arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade

A Urbanidade sentida

Sentir as texturas da cidade, isso também faz parte da beleza da urbanidade.


Percorrendo longos caminhos durante o dia é perceptível o que se precisa notar, mas que nem sempre se nota. As belezas de encontrar caminhos delicadamente emoldurados pelas diversidades, destacam a criação do que é, ser humano, envolto nas ladeiras, praças e muros.

Os carros passam e as pessoas andam apressadamente e qual a necessidade disso se não avistar que mesmo nas correrias da vida é necessário entender o belo dentro da cidade. Se parar um instante e perceber as riquezas envoltas em tanto cinza será possível encontrar histórias e valores que deixariam a caminhada rotineira mais interessante e plausível.

cidadecompacta.jpg A cidade compacta

A história de gente que chorou e amou, misturadas aos cimentos e pedras e enraizadas nas estruturas das casas e na colocação de muros faz com que exista uma diferença interior que precisa ser exteriorizada. Enquanto cada um não se encontrar na beleza de cada elemento que se encontra na cidade, não será possível entender as histórias e nem povoar os devaneios para entender a construção da vida.

Oscar Niemeyer, importante expoente da arquitetura coloca bem o que se deve descrever na essência da arquitetura, como consequência para sentir a urbanidade na frase “Quando uma forma cria beleza, tem na beleza sua própria justificativa”. Pensando na forma e nos contrastes das cidades entende-se a beleza mesmo não sendo bela. Um ditado popular exprime bem que a beleza está nos olhos de quem vê e assim se considera a integração das conexões com suas cidades interiores e sua necessidade de atingir os sentidos que elas são de forma exterior.

stephenwiltshire-1.jpg Stephen Wiltshire

Sentir a cidade é tocá-la, sentir seus perfumes próprios, andar pelos caminhos demarcados e transmitir as considerações internas vinculadas as histórias dos lugares, ver a irregularidade das cores, olhar as folhagens das vegetações, pisar nos ladrilhos da praça apreciando o Coreto, as pessoas, os toques e olhares, avistar o céu e ver as estruturas se conectando com os ares, entendendo as mutações de cada local e assim denotar conclusões ao conhecido.

A urbanidade sentida faz toda diferença para que cada um aprecie seu mundo exterior e quem sabe seja um agente de melhoras para que a beleza permaneça, mesmo que as diferenças atrapalhem algumas visões e os ruídos atrapalhem algumas conexões, pois o conjunto da obra é que faz a harmonia do espetáculo. O espetáculo da vida.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade .
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