The Staves: música mais que sublime

Se a música tem estrelas, o The Staves é a constelação das três Marias. Elas são uma canção. Três vozes magníficas em perfeita sintonia. É tão lindo que dá vontade de sorrir, sem perceber.


01_the_staves_oficial_website_rebecca_miller.jpg © The Staves, (foto de: Rebecca Miller).

Às vezes, dá vontade de chorar de emoção. Normalmente elas são acompanhadas por notas suaves de um violão. Parece que elas nem se esforçam. A perfeição do som - se é que isso existe - é delas e é tão natural para elas como andar, respirar, sentir. Tão humano quanto isso.

Mesmo que você não seja grande fã do folk rock, elas vão te conquistar. Se você gosta de ser surpreendido, aperte o play.

Elas são irmãs. Nasceram (que bom!) em Watford, Hertfordshire, na Inglaterra. Talvez essa convivência familiar de uma vida toda seja o que as faz cantar em tão inacreditável sintonia. Talvez não. Talvez mesmo que elas tivessem se encontrado em alguma convenção de artistas de rua o resultado fosse o mesmo. Individualmente, são cantoras excepcionais. Mas vale ressaltar que a produção que elas fazem de harmonia é o que as diferencia do restante das batatas no saco britânico musical.

03_the_staves_6_rebecca_miller.jpg © The Staves, (foto de: Rebecca Miller).

04_the_staves_9_dan_curwin.jpg © The Staves, (foto de: Dan Curwin).

05_the_staves_8_dan_curwin.jpg © The Staves, (foto de: Dan Curwin).

Quando ouço The Staves, meu coração parece entrar numa estrada dirigida por meus ouvidos. Uma brisa suave areja meu corpo e é como se surgisse um espaço entre a minha pele e meus músculos. Sublime. Será possível ter uma alma velha e jovem ao mesmo tempo? É o tipo de coisa que me pergunto quando as ouço. Ou então não me pergunto nada. Me deixo levar.

Em 2011 lançaram dois EPs: “Live at Cecil Sharp House” e “Mexico”. O primeiro álbum é de 2012: “Dead & Born & Grown”.

02_the_staves_albuns.jpg © The Staves, capa dos álbuns versão estúdio e Live.

O próximo álbum está a caminho. Há boatos de que um certo Justin Vernon do Bon Hiver está trabalhando com elas. Só pode vir coisa boa dessa junção.

Gosto do The Staves porque elas me trazem essa sensação mágica do “tudo que eu preciso é uma cabana e um violão”. E às vezes é mesmo só isso que temos. Como nessa interpretação para o Nokia Lumia Sessions. Tudo estava programado para que elas tocassem na praia, quando, de repente, começa a chover. Você pode ver a história inteira do que aconteceu aqui.

Verdade é que se elas cantarem, não importa onde, não importa quando, o mundo ficará com cores mais vibrantes. Então, “Me cante uma canção, sua voz é como prata.”


Mariana Martins

Flanêur, escritora, observadora, mochileira, arquiteta-urbanista pela FAU USP. Paulista e Paulistana - com muito orgulho -, com um pezinho na cidade do Porto, Portugal de onde tem muitas saudades. Twitta no le_papillon_m.
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