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O controlo e a loucura de uma mente brilhante

publicado em cinema por | 2 comentários

E se um dia tudo o que lhe parece verdadeiro se revelasse afinal resultado de uma equação que apenas admite soluções irreais? Experimente subtrair os sonhos à sua identidade, somar a solidão à realidade e igualar a rejeição social a um grau de superioridade intelectual. Várias incógnitas produzem delírios e alucinações que forçam a igualdade de duas expressões contrárias e absurdas: a realidade e a imaginação. Desvende a mente brilhante do matemático John Nash.

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John Nash em 2008. Imagem de David Orban, licença CC-SA 2.0

“Sempre acreditei nos números. Nas equações e na lógica que levassem a uma razão, porém, com o passar do tempo pergunto: o que é realmente a lógica? Quem decide a razão? Esta questão leva à física, metafísica, ao delírio e ao retrocesso e eu estive diante da maior descoberta da minha carreira... a descoberta mais importante da minha vida. É somente nas misteriosas equações do amor que podem ser encontradas quaisquer razões lógicas.” – refere o matemático John Nash no seu discurso de aceitação do prémio Nobel de Economia, em 1994.

A teoria do pai da economia moderna, Adam Smith, poderá estar errada. Na competição, a ambição individual que servia o bem comum tornou-se numa falácia com a teoria do equilíbrio de jogos. Nash descobriu que se todos quiserem o mesmo objetivo, há o bloqueio dos jogadores e que a única forma de ganhar é querer o melhor para si mesmo e para o grupo.

O filme Uma Mente Brilhante, dirigido por Ron Howard e com participação especial dos atores Russel Crowe e Jennifer Connely, pretende retratar os bastidores da vida do génio matemático John Nash.

Em 1950, Nash embarca no seu doutoramento com a tese sobre jogos não-cooperativos (em que os agentes não comunicam entre si), sob a supervisão de Albert W. Tucker. Esta tenta explicar a dinâmica do conflito humano, analisando as estratégias de jogo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Forbes_Nash
Russel Crowe no papel de John Nash

A ambição e excentricidade do matemático conduziram-no a uma das teorias mais influentes no comportamento racional humano na sociedade moderna: a teoria dos jogos. Num jogo entre duas pessoas, se uma ganha – a outra perde. Porém, se houver muitos jogadores, a teoria perde-se e é, então, conhecido o problema da barganha ou negociação, em que há fundamento para a negociação pelo menos entre dois jogadores uma vez que estes têm a possibilidade de incrementar o seu nível de satisfação, caso cheguem a um acordo.

Vários dígitos fervilham na sua mente e o seu gosto pela solidão acompanhou-o durante o sofrimento psíquico. Dominado pela esquizofrenia, a sua loucura era apenas uma fuga à realidade. A crença para o sucesso é ficar longe do que as pessoas investigam e não seguir diretamente o trabalho recente de ninguém, demarcando-se pela diferença. Às escondidas de si mesmo, reinavam sentimentos como a ansiedade, medo e a dúvida.

Não esteve sozinho nessa luta. Alicia López-Lardé de Harrison, académica de Física de El Salvador com quem Nash casou em 1957, apoiou-o durante a sua vida recheada de dúvidas, incertezas e frustrações. Alicia enviou Nash a um hospital psiquiátrico e, apesar de em 1963 terem-se divorciado, reuniram-se numa relação não romântica e Alicia abrigou-o como companheiro. Em 2001, voltaram a casar e a mente de Nash aprendeu a separar a realidade e a imaginação.

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Hélio

Sobre a referência ao amor no discurso de Nash na cerimônia do Prêmio Nobel, primeiramente não houve discurso pois os organizadores temiam pela estabilidade emocional do premiado, tendo havido apenas a exposição do trabalho premiado.
Mesmo nessa exposição, jamais houve qualquer menção a "equações do amor". Tudo isso é um adoçamento para tornar a estória mais romântica do que foi de fato. Licença poética, vá lá, mas cite-se o que foi de fato.

luiz carlos


branca,bela lembrança & artigo.
russel crowe está brilhante como nash, não haveria outro sem ser ele; mas o livro é arrebatador.contagiante.
e o que ficou de tudo isso?
que é preciso começar de algum ponto. é necessário recomeçar do ponto final de partida perdido...e parece que quanto mais perdido mais a gente se encontra .

para ambos os casos é para se ver e rever.
ver e rever.

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