arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade

Alguns dias com ele

Daqueles textos que você olha e pensa que a vida imita a arte, ou a arte imita a vida? Alguns dias com ele, foi o momento que se passou e ainda resiste nos detalhes.


Alguns dias com ele. É, seria esse mesmo o título. Um título que remete a um filme que eu vi tempos atrás, 500 dias com ela (500 days of Summer). Esse filme conta a separação de um casal, e como foi difícil a superação de um deles. Mas o que chama a atenção é que dessa vez vemos um homem protagonizando essa história, o que normalmente em Hollywood (e na vida), são as mulheres as mais difíceis de se desapegar.

Caso raro? Não. Caso verdadeiro. Os homens também sofrem. Do jeito deles, mas sofrem. E nesse caso, você, telespectador da película apresentada começa a criar laços com a personagem. Entender algumas nuances típicas do universo masculino e que nós mulheres não conseguimos muitas vezes entender.

Agora, pode se perguntar? O que tem a ver isso com estar dias com ele. E quem é ele? Ele, ah. Uma paixão, um romance, um alguém. Ele nem sabe disso, mas vou escrever sobre ele. Aquele que chegou sem convite dentro do coração, dando forma pra uma vida sem graça. Ele.

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Sim, passei dias com ele, muitas vezes longe e quase nunca perto. Certa vez eu ouvi que mesmo se não der certo, mesmo se existir a paixão e ela não for correspondida, é algo gostoso de sentir. Buarquezando, meu caro amigo, preste muita atenção, nem sempre é assim.

E ai começa minha ligação com esse filme, com esse rapaz que buscava seu verão (Summer) e lembrava do fino toque das mãos, do olhar, da risada, dos detalhes e sussurros. Eu sendo mulher, me identifico, e penso, como eu queria ser a Summer de alguém, mas por enquanto sou o rapazinho bobo que fica correndo atrás dela.

É o amor é bobo, muito bobo, super trouxa na realidade. Não é nada gostoso ficar sentindo amor por algo vazio. E como viver num vácuo, onde nada, absolutamente nada existe.

E esses dias, bom, esses singelos dias com ele foram bons, mas será que não poderiam ser eternos? Agora só sei de uma coisa, também no fim de tudo isso e desse filme da vida, quero ganhar meu Outono (Autumm), e que ele seja repleto das quatro estações.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade .
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