Talvez se ela tivesse optado por velar a morte de seu amado Francis até o final de sua existência, não tivesse sido tão marcante na história das monarcas. As aparências do reinado não a prenderam em uma vida infeliz, fadada em conformar-se com as tristezas inerentes a quem ama, narradas com extrema justeza no poema de Vinicius de Moraes: “E assim, quando mais tarde me procure/Quem sabe a morte, angústia de quem vive/Quem sabe a solidão, fim de quem ama/ Eu possa me dizer do amor (que tive): /Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure”. Mary não leu o poetinha. Simplesmente ela deixou o seu passado no lugar devido e abriu seu coração às novas possibilidades. Viveu o luto, mas deu fim a ele e, no momento oportuno, seguiu. Encontrou o amor.
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