asas e segredos...

Porque o segredo é dar asas à criatividade!

Lucifrance Carvalhar

Escritora, sonhadora, amante da arte, literatura e da vida! Psicóloga, formada em Letras e Pedagogia e autora dos livros "Quando eu voltar a ser adolescente" e "Festa de Quinze Anos". Escreve poemas, contos e crônicas!

Não confunda meu estar sozinho com estar disponível

Estar sozinho não é estar disponível, mas significa estar com você mesmo, disposto a amar o universo e tudo o que a vida tem de melhor


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Muitas pessoas confundem alguém que está sozinho com alguém que está disponível para o outro, para uma companhia, para um relacionamento amoroso, cobrando-o por isso.

Estar sozinho não quer dizer que você queira estar se relacionando afetivamente, pois isso na maioria das vezes pode ser opção, e não carência.

A sociedade cobra que as pessoas namorem, casem, construam famílias, quando na verdade o que muita gente quer é viver a vida, aproveitá-la da melhor maneira com passeios, viagens e aventuras, mesmo que sozinha.

Por que será que há esta confusão?

Por que sempre devemos estar com alguém em que inúmeras vezes não nos preenche?

Que vazio é este que a sociedade impõe para nós?

Que conceito é este que se criou que sozinho é estar disponível para um novo relacionamento?

A sociedade precisa perceber que a vida é feita de escolhas e que estar sozinho é uma delas, mesmo que isso vá contra os preceitos sociais que nos são pregados desde a nossa infância.

Estar sozinho é estar consigo mesmo e tem companhia melhor que esta?

Claro que não, porque estar sozinho é saber decidir para onde você vai, o que quer, é caminhar com seus próprios pés, realizando seus sonhos sem a interferência de outrem.

Não há mal nisso, já que nossos caminhos verdadeiramente se fazem quando conseguimos prestar atenção em nós mesmos, quando conseguimos entender que não precisamos estar acompanhados em relacionamentos amorosos para atingirmos nossos objetivos.

Estar sozinho traz a riqueza do encontro conosco, com o nosso eu mais profundo sem temeridades, é saber que a nossa felicidade e satisfação dependem exclusivamente das nossas escolhas e não das escolhas do outro.

Quando estamos sozinhos conseguimos nos olhar, questionamos sobre o que somos, logo conseguimos nos entregar para nós mesmos.

O estar sozinho nunca deve ser confundido com solidão, porque esta traz dores, possui feridas que denotam sofrimento no âmago da nossa alma.

Estar sozinho é ter autonomia, é ser protagonista da sua própria história, é saber e querer escolher as suas companhias, seus amigos e parceiros de jornada, e isso é único, é uma riqueza que muitas vezes as pessoas têm medo porque requer responsabilidade consigo mesmo.

Não dá para a sociedade julgar alguém apenas porque ele decidiu ficar sozinho, porque quer sair sozinho em um fim de semana, porque quer viajar sozinho, sem interferências de outras pessoas, porque quer se conhecer e porque decidiu que a sua companhia é a melhor do mundo.

Isso não é egoísmo, mas autoamor, um amor por si mesmo que contempla seus desejos e a sua própria felicidade.

Muitas pessoas ficam anos em relacionamentos falidos apenas porque têm medo da sua companhia, têm medo de se olhar, de se perceber, sentem-se inseguras e passam a vida toda nestes relacionamentos apenas porque estão carentes de si mesmas.

São pessoas que vivem presas aos padrões que foram impostos pela sociedade e estão sempre numa busca desenfreada por alguém para nunca estarem sozinhos.

Essas pessoas não se questionam, não se olham, preferem ficar na mesmice e deixam a vida passar na ilusão de que estar acompanhado é melhor que estar sozinho, mesmo que isso seja uma solidão a dois.

Infelizmente, as mulheres são as que mais sofrem com isso porque quando elas estão sozinhas, muitos homens se acham na obrigação de flertá-las e seduzi-las, tendo um comportamento machista.

Quando uma mulher decide ficar sozinha, ela é taxada socialmente e muitos homens acabam tentando ficar com ela nem que seja apenas por uma noite ou um dia. Eles não entendem que estar sozinha não é estar disponível e que não há mal nenhum em uma mulher querer fazer suas coisas sozinhas, querer estar consigo mesma.

Está na hora da sociedade entender que não há sofrimento ou carência em querer estar sozinho, uma vez que todos têm suas escolhas e esta pode ser uma delas para alguém que ama sua própria companhia, que não quer depender do outro para ser feliz.

Portanto, quando alguém lhe disser que ama estar sozinho, não confunda isso com estar disponível, pense que esta é uma grande escolha, talvez uma das mais difíceis e que requer aplausos, porque ela tem a coragem de amar sua própria companhia e não tem medo de se conhecer!


Lucifrance Carvalhar

Escritora, sonhadora, amante da arte, literatura e da vida! Psicóloga, formada em Letras e Pedagogia e autora dos livros "Quando eu voltar a ser adolescente" e "Festa de Quinze Anos". Escreve poemas, contos e crônicas!.
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