arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade

Reflexões sobre a Inteligência

Reflexões sobre a inteligência e das capacidades nas quais fomos criados.


Uma vez uma pessoa me falou sabiamente a respeito das características humanas e eu muito jovem para entender toda a manifestação humana, não compreendi muito bem quais eram essas capacidades. Devido ao mundo globalizado, nós co-existimos em uma capacidade de sermos somente aquilo que nos foi ditado e as nossas competências são treinadas apenas para serem meras ferramentas de utilização em uma sociedade já saturada dentro de contextos predeterminados.

Aqueles que já leram Aldoux Huxley, no seu emblemático “Admirável Mundo Novo”, que fala um pouco de um governo centralizador e uma sociedade de castas predeterminadas, compreenderão bem o quanto a sociedade dita regras dentro de costumes e direções que somente são acertadas através dela e por meio dela são criadas as ditas aptidões humanas. Costumo pensar que nos tempos de hoje, se tornou uma leitura obrigatória para um olhar mais demorado em relação a vida

Olhando para uma sociedade tão homogênea, não há como não se encantar com aqueles ditos “gênios” promissores que realizam o que muitos não atingem e surpreendem a muitos pela sua capacidade de transcender. Quem daria oportunidade para um jovem como Steve Jobs por exemplo que por sua postura natural, era diferente? Nesse momento eu adquiri a capacidade de entender.

A psicologia, por meio de estudos mais aprofundados do psicólogo Howard Gardner, foi capaz de descrever que existem sete tipos de inteligência. Nos quais estão incorporadas as capacidades individuais que muitos de nós temos. Por muitas décadas foram tolhidas todas as aptidões, devido a testes de QI, muitas vezes infundados e compreendidos como ferramentas primordiais para o esclarecimento da dita inteligência.

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Creditando os valores a todo entendimento global e social atual, onde o ser humano muitas vezes é bloqueado a seguir um caminho, mesmo se enquadrando em alguns aspectos, muitos de nós nos vimos sem saída e pouco inteligentes em relação aquilo que nos foi empregado como um conceito natural de inteligência.

A oportunidade do conhecimento da infinidade de habilidades humanas faz com que se observe a necessidade do ser humano se soltar das amarras empregadas, pois somos desejosos de encontrarmos nosso próprio caminho. A evolução dos estudos nos dão base de um autoconhecimento necessário para uma qualidade de vida.

Seguindo todo o parâmetro que nos foi ensinado e todos os caminhos que não são apresentados é possível observar a inteligência como uma competência das quais cada um se completa, como agente modificador de uma sociedade, e não somente como alguém que acredita nas verdades externas, observando que estamos em um momento globalizado, porém com a possibilidade de caracterizar aquilo que somos.

Atraída pela relação “Admirável Mundo Novo” e das recentes descobertas da psiquê humana, considero um questionamento. O nosso caminho passará por um processo do real conhecimento ou apenas seguirá adiante? Assim, acredito que o ser humano sempre pode ser mais do que já foi proposto por condições educacionais ou vivências globais, porque a substância da qual fomos criados nos leva além e nos conduz a entender a nossa inteligência, capacidade e veracidade na vida.

Cabe a nós fazer cada escolha, olhando para o nosso objetivo de vida e no fim, a jornada será concluída através de verdades que nos são únicas e entenderemos que somos plenamente inteligentes de acordo com aquilo que fomos feitos e não por meio de imposições meramente habituais.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e nas reflexões da vida os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo uma melhor arquitetura, com enfoque no viver, avistando a beleza, a bondade e a verdade .
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