Longe do sentido burlesco e teatral da farsa, o documentário "Terra deu, Terra come" traz no suporte audiovisual realista uma proposta de composição entre a simulação e a noção de verdade.
Lançado em agosto de 2012, "No" é um filme que pretende contar o pedaço talvez mais importante da história atual chilena: o plebiscito de 1988. Em meio a publicidade, política e conflitos profissionais, o longa agrada pelos detalhes, pela técnica e pela ótima atuação de Gael García Bernal.
Ninguém desconfia de lindas crianças bem-educadas. Ninguém desconfia. "A Órfã" é o filme que vai mudar a forma como encara algumas certezas e pôr em causa seu ceticismo; este suspense visceral é o convite para noites mal-dormidas, desesperos repentinos e repulsa ao belo. E por isso é magnífico!
O cinema é a arte do faz de conta. Diversos atores e atrizes ganham fama graças a sua versatilidade. O mesmo se passa com alguns cenários, que servem para inúmeras produções, e em cada uma parecem nunca ter sido utilizados. É até mesmo possível que a paisagem em si se torne um personagem, interpretando com sua mudança de tons, sons e aromas. Uma estrela deste gênero se chama deserto de Tabernas.
Something's Got to Give é simplesmente o mais famoso filme não terminado da história do cinema. A última produção em que Marilyn Monroe trabalhou, antes de morrer, não é passível de uma classificação menor que esta. Durante os 50 anos que separam 1962 dos dias atuais, centenas de livros e documentários foram rendidos à tarefa de revelar os bastidores da sua produção, uma das mais turbulentas do cinema hollywoodiano. Estrelando Marilyn Monroe, Dean Martin e Cyd Charisse.
Pois é, as pessoas envelhecem. Mas parece que, durante muito tempo, a grande tela não foi país para velhos e a máquina cinematográfica não quis retratar a terceira idade, - porventura para se dedicar à aventura do “teen” dólar, retratando, sobretudo, atributos e talentos que apenas um jovem é dotado e pode alcançar.
Neste filme romântico e profundamente triste, o diretor Josef von Sternberg desenvolve, com técnica apurada, sua visão do mundo. Sem som, mas com atuações de cortar qualquer coração, "Docas de Nova York" foi um filme aclamado em sua época e é um dos exemplos claro do que era o cinema mudo em Hollywood.
Com distinção visceral, Scarface entra em cena com os dois pés no peito dos padrões pudicos dos filmes hollywoodianos. Sua ousadia levou a enormes gastos com adaptações, já que a censura da época não se sentiu confortável em liberar algo que estava além do limite daquilo que uma família gostaria de assistir em um fim de semana no cinema.
Com "A Árvore da Vida", Terrence Malick nos apresenta uma obra de arte significativa, digna de ser assistida, reassistida e sentida. Os conflitos familiares, a aproximação à religiosidade, a dúvida em relação à existência de Deus, tudo no filme é válido e flui naturalmente – mas é a abordagem fundamental dos temas da graça e da natureza que faz do filme o que ele é e o que pode ser.
"E Viveram Felizes Para Sempre", filme de Yvan Attal, retrata a vida comum de um casal comum em um relacionamento comum moderno. O problema é esse. Os relacionamentos comuns são esmiuçados a ponto de não se perceber o por quê de ter se tornado tão comum. Com esta pretensão, o longa é levado como uma guerra-fria entre um casal contemporâneo.
A série "The Newsroom" (HBO), idealizado pelo cultuado roteirista Aaron Sorkin, prova um conceito que vem crescendo no formato das histórias para a televisão. Cada vez mais elas se assemelham aos filmes, algumas vezes superando-os, em matéria de qualidade dramática, refinamento técnico e de importância nos debates atuais.
Spaghetti, máfia, falas efusivas e bastante gestuais... Se você vê além dos estereótipos da Itália também nos filmes, que tal uma boa dose de terror al dente? Prepare-se para ser surpreendido, pois estas produções têm muito mais importância no gênero fantástico e na sétima arte do que pode parecer.