. "Diversão" não justifica isso! Deveríamos estar caprichando mais para preservar a vida no planeta.
mariana
As grandes marchinhas de carnaval provém dos anos 20. E em todas as letras pode-se perceber uma grande influência das bebidas e drogas (antes permitidas). Era tudo igual. "As águas vão rolar, garrafa cheia eu não quero ver sobrar.. eu passo a mão na sacarrolha e bebo até me afogar"
thiago
bom, faltou o meio termo né..
e o carnaval de Sao Luiz do Paraitinga fica nisso ai? De Paraty? Ainda da pra se divertir no carnaval sem entrar na onda do bandfolia!
Rejane Borges
Thiago,
Sou do Vale do Paraíba e conheço São Luiz do Paraitinga. E se vc também conhece, tenho certeza de que sabe exatamente como a cidade ficava depois do carnaval, antes da tragédia, obviamente.
Eu tb acho que deveria ter "meio termo". Mas não tem.
Abraços.
Primo Ronaldo
Pular carnaval ou ouvir Chato Buarque? Não tem uma outra opção, tipo ser açoitado ou jogado aos tubarões? Brincadeira!
Bom artigo, Rê, a mais pura verdade. E com a cultura indo pro ralo, isso só tende a piorar.
ana
É até um alívio ter mais pessoas a compartilhar a indignação pela postura de degradação de muitos no carnaval. Ali o ser humano se rebaixa, emporcalha e entristece qualquer um que não esteja alterado pelo excesso de bebidas e outras coisas. Não sendo moralista, é atentado à moral sim! Para seres que pregam a necessidade do cuidado com planeta, solicitam a igualdade das pessoas, independente de credo, opção sexual e raça, é hipócrita demais! Isso sem contar a falta de educação de invadir a privacidade de quem não gosta deste evento com sua imposição-visto músicas estridentes, gritos e toda imprensa cobrindo todos dias. Ufa, ainda bem que é cinzas de novo! Consciência nada, né?
prill
Não pude deixar de lamentar sua fala, Rejane. Mostra um grande preconceito e desconhecimento da festa, suas origens e sua lógica. Uma pena, cê devia ler os Bakhtins que comentamos...
Rejane Borges
Prill, eu respeito sua posição e agradeço se respeitar a minha, não sugerindo que sou preconceituosa ou ignorante. E se vc ler direito o artigo talvez perceba que eu falo sobre o lado ruim do carnaval, o qual existe, de fato. Um lado que é fatalmente prejudicial à população. Dinheiro público gasto com "rejustes" pós-carnaval que deveria suprir outras coisas.
Não vou listar sobre os prejuízos sociais dessa festa. Vc pode, por si mesmo, encontrar informações sobre isso, tenho certeza.
De qualquer maneira obrigada pela sugestão de leitura. Tenho certeza de que é uma ótima recomendação.
Abraços
rafael
Interessante esse escrito carcumido pela ignorância e olhar nada demorado terminar citando Chico Buarque, logo ele, homem de samba, que canta o carnaval, que concluí: "Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver".
Rejane Borges
Rafael...
Obrigada por comentar.
Abraços.
Danilo Godoi
Gosto do Carnaval,mas o que me incomoda são os foliões. Não gosto de Chico, mas não desmereço suas obras.
O texto é assertivo ao deixar de lado a face Globeleza da coisa. O carnaval de quem ouve Chico Buarque, é o mesmo da estudante paulistana que gasta R$8.000,00 em abadás em Salvador ou do adolescente que se esbalda com uma garrafa pet de fanta com pinga em São luiz do Paraitinga.
"Psitasciforme que ingere pedregulho tem ciência do diâmetro retal que lhe confere."
Não ouvi Chico, não fui atrás do trio, mas digeri o pedregulho que melho me cabia.
Palera
@PRY: como você pode saber se era bom se não viveu para sabê-lo?? Ridícula essa exaltação ilusória de um passado virtuoso/perfeito.
....
Gostei do artigo, foi bem honesto.
Pablo
Genial!!!! Tb gosto de curtir meu carnaval no aconchego de minha casa, ouvindo um sambinha bom, na cia de pessoas que curto sem ficar no meio de tanta sujeira e zona!!! Se o povo soubesse sambar de forma saudável eu até tava no meio. Samba é tudo de bom, mas pra quem sabe curtir!!!!! E mta gente não sabe!!!! Lamentável msm!!!!
