arquitetura é vida

A vida é arquitetura e a arquitetura é vida

Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e escrita, ou nas reflexões da vida, os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo assim recortes escritos, sendo eles na construção do ser (o arquiteto de si) ou na tradução do olhar da vida, escrevendo assim, com enfoque no viver com a beleza, a bondade e a verdade.

O amor na onda invisível


Já faz tempo que eu não tenho conseguido esboçar palavras no papel. Não sei se isso é efeito do momento que passamos ou do momento que tenho internamente.

Nesses bons (ou maus) tempos tenho questionado em muito, a existência do amor, e suas nuances, em meio a passagens turbulentas e que nos faz ser tão sinceros, tão vulneráveis, tão arredios, e tão incompreendidos.

Não há muito o que se fazer a não ser, de se pensar no muito que poderia ter sido feito, ou no que ainda (quiçá Deus) possamos fazer.

Escrevendo aqui essas tantas palavras que me sobrevém somente pensar naquilo que todo mundo está fazendo (ou tentando) com os amores, dentro e fora de si, e que deveras se torna real, dentro da sua própria realidade, numa vida, sem pretensões de futuro, mais cheia de anseios por dias melhores.

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São tantos clichês e fórmulas prontas, que se desacredita que tudo possa fazer funcionar novamente, a engrenagem emocional de sermos quem somos. Se o mundo, esse terreno baldio, está parado em meio a uma tempestade, em certos dias se gera assim uma certa indolência de tentar e recomeçar, por vezes e sempre repetidamente.

E o amor, esse que deve ser muitas vezes próprio, que devia ter um pronome só seu, mas que se faz apenas substantivo, foge em meio aos dias de sol e chuva, sem calor, sem frio e acaba no vácuo do existir em si.

Os humanos, que povoam a terra, sob uma onda invisível de incerteza, são alguns muito amados, outros pouco, e há os ainda que são desprezados, trocados ou esquecidos, mas que no fim se inebriam apenas com o sonho ardil de ser desejado.

Assim, muitos dizem que o amor não deve ser procurado, mas, qual a certeza de se viver, no futuro, sem que possa vir a existir, mesmo no reduto platônico de paixões, a mínima vontade de se descobrir envolto aos cordéis amáveis desse substantivo.


Maria Eneida

Arquiteta e Urbanista, mas que busca nas artes e escrita, ou nas reflexões da vida, os conceitos para ser cada dia melhor, produzindo assim recortes escritos, sendo eles na construção do ser (o arquiteto de si) ou na tradução do olhar da vida, escrevendo assim, com enfoque no viver com a beleza, a bondade e a verdade. .
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