Os espetáculos do Sistema Solar

Rajadas de gelo e de fogo, gigantescos montes de poeira cósmica, uma tempestade maior do que a própria Terra são apenas algumas das excentricidades que ocorrem no nosso sistema solar, onde atuam muitas forças vorazes da natureza.


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O espaço é palco de infindáveis belezas e mistérios, e o nosso sistema solar está cheio de espetáculos que são verdadeiras obras de arte cósmicas.

Explosões, choques, tempestades, estrondos, agitação, oscilação, tudo ocorre ao mesmo tempo e de forma desordenada no sistema solar. Mas são estes eventos que nos fazem sentir que o Homem é insignificante perante a magnificência que existe para além de nós.

Dentre os fenómenos espetaculares do sistema solar está uma das luas de Saturno, mais especificamente os seus gêiseres. Trata-se de Enceladus. No ano de 2009, a sonda Cassini, enviada ao espaço pela NASA a fim de monitorar Saturno e suas luas, captou uma atividade até então desconhecida. Esta lua, considerada geologicamente morta, surpreendeu quando de repente dela explodiram imensos gêiseres dos quais jorravam água e gelo. Os gêiseres são pequenas fraturas localizadas na região do pólo sul de Enceladus. Essa atividade comprovou que a lua de Saturno possui outra forma de vulcanismo: água em estado líquido que salta centenas de quilômetros para o espaço a uma velocidade de 2.300km/h e congela.

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Os cientistas acreditam que é possível que exista um oceano subterrâneo em Enceladus, fazendo com que alguns sejam otimistas o bastante para pensar na possibilidade de qualquer tipo de vida fora e independente da Terra.

Outro fato extraordinário do sistema solar encontra-se logo ao lado: os anéis de Saturno. Estes anéis permitem uma das mais belas contemplações do espaço. Estudos e imagens da sonda Cassini indicam que eles são constituídos por trilhões de toneladas de gelo e poeira cósmica. E podem conter cerca de 26 milhões de vezes a quantidade de água existente na Terra. No entanto, os cientistas jamais descobriram a origem dos anéis. Há teorias de que eles são a poeira que restou de algum cometa que chegou perto demais do planeta, sendo fragmentado pela imensa força gravitacional de Saturno.

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Os cientistas também descobriram 62 luas no meio dos anéis, as quais seriam responsáveis por modificar as suas formas. Os anéis não possuem uma superfície lisa, mas são repletos de elevações, algumas tão gigantescas como os Alpes na Terra. Acontece que, à medida que as luas circundam os anéis, deslocam-nos para cima e para baixo, dando-lhes novas formas e características de tempos em tempos.

Já em Júpiter, o que há lá de extraordinário é um pouco mais violento. Uma colossal mancha vermelha, localizada no hemisfério sul, com quase três vezes o tamanho da Terra. Essa mancha é uma imensa tempestade, cuja origem os cientistas não sabem explicar. Porém, sabe-se que é muito antiga. O telescópio espacial Hubble captou imagens da mancha, apontando uma força devastadora por causa do seu movimento giratório anti-horário. Essa tempestade é um dos maiores eventos já encontrados no espaço.

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A 320 milhões de quilômetros de Júpiter, em direção ao Sol, está o que os cientistas chamam de um dos maiores corpos cósmicos de que se tem notícia. É o cinturão de asteróides. Afirma-se que são fragmentos cósmicos da formação do próprio sistema solar. São 160 milhões de quilômetros de rochas. Algumas possuem um tamanho insignificante, outras são maiores do que algumas cidades. Ao contrário do que sugerem alguns filmes de Hollywood, o cinturão de asteróides não é um elemento congestionado. A distância entre um asteróide e outro é muito maior do que o próprio tamanho deles, podendo chegar até um milhão de quilômetros.

É deste cinturão que vários asteróides se desprendem e chocam contra a Terra, todos os dias. Mas a maioria, quando entra na atmosfera, se parte em minúsculos pedaços. Todos os objetos grandes o bastante para causar uma catástrofe, que orbitam perto da Terra , são hoje monitorados. São objetos grandes o bastante para causar estrago à Terra, mas não tão grandes quanto o próximo espetáculo do sistema solar.

O Monte Olimpo é um gigantesco vulcão, localizado em Marte. A montanha possui uma base de 560 km e é 100 vezes maior do que o maior vulcão da Terra, o Mauna Loa, localizado na maior ilha do Hawaii. O Monte Olimpo foi formado por consecutivas erupções. Hoje é considerado inativo. E, ao contrário do mais extraordinário espetáculo do sistema solar, não arde mais.

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O Sol é, definitivamente, a prima-donna do sistema solar. É ele quem rege, define, orienta e conduz o show. A espantosa esfera cáustica, explosiva e violenta, é tão extraordinária quanto enigmática.

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A superfície do sol, segundo os cientistas, é um mar de lava borbulhante e assustador por causa das ondas, ventos e tempestades magnéticas. Segundo os cientistas, um lugar brutal, apesar da beleza incontestável.

O sol é o responsável por abastecer a Terra com calor e energia e, ao mesmo tempo que é benéfico, pode trazer grandes prejuízos ao nosso planeta e aos seus habitantes. Isto não somente por causa da energia radioativa que emite, mas também por causa das erupções solares. E por isso deve ser cuidadosamente monitorado.

Recentemente, satélites do observatório de dinâmica solar da NASA captaram imagens inéditas que permitiram visualizar uma nuvem de plasma suspensa sobre a superfície do sol. São as tempestades solares. Estas nuvens podem se desprender do astro rei, sendo lançadas no espaço a uma velocidade de milhões de quilômetros por hora. São capazes de destruir satélites de comunicação e de derreter redes elétricas. No entanto, estas tempestades são maiores e mais freqüentes no período conhecido como solar maximum - o pico do ciclo solar, que dura 11 anos.

Não acredito que um dia os cientistas explicarão todos os fenômenos - suas razões ou origens - do fabuloso caos cósmico que é o nosso sistema solar. Talvez não tenhamos mesmo que ter alguma explicação. Afinal, todo espetáculo tem seus lugares marcados. E os nossos, diante de tamanha grandeza, definitivamente estão na platéia e não nos bastidores. Desse show somos meros espectadores.


rejane borges

Gosta das cores de folhas secas ao chão. E das cores das folhas velhas dos livros.
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