arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade

Infinitamente Mais

Que sejamos infinitos nas vidas e nos universos de cada um.


Ser infinito? Mais e mais?

Observando as formas da vida e sua constante dança, o pensamento flui e o raciocínio toma forma, caminhando até aos antigos filósofos gregos, seres pensantes e inspiradores.

A dialética nasceu com os gregos como a arte de se se dialogar, com raciocínios que beiravam a capacidade se conhecer e conhecer aquilo a quem nós atribuímos valor para também se encontrar e se conhecer.

Dentro disso a capacidade de se conhecer tem sido uma procura incessante para cada ser humano e o próprio entendimento, tem de se relacionar com aquilo que se vê ou com aquilo que se lê.

A cultura da popularização do eu tem se transformado em uma questão demasiadamente intrigante. Quem sou eu? Para onde vou? Para que sirvo? Para quem eu sou?

Nisso, entender quem você é passa pelo contexto somente do um e não se conclui para a abertura ao plural. A singularidade de se viver tem feito esses questionamentos crescerem cada dia mais, e nisso cria-se uma corrente infinita de um questionamento muitas vezes que ficará inacabado.

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Não existe fórmula mágica para o autoconhecimento, mas existe uma fórmula rara para se tentar conhecer. O Outro.

Quando saímos da nossa caixinha de perguntas e começamos a avistar as peculiaridades da vida e das pessoas, começamos a ver o quão egoístas temos sido em olhar somente para as questões de um único ser que vive nesse planeta. Vejo ai a genialidade da dialética.

Somos um conjunto onde agregamos os valores e os valores são agregados, tendo nossas raízes mesmo sendo desapegados e a questão de se olhar nos olhos e compreender os universos tem passado batido, porque é muito mais fácil olhar pra si e entender do que se precisa, do que se esforçar para atingir o outro.

Não entra em questão a necessidade do autoconhecimento, porque é precioso saber quem somos, mas não se pode parar por aí. A vida é mais que um universo e existem muitas estrelas por aí para que possamos aprender, para que possamos conviver, para que possamos enfim caminhar juntas.

Infinitamente mais é o que devemos esperar da vida, aprendendo a se comunicar com tantas pessoas e elementos que passam ou que ficam em nossas vidas. Não podemos perder o valor daquilo que nos foi ensinado, dialogando, raciocinando e vivendo, porque no fim levaremos o que somos e não o que temos, e ser faz parte de um todo, algo infinito, que nos move a viver.

Por isso, não devemos deixar passar certos olhares, porque ali poderão existir chaves de um infinito que poderá se perdurar dependendo da sua capacidade de olhar.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade .
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