Rejane Borges
Danilo, tem toda razão! LOL
Obrigada por comentar.
Abraços!
Rejane Borges
Pablo, este tb é o meu carnaval.
Abraços! ;)
João Paulo
É certo que o carnaval é realmente um espetáculo lamentável, mas é certo também que muitos críticos do Carnaval também não têm toda essa carga crítica em relação a outras manifestações culturais de outros países, algumas muito piores do que o Carnaval Brasileiro.
Acho uma imbecilidade aquela festa inglesa do queijo rolando montanha abaixo e um monte de patetas atrás dele, não gosto da Tomatina Espanhola e todo aquele desperdício de comida e gostaria de meter na cadeia quem participa de Touradas e da Festa do Boi....mas tem muitos críticos do Carnaval que entendem essas outras idiotices como simples "manifestações culturais".
Tem coisas muito piores que o Carnaval.
Rejane Borges
Com certeza, João ;)
Obrigada pelo comentário.
Abraços.
PortoMaravilha
Artigo interessante que talvez esqueça que o Carnaval é a inversão dos valores e a destruição temporária ( unicamente) das referências sociais.
O Carnaval não incomoda porque obedece a datas precisas.Não se prolonga no tempo.
Já que Baxtin é aqui citado em comentário, é exacto que foi Rabelais, autor Francês, quem, na literatura Europeia, expressou melhor a cultura popular da Idade Média. Antes da Renascença.
O Carnaval Brasileiro tem suas origens na tradição Portuguesa do "Entrudo" . O " Entrudo", por sua vez, tem suas origens nas festas milenárias e pagãs celtas que anunciavam a abondancia, o renascimento...a Primavera, a fertilidade, a sexualidade...
O Carnaval é um rito pagão que foi recuperado pela Igreja Católica. Um rito onde o politeismo era rei e raínha.
Nuno
Mariana Ambrogi
Algumas pessoas aqui estão confundindo cultura com o que hoje vemos nas ruas brasileiras no carnaval. O carnaval de hoje, salvo algumas exceções, não é cultura!!!!!!!!
As prefeituras gastam milhares de reais com aqueles desfiles para inglês ver. O estrangeiro vem tira fotos bonitas e coloridas achando que o carnaval do povo é aquilo. Aquilo é coisa de rico que tá seguro nos camarotes!! O povo mesmo tá na rua! Povo estúpido que pensa que aquilo é cultura!!! Povo que confunde cultura com putaria, violencia e bebedeira!! Povo que acha bonito dinheiro público gasto com carnaval e que depois não tem assistência na saúde, na educação e na alimntação básica. Um povo miserável que ainda por cima quer acreditar que o carnaval que existe HOJE é cultura! POR FAVOR COLEGAS! Ruas infestadas de drogas, de sexo livre e crianças bebendo e autoridades nao fazem nada!
Eu até já pulei esse carnaval, mas quando tinha 18 anos e não tinha consciência moral nem social! Quem acha que o carnaval de rua de hoje é bom é pq gosta mesmo de uma putaria e de uma bebedeira, não pq defendem a CULTURA do nosso país!! Nao confundam isso que existe hoje com cultura!!!!
E concordo com a autora que podemos ouvir nosso samba muito melhor!
Parabéns pela matéria muito boa mesmo, consciente!!!!
Carlos Molina
Excelente artigo! Muito bom, parabéns pela coragem e honestidade!
Carlos
Elizeu Rosa
Carnaval é sinônimo de "Mentes Vazias"!!!
Não tem o que fazer ou em que se ocupar melhor, dai vão se "divertir" tentar encher a mente vazia e pobre.Fala sério! Nunca vi tanto investimento em uma coisa sem retorno e como diz no final do artigo, termina vomitando...
Pry
@PALERA Já ouvi histórias ótimas dos meu vós. E é só comparar as marchinhas do passado com o Rebolation ou Liga da Justiça.
É só ver o Bloco da Saudade em Recife que exalta a marchinhas e o jeito diferente de curtir o Carnaval. Com certeza no passado era mais tranquilo e mais saudável.
annya
O Jornalismo continua incrível!Sendo criado para chocar,nos fazer pensar,discutir,evoluir.
Ele "nasceu" com esse objetivo e é bom ver que não perdeu seu foco.
