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Audrey Hepburn: a elegância veste de preto

publicado em cinema por | 10 comentários

A actriz mais elegante da sétima arte faria hoje 82 anos. Queria ser bailarina, mas o destino trocou-lhe as voltas e acabou por se tornar numa das artistas mais admiradas e premiadas do cinema. A eterna “bonequinha de luxo” tornou-se uma das suas emblemáticas personagens. E o seu "little black dress" nunca mais saíu de moda.

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Beleza, elegância e simplicidade. Três adjectivos que apontam ao mesmo tempo para uma só pessoa: Audrey Kathleen Ruston, conhecida como Audrey Hepburn. A actriz de franja curta, cara de boneca, grandes sobrancelhas e olhos brilhantes foi eleita, em 2006, a mulher mais elegante de toda a sétima arte.

Mas ao contrário de muitos, que sempre sonharam com uma glamorosa carreira cinematográfica, Audrey queria ser bailarina. Nascida a 4 de Maio de 1929 na Bélgica, passou grande parte da infância na Holanda, a estudar dança. O sonho viria a desaparecer quando a invasão nazi chegou aos Países Baixos e o seu pai, adepto do regime, abandonou a família.

Audrey passou tempos complicados - fome, inclusive, já que os alemães retiraram durante algum tempo todos os mantimentos aos holandeses. Isso provocou na actriz uma anemia crónica, para além de vários problemas respiratórios. Ao mudar-se para Londres e ao retomar as aulas de dança, apesar do seu talento, o professor disse-lhe que nunca iria ser uma prima ballerina, devido aos problemas causadas pela subnutrição que tinha sofrido.

Mas se o mundo perdeu uma possível grande bailarina, ganhou uma grande actriz. Na década de 50, Audrey deu os primeiros passos na representação. A maioria das divas da época era conhecida pelas suas generosas curvas. Ela veio causar a primeira reviravolta na imagem e silhueta feniminas do grande ecrã. Mais alta (1,70) e mais magra (50kg), simples e muito discreta. Essa elegância tornou-se numa das suas aliadas, e a versatilidade valeu-lhe papéis tanto em dramas como em comédias e musicais.

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Roman Holidays

Em 1952, depois do seu primeiro trabalho em “Gigi”, contracenou com Gregory Peck, no filme americano “Roman Holidays”. Audrey foi a escolhida para “Princesa Anne”, que inicialmente seria um papel para Elisabeth Taylor. A actriz começou a ditar tendências com o vestuário das suas personagens. Neste filme, usou roupa exclusiva desenhada pelo estilista Givenchy, que viria a vesti-la de aí em diante.

Em 1954 veio “Sabrina” e, em 1956, “Guerra e Paz”, a partir do romance de Tolstoi. Audrey contracenava com Henry Fonda e Mel Ferrer (um dos seus dois maridos). Um ano depois, o seu talento de infância serviu-lhe para dançar e cantar ao lado de Fred Astaire, sob as luzes da capital francesa, em “Cinderela em Paris”.

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Sabrina

Foi já nos anos 60 que a eterna "bonequinha de luxo” se tornou um ícone de estilo e transformou por completo os padrões de beleza estabelecidos. O filme foi adaptado do romance original de Truman Capote. A personagem Holly Golightly e o seu little black dress (desenhado também por Givenchy) originaram a máxima do “preto básico, que fica bem em qualquer ocasião” e do “menos é mais”.

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Audrey dizia que as suas roupas a faziam sentir-se segura e protegida. Por sua vez, o estilista não poupava elogios à beleza da actriz e ao seu “ar de menina”, que o inspiravam a criar peças que marcariam tendências no público. Até hoje, este vestido é considerado o mais cobiçado de sempre do cinema e Audrey continua a ser sinónimo de elegância e charme, sem o menor exagero.

Fora do ecrã, era adepta de sapatos rasos (especialmente sabrinas), calças justas e gostava de combinar as cores preto e branco. Roupas igualmente simples, mas que nunca passavam despercebidas.

Nos anos seguintes, participou noutros filmes (entre eles, “My fair lady”) e a sua última aparição aconteceu em “Always”, de Steven Spielberg, em 1989. Até à sua morte, em 1993, foi embaixadora da Unicef, ajudando principalmente vítimas de guerra, tal como ela havia sido. Hoje, faria 82 anos. Audrey Hepburn trouxe não só o “o eterno vestido preto”, como deu inicio a uma nova etapa na moda, com uma elegância de formas menos curvilineas que não deixavam de parte o lado mais feminino da mulher.

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War and Peace

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My Fair Lady

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Breakfast at Tiffany's

 

diana ribeiro Diana Ribeiro gosta de cores, comer algodão doce, ouvir as ondas do mar e cheirar livros novos. Não dispensa o uso de nenhum dos sentidos. Saiba como fazer parte da obvious.

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Audrey DIVA

Não sabia que ela quase se tornou uma bailarina. Tem muito que eu preciso saber sobre ela ainda.

Esta mulher é fantástica. Exuberantemente linda. Ela sempre vai ser a mulher mais charmosa do cinema. As imagens que acompanham o texto deram-me vontade de rever os filmes com ela.

Paulo Andrade

Todos paixonam-se por ela asssim que conhecem os seus filmes!

BRENO HYNNIS

Há estrelas que transcendem a própria existência, e Audrey Hepburn é uma delas.

Patricio Gomes

De fato a Audrey Hepburn transcende a própria existência, como todo poema feito de ar apenas, afinal a mão do poeta não tinge de azul os dedos quando escreve manhã ou brisa ou blusa de mulher.
Mas o poeta que precisa de inspiração e certamente a mulher que o poema fala seria mesmo: Audrey Hepburn.
Ah aqueles tempos de outróra, quando os homens amavam as mulheres e as mulheres queriam ser amadas...
Bem, gostaria de conversar sobre cinema daqueles tempos e até para que brisa ou blusa de mulher, fiquem, na atualidade, tingidas de azul, como fica a manhã logo após o amanhecer...

Ela é meu ícone, maravilhosa, luxo de mulher poderosa com tda simplicidade. Queria ser como ela...noutra reencarnação quem sabe...

Bruna

Audrey continua sendo incontestávelmente o maior ícone de elegância para as mulheres.A sutilidade como ela se portava e se vestia são marcas de bons tempos do cinema mundial,onde não se precisava exibir vulgaridade para tratar de uma garota de programa(Bonequinha de Luxo).Audrey transparecia uma feminilidade que ora parecia frágil,ora firme,mas sem perder a doçura jamais.Bons tempos esses em que o cinema contava com Audrey,James Dean,Bette Davis...

Felipe Roberto Martins

Estamos carentes de atrizes e pessoas como Audrey, simplesmente uma das maiores estrelas humanas de todos os tempos, bjs aonde quer que você esteja!!!

fernando

Época de grandes actores e actrises acompanhados de grandes realizadores. Conheci ANDREY no início da década de 50 em ROMAN HOLLIDAY e me apaixonei pela beleza e elegância dela. Saudades.

Sem dúvida, Audrey foi uma mulher notável.
Além da elegância no modo de se vestir, tinha uma postura digna, jamais se envolvendo em escândalos já que a discrição era um de seus muitos atributos.
Também admiro-o pelo seu lado humano, já que interessava-se por causas sociais.
Bonita por dentro e por fora - uma mulher perfeita.

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