arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e escrita, ou nas reflexões da vida, os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo assim recortes escritos, sendo eles na construção do ser (o arquiteto de si) ou na tradução do olhar da vida, escrevendo assim, com enfoque no viver com a beleza, a bondade e a verdade.

A felicidade das pequenas coisas

Vale a pena ser alguém inteiro das convicções? Vale a pena viver sem o pedaço da felicidade?


Atualmente nós temos uma mania muito difícil de dominar, a da completude, ou da tentação de querer ser inteiro mesmo sendo pedaços. E quem disse que ser pedaço é ruim, porque juntos é que formamos aquilo que precisamos ser.

E nessa inquietação tentamos ser e decidir quem somos, mas decidir é diferente de ser verdadeiro com aquilo que somos, nas amplas camadas de vida em cada um de nós.

Será que vale a pena ser algo que somos? Será que nessa busca desenfreada vale a pena querer a felicidade inteira? Será, que será?

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Vale a pena querer ser alguém que olha de cima e tenta ser alguém de opiniões fortes nos montes e aos ares e esquecer da firmeza de ser quem é no dia-a-dia? Tentar mostrar diferença por fora mas por dentro ainda faltar algo é fato nessa vida, mas seria essa a realidade? Para que? Por quem? Para onde?

As pequenas coisas é que mostram o que somos de verdade, não bradar aos ares para todos avistarem uma grandeza e uma felicidade mentirosa. Olhar cada gota de orvalho no amanhecer, cada sorriso, cada raio de sol e a dança das flores com uma brisa leve causa uma mudança na gente, cabe a nós olhar cada ponto e esquecer de verdade de querer parecer e ser.

Nas danças dessa vida, cabe a nós escolher e ser a melhor verdade que podemos ser, porque acredito que isso é começo de uma felicidade, um pedaço real daquilo que nos juntará aos outros do caminho da vida.

Quero deixar aqui então a questão de olhar pra dentro e ver as verdadeiras felicidades. Não deixar nos escoar de forma a querer ser algo diferente que somos, sermos revolucionários de um mundo mas que dentro de nós anda bagunçado e cheio de pontes a serem atravessadas. Quem consegue se enxergar, respeita o mundo que são pedaços e formam o quebra-cabeças da nossa vida.

E a felicidade, ah! essa faceira, com certeza encontra sua realidade e cabe a cada um de nós realmente enxergar a sua.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e escrita, ou nas reflexões da vida, os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo assim recortes escritos, sendo eles na construção do ser (o arquiteto de si) ou na tradução do olhar da vida, escrevendo assim, com enfoque no viver com a beleza, a bondade e a verdade. .
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