arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade

A cor dos olhos castanhos

Olhos castanhos, luzeiros de um caminho.


Cores, esses cintilantes afrescos de uma condensação de pigmentos que se unem e se complementam para dar vida as inconstantes vidas que temos.

Olhos, esses que fitam de longe as cores de cada dia e de cada promessa nascida com o raiar do sol e que se esquece de saber que são coloridos aos olhos que os veem.

Olhares, esses que se cruzam em um raio de liberdade explícita que comove quem os admira, e se tocam como mãos que antes eram doadas e se entregam somente nos diamantes de cores vívidas e brilhos matinais próprios.

Castanhos eram os olhos que fitavam de luz um novo dia com um novo começo e uma nova alegria. Pigmentos acoplados em um negro iluminado que trazia à tona os tons de cada mensagem interna que as cores expressavam.

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As pessoas podem se perder em olhares, cravando por horas suas almas em outras almas, resumidas apenas em uma troca de contemplares que se conhecem, se cumprimentam e são convidados a dançar em um grande salão chamado vida.

A cor dos olhos refletidos na luz das estrelas e esquecidos na luz da lua, são como lamparinas que mostram o caminho para os mais desavisados que saíram e se perderam, em outras cores ribeiras na estrada, esquecendo-se de uma luz que os fazia entrar sem medo pelos trajetos mais escuros.

O movimento de encontrar-se em cada olhar se torna experiência de uma vida, com as graças de uma razão de ser, expressando cores em cada emoção transmitida pelas retinas e pelas meninas (dos olhos), que traduzidas entoam as mais belas canções de saudade, de lamento, de tristeza ou de profundo amor e devoção as almas cativadas.

E a existência não se torna perdida quando um olhar quer encontrar o outro, porque se fundem em profundidade de seres e plenitude, que mesmo escondidos ao ermo das noites sem luar, brilham, clareiam, mostram os cursos, mudam os fluxos e ali existem somente como pares de uma dança que não pode ser nunca deixada, porém não mais avistadas.

E no fim, o que sobram, das tempestuosas concordâncias construídas, são as cores dos olhos castanhos.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade .
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