Seja em assuntos banais ou realmente importantes como a fome e a miséria,ou o lado cruel que realmente existe no Carnaval.Nós paramos.Pensamos.Discutimos.Mudamos.
Essa a razão de ser da liberdade de imprensa.
É bom ver que ainda restam almas não entorpecidas pelo senso comum,pela regra geral e que têm voz para tentar acordar os inertes.
Clóvis Santana
"STOP
A VIDA PAROU!
NÃO,
FOI SÓ CARNAVAL."
Lizandra
Concordo com você, sem dúvida alguma. Parabéns pelo post, adorei!
Carlos A. Soares
Falando sobre o carnaval, eu nunca adimirei o carnaval! Nunca adimirei o carnaval como cultura, ou entertainment. Mas sempre estranhei como as pessoas se dedicam tanto a esta festa de total desmoralização dos valores das familias.
O que posso dizer a festa do carnaval é um momento de total desprezo a Deus, ao espírito e ao próprio corpo. Muitas pessoas se dedicam ao prazer carnal, bebidas, drogas e crimes.
A festa do carnaval poderia ser prazerosa com concursos de fantasias coloridas representando principios, cultura com decência, não se expondo ao ridículo como fazem muitos homemns e mulheres.
Mostrando-se totalmente despidos sem nenhum sentimento ou vergomha.
kzamaral
Há algumas semelhanças entre o seu comentário e um dos vídeos mais acessados na semana do carnaval da jornalista Rachel Sheherazade.
Recomendo que todos vejam o vídeo do Tadeo Furtado, que responde ao vídeo da Rachel e, de alguma forma, ao seu comentário também.
http://www.youtube.com/watch?v=6H0-HRRxW98
O problema de mijar na rua é uma questão cultural. Muitos fazem isso até mesmo em um dia normal e no meio da tarde. Vai me dizer que você nunca viu isso andando pelas ruas?
Quando acontece qualquer festa popular, é óbvio que a quantidade de pessoas que fazem isso aumenta bastante por metro quadrado! É só uma questão de lógica.
Sobre a promiscuidade e drogas, em muitas festas (até as particulares), shows, boates etc. você encontra isso. Quem não tem o costume de fazer sexo com desconhecidos e usar drogas, tende a não fazer em festas populares também.
Quando você afirma logo no início do seu texto que
"o carnaval, infelizmente, hoje também é a maior concentração de imbecilidade por metro quadrado jamais vista.Um espetáculo triste de promiscuidade, irresponsabilidade...",
já entra em contradição com
"Contudo, há foliões que, dentro do bom senso e responsabilidade, sabem aproveitar o carnaval de maneira saudável, para não dizer humana."
Se você é contra o carnaval pelos motivos que apresenta, será contra a qualquer festa popular brasileira.
OBS: eu também não gosto de carnaval, mas defendo a manifestação cultural de um país.
Rejane Borges
kzamaral, meu problema não é com a cultura de meu país, meu problema é chamar muitos desses carnavais de "manifestação cultural". Aquilo que se vê hj nas ruas não pode e nem deve ser nossa manifestação cultural. Salvo exceções, obviamente.
Há uma série de questões, enfim. Não estou pedidno que concorde comigo, mas essa é a minha opinião. Respeito a sua.
Obrigada por comentar. Abraços.
Rejane Borges
Carlos, não acho que o carnaval é um "momento de total desprezo a Deus"....há excessos, claro, mas não é uma questão religiosa...veja bem, acho que o carnaval é uma identidade cultural que foi desconfigurada. E acho que é muito lamentável pessoas que defendam alguns carnavais como manifestações culturais.
Obrigada por comentar,
Abraços
kzamaral
Carlos A. Soares, eu acredito em Deus assim como você. E quanto às pessoas que não acreditam?
O que você preza, como o cuidado com o corpo e com o espírito, nada tem a ver com os outros que não tem o mesmo pensamento.
Com certeza seus valores fazem bem a você e poderiam fazer bem a todos, mas já que ninguém nasceu no mesmo berço, cabe às pessoas respeitarem essa diferença.
Você tem liberdade de desprezar o carnaval, assim como os outros têm a liberdade de gostarem.
Valdineia Regina Rodrigues Rigo
Já li todos os prós e contras sobre o carnaval, na internet, nos últimos dias. Inclusive o polemico vídeo tendencioso de Rachel Sheherazade, jornalista paraibana, que "bombou" na internet... e posso resumir em uma frase: ESTÃO CULPANDO A JANELA PELA PAISAGEM.
