as intermitentes facetas cotidianas

Uma análise das peculiaridades que envolvem o nosso dia a dia. Vem ver!

Renata Moreira

AH, O AMOR!

É palavra mista, é salada de frutas, é miscelânea de desejos.


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Amor é palavra mista; é salada de frutas; é miscelânea de desejos; é composta por jeitos, palavras e ações. Como bem citou Lulu Santos: “consideramos justa toda a forma de amor”. E por que seria diferente? O amor é maior do que qualquer estereótipo. E não estou mencionando apenas o amor platônico, apaixonado, sexual. Falo também do amor de mãe, irmão, amigo; amor que vem do respeito; do inimaginável; do fundo de algo que nem sabemos a origem.

Lugar longínquo e cheio dos pontos de interrogação. Por que? Por que? Por que? O amor não tem por quês, não tem medidas, não tem sossego...não se cansa de ser amor.

Ame pelo simples fato de ser, de fazer, de gostar, de doar. Ame com os olhos, com o nariz, com os ouvidos, com a boca (ahh, a boca!)...Boca que dá bom dia. Boca que conta histórias. Boca que abraça causas. Ela que é porta de entrada de tantas sensações sublimes: aquela comida exótica que te obriga a experimentá-la apenas por ser diferente ou mesmo aquela tradicional, de todos os dias, comida de mãe, mas que nunca perde o tempero. E o que dizer da boca, em seus encontros com outras. Sim, o beijo. Ele que tem calor, tem tato, tem olfato, tem paladar, audição. São todas as sensações focadas em apenas um ponto: o do encontro entre lábios.

O amor se mostra presente em todos as sentidos: na mão que cumprimenta; que afaga e que impulsiona braços que se abrem. No nariz que sente perfumes; que ri quando a risada vem de dentro e que cheira a nuca descoberta. Nos olhos que testemunham fatos; que se orgulham com chegadas; que gotejam quando dói. Nas orelhas que se abrem; orelhas que se fecham e nas orelhas que se calam.

Somos um composto de amor. Cada simples pedacinho do nosso corpo consegue expressar diferentes formas desse sentimento inexplicável. E não há uma fórmula perfeita para despertar o amor em nós. Ame com todos os sentidos, todas as forças. Ame sem explicação. Doe-se! É a melhor maneira de mergulhar para as profundezas de um amor sem fim.


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