Startups: como pequenos visionários moldaram o futuro

Google, Facebook, Twitter, Instagram... Grande parte dos paradigmas da sociedade digital se fundamentam em produtos que não vieram de grandes empresas. As startups, como são chamadas, vencem a falta de apoio, de grandes equipes e capital para criarem projetos fascinantes que, hoje, ditam os rumos da sociedade digital.


A história da criação do Facebook quase todos acompanharam pelo cinema, com o filme "A Rede Social", de David Fincher. O gênio de Mark Zuckerberg somado a uma demanda resultou em um dos maiores fenômenos da Internet dos últimos anos - senão o maior.

facebook, google, internet, startups, tecnologia, youtube © Ricardo Prado.

Hoje uma multinacional com serviços bem variados, o Google surgiu em 1996 com objetivo de tornar buscas na Internet mais fáceis. Foi criado por Larry Page e Sergey Bin enquanto eram estudantes na Universidade de Stanford, na Califórnia. O diferencial do Google, eles pensaram, seria a forma com que os resultados seriam apresentados. Enquanto outros sites de busca ordenavam os resultados baseando-se no número de ocorrências da palavra buscada, Page e Bin pensaram que seria melhor analisar o relacionamento entre os próprios sites. Um página que recebe mais links de outra seria, teoricamente, melhor do que uma que não recebe nenhum.

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Em 1998, Page e Bin receberam um investimento avaliado em USD$ 100 mil do cofundador da Sun Microsystems, criadora da plataforma Java. Em 1999, mudaram-se para Palo Alto, local notável do Vale do Silício por abrigar diversas startups tecnológicas. Com seu mecanismo de busca devidamente patenteado, Page e Bin montaram a atual base de operações do Google, o Googleplex. O alcance e influência do Google era tanto que o verbo "to google" foi incluído no dicionário Oxford.

No que toca ao Facebook, "A Rede Social" já se encarregou de contar boa parte da história. A rede social mais popular do mundo foi criada como projeto interno da universidade de Havard, mas logo cresceu para se tornar algo além disso. Entre 2004 e 2007, o crescimento do Facebook foi astronômico, chegando até a receber investimentos da Microsoft. Hoje, Mark Zuckerberg obtém 24% das ações do Facebook, enquanto Eduardo Saverin tem 5% e Sean Parker, 4%. A equipe inicial aumentou vertiginosamente, inclusive contando com a ajuda de investimentos de empresas especializadas em startups.

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É claro que o termo startup não se refere somente a empresas do ramo "ponto com". No entanto, é no campo da Internet que o desenvolvimento delas está mais constante e acelerado. Na área de criação de redes sociais e aplicativos móveis, então, encontra-se muita fertilidade. Twitter, Foursquare, Instagram e vários outros paradigmas dos nossos tempos têm sua importância aumentada quando percebemos que foram resultado de se colocar a criatividade no banco da frente e se preocupar com o resto depois. Pode parecer incauto mas, nestes tempos modernos, não se pode deixar a chance de ouro passar em branco.


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