O mundo por Olafur Eliasson



arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Yellow Fog (1998-2008), fotogr. de Rupert Steiner.

Uma bicicleta rosa com rodas feitas de espelho parada na esquina da mais famosa Avenida de São Paulo ou uma queda artificial sob a ponte mais importante de Nova York. São dois exemplos de trabalhos de Olafur Eliasson que se inserem de forma quase imperceptível ou imponente sobre as cidades. Nessas obras, talvez a questão que se estabelece não seja apenas um diálogo entre arte e paisagem arquitetônica, mas a ideia de um elemento de inquietação ao transeunte que passa despercebido até mesmo ao mais atento. É a provocação do olhar.

Os trabalhos de Olafur Eliasson (n.1967 em Copenhaga, Dinamarca) constroem com o visitante/espectador/público um universo de experiências que exploram o mundo das sensações visuais, sonoras, olfativas e táteis. Dessa forma, a arte é capaz de proporcionar uma nova maneira de perceber o mundo físico – e até mesmo metafisico - que vivemos e experienciamos todos os dias.

O que vemos em suas obras é a busca de um diálogo com o visitante. Essa postura de Olafur busca descontruir a ideia que o público tem em relação à arte: apenas contemplação. A arte não é apenas objeto, mas também experiência realizada em conjunto – artista e visitante.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Beauty (1993), fotogr. de Paul Pedersen.

Cada obra do artista é uma possiblidade para as pessoas também reverem seus conceitos. Para se ter uma ideia, Olafur não trabalha na lógica romântica do artista-gênio - em 1995, ele criou o Studio Olafur Eliasson em Berlim, um laboratório de pesquisa que opera dentro da lógica de uma empresa formada por 45 funcionários, com uma equipe composta por arquitetos, engenheiros e designers.

Os trabalhos se utilizam das leis da física, mecânica e ótica, além de elementos da neurociência - todos embasados por questionamentos filosóficos – para a reconstrução de fenômenos naturais como neblina ou efeitos de luz, cor e reflexo. Assim, boa parte de seus trabalhos de fato não existem fisicamente, mas dentro da lógica sensorial de cada individuo que participa de um trabalho.

O que se coloca não é uma ideia de entretenimento, mas uma experiência coletiva no fazer e no estar junto do outro, compromissada e responsável, que propõe outro jeito de ver e se posicionar diante do mundo tão individualizado. O lema de Olafur é sempre experimentar, e essa é sua maior proposta para quem entra nos seus trabalhos.

Conheça mais trabalhos de Olafur Eliasson.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Waterfall (1998).

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, 1m3 Light (1999), fotogr. de Jens Ziehe.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, The Mediated Motion (2001), fotogr. de Markus Tretter.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Your Spiral View (2002), fotogr. de Jens Ziehe.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Sphere (2003), fotogr. de Pat Kalt.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Feost Activity (2004), fotogr. de Ari Magg.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Notion Motion (2005), fotogr. de Studio Olafur Eliasson.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Light Lab (2006-2008), fotogr. de Studio Olafur Eliasson.

arte contemporâneam ciência, experimentação, Olafur Eliasson © Olafur Eliasson, Seu Corpo e Alma (2011), fotogr. de Everton Ballardin.

carolina carmini

gosta de pensar que se não tivesse nascido, alguém a teria inventado.
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