Pinturas famosas de anjos

Os anjos são um dos mais comuns temas nas obras de arte durante toda a História. Muito popular para pinturas e esculturas bizantinas e europeias. Seres em forma de anjo aparecem retratados na Mesopotâmia antiga e na arte grega. Este fato faz com que historiadores acreditem que estas formas foram, provavelmente, a inspiração para a imagem cristã popular dos anjos que conhecemos hoje.


Fra Angelico, The Annunciation, 1437-46 Fra Angelico, The Annunciation, 1437-46

Os anjos são sempre pintados para serem belos, tanto na arte cristã, quanto na arte islâmica. Segundo muitos teólogos, os anjos são seres espirituais que estão acima do homem, eles não comem ou excretam, e também não possuem gênero. Muitos anjos na arte pode parecer aos olhos modernos como macho ou fêmea, no entanto, até o século 19, eles sempre foram retratados como não sendo parte de nenhum dos dois gêneros. Porém, na arte do século 19, especialmente a arte funerária, esta convenção tradicional, por vezes, é abandonada. Os anjos passaram a ser representados com mais frequência como sendo homens.

Obra de Neri di Bicci - The Coronation of the Virgin, Petit Palais, France

Obra de James Tissot - The Annunciation, The Brooklyn Museum

A Igreja cristã começa a questionar a maneira apropriada sobre como retratar anjos, definidos como espíritos puros. A falta de uma forma definida permitiu aos artistas uma ampla liberdade para a criatividade. A mais antiga imagem cristã conhecida de um anjo, no Cubicolo dell'Annunziazione na Catacumba de Priscila, que é datado de meados do terceiro século, não possui asas. Representações de anjos em sarcófagos e em objetos, como lâmpadas e relicários desse período também não possuem asas.

Crocefissione, obra de Raffaello Sanzio da Urbino -Raphael

Obra de Rogier Weyden - Detail of The Last Juldgment, France.

A mais antiga representação conhecida de anjos com asas é o chamado sarcófago do Príncipe, descoberto em Sarigüzel, perto de Istambul, em 1930, e atribuído ao tempo de Teodósio I (379-395). Já anjos alados voando, muitas vezes em pares, em acompanhamento de uma figura ou assunto central são derivações em termos visuais na arte clássica.

Quando a arte cristã começou a representar os anjos com asas, muitas vezes, aparecia apenas as asas e o rosto. A pintura era mais elaborada a partir dos graus mais elevados de anjos como os querubins e serafins. Estes são especialmente derivados de arte persa e, normalmente, só são apresentados em contextos celestiais, em oposição a execução de tarefas na terra. Eles muitas vezes aparecem nos pendentes de cúpulas ou semi-cúpulas de igrejas.

Obra de Simon Marmion €“ A Choir of Angels  The National Gallery, London

The Annunciation Leonardo Da Vinci

Obra de Sandro Botticelli “ Mystic Nativity National Gallery, London

Já na arte bizantina, os anjos aparecem em mosaicos e ícones. As representações medievais dos anjos emprestaram o estilo da arte bizantina. Pintores da Renascença, como Jan van Eyck (ca. 1390-1441)e Fra Angelico (ca. 1395-1455) pintaram anjos com asas multicoloridas. Neste período, as representações de anjos vieram para combinar noções medievais de beleza com os ideais femininos de graça e beleza.

Triumph of Galatea, Rafael

Angels by Nicholas Roerich (1874–1947)

Obra de Edouard Manet - Christ withi Angels,  Musée d’Orsay, Paris

Na arte moderna, a irmandade pré-rafaelita chegou a estabelecer um padrão para a representação de anjos. Por causa do ideal de beleza dos pintores pré-rafaelitas, com o uso dos cabelos longos e características andróginas, eles criaram um protótipo de anjo vitoriano que aparece em pinturas e vitrais.

Dante Gabriel Rossetti

Edward Burne-Jones - Musical Angels

Song of the Angels (1881) William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)


rejane borges

Gosta das cores de folhas secas ao chão. E das cores das folhas velhas dos livros.
Saiba como escrever na obvious.
version 21/s/artes e ideias// @obvious, @obvioushp //rejane borges