
Vivemos na era digital. Tecnologia ultrapassando tecnologia. A cada dia, algo novo surge. Um mundo que fascina, seduz e atrai milhões de consumidores diariamente. Todos renovando aquele objeto ontem ultramoderno e hoje obsoleto.
E quando o mais rústico do que temos em nossas memórias se mistura à mais moderna tecnologia? Se ficou curioso, é só dar uma olhada no Pionen White Mountain, na Suécia. O projeto arquitetônico de Albert France-Lanord é uma verdadeira mistura da tão necessitada tecnologia com o mundo das cavernas.
E não, não se trata de algum set de filmagem ou museu para obras mais hi-tech: é um local de trabalho. Mais precisamente, o Pionen é um data center de grande estilo. Entre 2007 e 2008, o antigo abrigo anti-nuclear de 1.200 m2 e situado 30 metros abaixo das pedras de granito da Berg Vita Park, em Estocolmo, passou por uma repaginada e tanto.


Para virar um provedor de internet com direito a salas e escritórios no local, o ponto de partida do projeto foi considerar a pedra como um organismo vivo (!). Uma grande rocha com toques de luz, plantas, água e tecnologia. As referências vieram direto dos filmes de ficção científica, na sua maioria ‘Silent Running’, e um monte de filmes de James Bond – alguém duvidou que ele não seria citado? - com cenografia de Ken Adams.
E depois de rochas destruídas para um espaço extra, instalações técnicas, elétricas, pintura e decoração, em 2008, a “nova casa” do prestador de serviços de internet, Bahnhof, estava pronta para ser habitada.
Resumindo toda a saga: de abrigo contra bombas durante a Segunda Guerra Mundial, o local virou um centro de defesa civil na década de 1970, para o caso de uma emergência nuclear e, hoje, aloca um dos maiores data centers da Bahnhof, capaz de empregar mais de 6.000 servidores que necessitam ser protegidos contra qualquer avaria causada por flutuações de energia.


Antes que este seja mais um texto noticiando equívocos, vale a pena deixar bem claro que, ao contrário do que foi insistentemente divulgado, o super-esconderijo secreto e capaz de resistir a uma hecatombe nuclear não é a “caverna” e muito menos foi estrategicamente planejado pelo Wikileaks, o famoso site que ganhou notoriedade ao revelar documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão.
Se a proteção extra foi ou não motivo para o Wikileaks armazenar seus dados nos servidores instalados no Pionen, não vem ao caso. O importante é que o Wikileaks é apenas mais um entre os tantos outros que guardam os dados no mesmíssimo lugar.
“Houve uma grande confusão. O Pionen não é a sede do Wikileaks. Bahnhof é nosso cliente e, de fato, um provedor de internet. Entretanto, o Wikileaks é apenas um de seus muitos clientes, não o único, e nada tem a ver com a arquitetura”, afirmou Elin Rosenberg, do Albert France-Lanord Architects.

CRÉDITOS: Empresa: Albert France-Lanord Architects. Fotógrafo: Åke E:son Lindman.
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comments powered by DisqusCromos do Cosmos
Na frase "Dúvida de que seja seguro?".
Dúvida , não deverá ser escrito duvida sem acento, pois trata-se de um verbo?
Você está absolutamente certo. Apenas o substantivo tem o acento.
Obrigada por notar e nos avisar!
Arlete Nunes
Olá:
Isso é a prova de que, se houver algum ataque nuclear, ou um evento atipo da natureza que não seja um terremoto, mostra como poucos serão poupados.
Os que têm dinheiro e os que são "colados" aos seis mil funcionários do abrigo.
Arlete
MrBillabop
Com algum dinheiro é possível alugar um bunker na suíça. Pois é onde este se encontra! Pois até já viram hotéis de luxo, entre muitas outras coisas. Existe centenas de bunker´s, muitos deles desactivados por ser caro a sua manutenção. O dinheiro envolvido de aluguer de um destes, é o ordenado de 3 a 4 pessoas por ano, estes porque a nível de escritório eles assim são entregues a pessoas de confiança. Se tiver disposto.. Eles alugam! E nunca venha a suíça tentar descobrir um das centenas pois as multas são altas, só de estar por perto :) e vem-se ao montes nas montanhas.
Marcelo
Boa e bela (no sentido que a arquitetura ficou maravilhosa) utilidade para o bunker. Aliás, os russos poderiam copiar a idéia, não faltam bunkers desativados por lá...
Mudando de país, já imaginaram a "Linha Maginot" repaginada?!