
© Ken Turner, The Inventor
O jovem Edward, criação de um inventor maluco, possui tesouras em vez de mãos. Quando o seu “pai” se preparava para lhe oferecer as tão desejadas mãos, morre, deixando-o sozinho e entregue a si mesmo na velha e espaçosa mansão onde viviam.
Uma vendedora de cosméticos acaba por encontrá-lo e levá-lo para sua casa. Mas Edward tem dificuldades em se adaptar ao convívio com os outros habitantes. Pouco a pouco, quando as suas qualidades e talentos começam a ser revelados, o afastamento entre eles vai sendo cada vez mais curto.
Esta foi a história do grande ecrã, em 1990, baseada num original de Caroline Thompson. Tim Burton encantou o mundo e ganhou vários prémios ao longo da década.
Em Dezembro de 2010, o filme completou vinte anos desde a sua estreia. Para homenagear e assinalar a data, o artista Sebastien Mesnard criou o blogue “Scissorhands 20th”. Com a participação de vários outros profissionais, foram produzidas peças e trabalhos originais de pintura, escultura, desenho e ilustrações. Trabalhos esses que agora poderão ser vistos ao vivo, na galeria “Nucleus” em Alhambra, Califórnia.
Foram escolhidos mais de 40, e neles o personagem principal, interpretado por Johnny Depp, é recriado na visão de cada artista. Uma coisa é certa: a essência de Edward está (bem) presente e deliciosamente representada. O olhar triste e melancólico, a postura ingénua e defensiva. Quer seja em cima de uma árvore, num jogo de recortes ou a “talhar” relva (como acontece no filme), muitas vezes acompanhado de Kim (interpretada por Wynoona Ryder), este clássico continua a inspirar gerações.

© Dave Perillo, Edward’s Paper Cut Craft

© Jérémie Fleury, Passionate Despair

© Clément Lefèvre, Petite Pousse

© Bob Doucette, Edward

© Bill Robinson, Dance of the Spring
fonte das imagens: scissor hands 20th, Gallery Nucleous
Comentários
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Joao Afonso
Talvez por este personagem me dizer tanto (se calhar a todos nós, afinal) fiquei com a sensação de faltar algo (a meu ver o mais importante) neste artigo.
É certo que não se pretendia contar a historia mas apenas apresentar os trabalhos feitos em homenagem.
E no entanto, algo ficou por dizer.
rodrigo
Chega ser "^o)" quando comento sobre algo e dias depois ao acessar o obvious encontro pousr relacionado com que estava querendo ver! Normalmente são filmes!
Joao Afonso
Sinto que em todos nós existe um Eduardo mãos de tesoura. Um ser belo, puro, simples. Tão simples que se torna anacrónico numa época de gente que se orgulha de pensar criticamente. E de o manifestar. E depois, existirá também algo parecido com a sua paixão por alguém que, amando-o, não o podia aceitar na sua vida, pelo menos nessa vida social - e daí a aproximação a tantos de nós.
As imagens anexas são belas. Mas lendo o artigo que as acompanha, sinto faltar-lhe o mais importante: esse paralelismo (real ou imaginário) entre este ser que vive no limiar dos mundos (tal como todos os seres sensíveis) sem que em nenhum deles se consiga situar.
Afinal, também Deus, ao criar a humanidade, lhe fez esta mesma traição. Sendo a vida de cada um sobretudo a tentativa, conseguida ou malograda, de sarar esta ferida.
André/Pira
Este filme foi o responsável por lançar o ator Johnny Depp na mídia artística, depois vieram ótimos filmes, sempre explorando este lado enigmático do ator. Mãos de Tesoura é um clássico eternizado!
Natasha
Adorei esse post. Obrigada.
Lu.Moraes
Este filme para mim e uma maravilha:lançou Johnny depp na mídia e juntou dois talentos do cinema,a parceria "Johhny depp e Tim Burton" a meu ver foi a melhor descoberta do cinema nestes ultímos 20 anos.parceria perfeita,e o post tambem.
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