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Quando eles(as) trocam de identidade

publicado em cinema por | 3 comentários

Eles e elas são conhecidos actores e actrizes. O seu ofício é fingir. Fingem ter outra idade, fingem ser de outra nacionalidade ou até viver numa outra época. Só que também há guiões que incluem fingir uma autêntica troca de identidade: eles passam a ser elas, e elas transformam-se em eles. Robin Williams, Dustin Hoffman ou Katherine Hepburn foram alguns artistas cujas personagens se disfarçaram de elementos do sexo oposto.

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"Mrs. Doubtfire", Robin Williams.

Quando eles trocam as roupas confortáveis pelos saltos altos ou quando elas abandonam os longos cabelos e passam a usar bigode, é provável que fiquem irreconhecíveis. No entanto, é esse o objectivo. O roteiro de alguns filmes inclui uma verdadeira transformação dos actores. Que o digam por exemplo Robin Williams ou Gwyneth Paltrow. Encarnar uma personagem do sexo oposto mostra não só a versatilidade e talento dos artistas, como também diverte o público. De seguida, destacamos alguns filmes em que eles, afinal, são elas e elas, afinal, são eles.

Mrs. Doubtfire (Portugal: Papá para sempre; Brasil: Uma babá quase perfeita)

Robin Williams é em simultâneo Daniel Hillard e Euphegenia Doubtfire, nesta comédia norte-americana de 1993 baseada no romance “Alias Madame Doubtfire”, de Anne Fine. O filme relata a história de um pai, que desesperado por não ver diariamente os filhos depois do divórcio, decide transformar-se numa simpática sexagenária e ir trabalhar para casa da ex-mulher. Mrs. Doubtfire seria a empregada doméstica, a babysitter e a confidente perfeita, se realmente existisse. Robin ganhou o Globo de Ouro e o American Comedy Award em 1994, tendo também sido nomeado para o MTV Movie Awards.

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"Victor Victoria", Julie Andrews.

Victor Victoria
Nesta comédia musical de 1982, do cineasta Blake Edwards, Julie Andrews interpreta Victor e Victoria. Na década de 30, em Paris, Victoria Grant é uma cantora lírica que fica desempregada. Quando volta novamente aos palcos, é Victor. Uma tarefa nada fácil, pois uma mulher fingir ser um homem que finge ser mulher, e pelo caminho apaixonar-se por um gangster, pode pôr qualquer disfarce em risco. Julie Andrews recebeu o Globo de Ouro em 1983 na categoria de melhor actriz e esteve também nomeada para os Óscares.

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Shakespeare in Love", Gwyneth Paltrow.

Shakespeare in love (Portugal: A paixão de Shakespeare; Brasil: Shakespeare apaixonado)
Gwyneth Paltrow interpreta, neste romance de 1998, a musa inspiradora de Master William Shakespeare. Mas não só. Para além de Lady Viola – por quem o escritor se apaixona e em quem se inspira para a história de “Romeu & Julieta”, ela disfarça-se de actor cujo sonho é participar numa peça de teatro sua. Quebrando todas as regras sociais da época, o/a personagem termina por actuar na peça. A interpretação de Paltrow foi premiada com um Óscar e um Globo de Ouro em 1999.

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"Sylvia Scarlett", Katherine Hepburn.

Sylvia Scarlett (Portugal: Sylvia Scarlett; Brasil: Vivendo em dúvida)
Katherine Hepburn interpreta, nesta adaptação do romance de Compton MacKenzie, de 1935, a personagem Sylvia Scarlett. Sylvia é uma actriz de comédia feminina que, para escapar à polícia, disfarça-se de homem. Esta transformação de Katherine (criada pelo maquilhador Mel Berns) tornou-se numa das suas imagens mais famosas.

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"Tootsie", Dustin Hoffman.

Tootsie
Michael Dorsey e Dorothy Michaels: os protagonistas desta comédia norte-americana de 1982 realizada por Sydney Pollack são ambos interpretados por Dustin Hoffman. O filme relata as peripécias de um actor desempregado que resolve vestir-se de mulher para conseguir um papel feminino numa telenovela. O que Michael não esperava era o enorme sucesso de Dorothy e, claro, apaixonar-se por uma colega do elenco. A hilariante actuação de Hoffman foi premiada com um Globo de Ouro em 1983 e um BAFTA em 1984.

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"Mala Educación", Gael Garcia Bernal.

Mala Educación (Portugal e Brasil: A má educação)
Em Mala Educación, drama espanhol de 2004 realizado por Pedro Almodóvar, Gael Garcia Bernal vive nada mais, nada menos que quatro personagens. Entre o falso Ignacio Rodriguez – protagonista da história e antigo colega de escola de Enrique nos anos 60 - Juan e Ángel, está a travesti Zahara. O actor Javier Cámara também desempenha no filme a personagem Paca, amiga de Zahara e igualmente travesti. As suas interpretações valeram-lhe a nomeação de melhor actor revelação nos Prémios Goya em 2004.

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"Hairspray", John Travolta.

Hairspray (Portugal: Hairspray; Brasil: Hairspray – em busca da fama)
Na segunda adaptação cinematográfica do musical da Broadway “Hairspray”, John Travolta dá vida a Edna Turnblad. Esta comédia de 2007 mostra uma vez mais os dotes de cantor e dançarino do actor, que desta vez interpreta a mãe da protagonista e faz par com Christopher Walken. Com pequenas alterações no roteiro, adaptadas de um filme independente também chamado Hairspray, o filme satiriza os concursos de talento televisivos dos anos 60.

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"The Nutty Professor", Eddie Murphy.

The Nutty Professor (Portugal: O professor chanfrado; Brasil: O professor aloprado)
Eddie Murphy interpreta neste remake de 1996 vários papeis – como aliás em muitos dos filmes que protagoniza. Para além do próprio professor chanfrado, Sherman, e da sua segunda identidade, Buddy Love, veste a pele da mãe e da avó da família. Ao longo do filme, as personagens vão contracenando na mesma cena, ou seja, Eddie aparece em simultâneo no ecrã sob várias máscaras. A sua actuação esteve nomeada para os Globos de Ouro e os MTV Movie Awards em 1997.

dianaribeiro
Sobre a autora: diana ribeiro gosta de cores, comer algodão doce, ouvir as ondas do mar, cheirar e tocar em livros novos. Não dispensa o uso de nenhum dos sentidos. Saiba como fazer parte da obvious.

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Comentários

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Iris

Tem também a Felicity interpretando um travesti em Transamérica. Tudo bem que é uma mulher interpretando um homem que se transveste, mas ela atuou muito bem.
E ainda Glenn Close em Albert Nobbs.. não vi ainda, mas parece muito bom.

Luiz

Oi .

Este ofício de fingir , que no seu artigo aponta casos de famosas interpretações e louvores merecidos ficam porém muito aquém na minha opinião aos fingidores nossos de "cada dia".

Os artistas adaptam textos e situações que interpretam mas são sempre amadores "mesmo os laureados" perante tanta hipocrisia do ser humano (significa
fingimento, falsidade; fingir sentimentos, crenças, virtudes, que na verdade são contrários ao que se sente )

Na verdade eu acho que o Teatro e o Cinema apenas replicam tímidamente esta caracteristica do ser humano atual. Tudo rápido , superficial, do lucro ,bem estar, facebookeando( o termo é meu e está registrado ) e andando .

Se até o poeta é um fingidor , quem sabe meu nome não será Luíza

Abraços

Luiz

Fui censurado !

Cumprimenta e agradece

Luiz

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