arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade

A sociedade e o emaranhado do destino

Uma reflexão sobre a vida e as relações em tempos acelerados.


A sociedade, como atuante nos meios políticos, econômicos, sociais e culturais está em constante transformação e tendo em vista esse segmento a mesma devido a unificação com a globalização está em crise.

O mundo mesmo com uma chamariz sedutor, tornou-se desprovido de muitas colocações percebendo que o mesmo foi tragicamente iludido pelas promessas de uma nova história global.

O mundo que se interage através de muitos sonhadores, é tragicamente impostado em guerras e multiplicidade de conflitos que geram as desilusões de sociedade e suas vertentes de humanidade antes admirada como ponto de partida para uma vida de melhorias.

Geram-se então as crises de trabalho que marcaram um retrocesso na sociedade, antes ideológica, no sentido de um melhoramento para a população e que traduz as incoerências humanas.

Banalizando assim o ser social atuante como provedor de uma sociedade, até mesmo a formação humana, no sentido de não contemplar o que era necessário para o cidadão.

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A estruturação da informação se torna base de uma mundo globalizado traduzindo assim as dificuldades e particularidades que o mundo produz no momento, com a comunicação em massa, que é apoio de uma cultura mundial, exigindo que as qualificações sejam elevadas nivelando-as a nova proposta imposta pela população e suas vertentes humanas e tudo é atribuído de modo acelerado dentro de um mundo social reestruturado.

A substituição do real pelo virtual faz com que as relações sociais tendam a creditar valores aos conceitos, banalizando-os e ressignificando as informações que influem em uma rapidez abstrata descontextualizando uma sociedade antes empírica e hoje traduzida pela questão das inúmeras colocações distribuídas.

Sendo assim, no final, a base de uma valorização humana como conceito se torna cada dia mais fragilizado e não se estrutura mais de forma a contemplar a necessidade real e infelizmente o mundo se torna cada dia mais liquido, sem muitas condições de melhoras devido a velocidade que a vida se esvai e se perde dentro de uma caixinha de informações nem sempre atribuídas ao necessário, mas ao que é viável, substituindo as condições de humanidade, coisificando o que não tem essa tendência, se perdendo em um emaranhado de informações sem destino.

Referências: - FERREIRA, Naura S. Carapeto. Repensando e ressignificando a gestão democrática da educação na "cultura globalizada". Educ. Soc. vol.25 no.89 Campinas Sept./Dec. 2004.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade .
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