Os jornalistas, comentaristas e afins deveriam usar toda essa indignação causada para conscientizar as pessoas sobre a raiz dos nossos problemas sociais que NÃO É O CARNAVAL.
A raiz de nossos maiores problemas sociais e a falta de PARTICIPAÇÃO POLÍTICA...CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA, mas não vou me estender...
Ou vai parecer que cada de alguma maneira só estão buscando, os holofotes do carnaval. Algumas mostram os glúteos malhados, outras tentam mostrar o cérebro malhado e assim vamos...até o próximo carnaval.
Mas por favor: NÃO CULPEM A JANELA PELA PAISAGEM.
Elizeu Rosa
Kzamaral vc disse:
"Há algumas semelhanças entre o seu comentário e um dos vídeos mais acessados na semana do carnaval da jornalista Rachel Sheherazade. Recomendo que todos vejam o vídeo do Tadeo Furtado, que responde ao vídeo da Rachel e, de alguma forma, ao seu comentário também."
É realmente um dos mais acessados e mais repudiados com mais de mil detonações que eu já vi, e tu vem recomendar aquela porcaria, o cara não sabe nem se expressar direito até o cachorrinho dele que aparece no vídeo está querendo dormir de escutar ele falar, só baboseira.
Rodrigo
O ser humano está sempre superando sua imbecilidade, acham que agir da forma tosca é diversão: ficar bebado (a)e toad as essas idiotice que so o ser humano comete quando está embriagado, e outros até mesmo estando lúcido."Trágico"!
carlos edu
Perfeito!!!
Valdineia Regina Rodrigues Rigo
Já li todos os prós e contras sobre o carnaval, na internet, nos últimos dias. Inclusive o polemico vídeo, tendencioso, de Rachel Sheherazade, jornalista paraibana, que "bombou" na internet... e posso resumir em uma frase: ESTÃO CULPANDO A JANELA PELA PAISAGEM.
Os jornalistas, comentaristas e afins deveriam usar toda essa indignação causada para conscientizar as pessoas sobre a raiz dos nossos problemas sociais que NÃO É O CARNAVAL.
A raiz de nossos maiores problemas sociais é a falta de PARTICIPAÇÃO POLÍTICA...CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA, mas não vou me estender...
Ou vai parecer que cada um, de alguma maneira só está buscando os holofotes do carnaval. Algumas mostram os glúteos malhados, outras tentam mostrar o cérebro malhado e assim vamos...até o próximo carnaval.
Mas por favor: NÃO CULPEM A JANELA PELA PAISAGEM.
Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/03/carnaval_para_nao-apreciadores_1.html#ixzz1KlJsSldB
Daniel Waos
Eu gosto daquela idéia do queijo rolando morro abaixo e toda sorte de infelizes correndo atrás, acho divertido, ja festas como touradas e tomatinas sou completamente contra, isso tratando-se de outros países, com relação ao post, eu concordo plenamente com a autora, e fico triste de ver quem defende o carnaval, como quem defente a religião, de uma maneira totalmente arbitrária, se você gosta, acha certo e consegue não ver o lado negativo da coisa, parabéns só ligar a tv na globo e curtir, ou gastar muito mais e ir curtir pessoalmente em salvador, João pessoa, agora vir aqui e dizer que não é assim (o lado negativo da coisa) aí ja é forçar a amizade né. Para realmente se ver o carnaval, deveriam ir a um completamente sóbrio(a), e observar tudo aquilo do inicio até o fim, principalmente no fim que é bem parecido com o que mostra as fotos acima, eu não gosto de pessoas que levam ferro o ano inteiro do governo e acham "de direito" ter uns diazinhos para curtir a vida, e depois com ressaca e muitas contas voltar a velha vida de brasileiros(as), trabalhando e pensando já no ano que vem. Minhas desculpas para quem não concorda é só minha opinião pessoal.
RicardoBF
Brasileiro gosta é do feriado, descansar ou ir pra praia! Nem 15% da população vai a alguma festa carnavalesca.
Eu não vou, nem gosto.
Deixe-nos o seu comentário
O e-mail é obrigatório mas não será mostrado no site ou cedido a terceiros. Seja cordial e educado. Comentários ofensivos ou pouco dignos não serão publicados.