asas e segredos...

Porque o segredo é dar asas à criatividade!

Lucifrance Carvalhar

Escritora, sonhadora, amante da arte, literatura e da vida! Psicóloga, formada em Letras e Pedagogia e autora dos livros "Quando eu voltar a ser adolescente" e "Festa de Quinze Anos". Escreve poemas, contos e crônicas!

Nem sempre o amor é suficiente...um relacionamento pode acabar mesmo com ele existindo...

Quantas vezes não ouvimos dizer que se temos amor, temos tudo, não é mesmo? Mas será que isso é verdade? Por que tantos relacionamentos acabam mesmo com as pessoas se amando?


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Pois é, nem sempre o amor é suficiente para manter uma relação.

Fomos criados para mantermos um relacionamento seja ele qual for, desde que haja amor. Os filmes, as novelas, os livros, os contos de fadas nos mostram isso constantemente. Depois de árduas batalhas o casal sempre fica junto no final da história e tudo isso por amor!

Mas até que ponto só o amor mantém uma relação?

Algumas pessoas dizem que os relacionamentos de hoje são descartáveis, pois não há lutas para que eles permaneçam e atribuem isso à falta de amor.

Porém, só amar não é suficiente, porque um relacionamento se constrói e se fixa com a lealdade, generosidade, sinceridade e fidelidade, ingredientes que estão além do alcance do amor.

Para que um relacionamento aconteça não basta apenas a atração física, o desejo, a paixão e o próprio amor.

É necessário algo a mais, aquilo que é regado no dia a dia da convivência.

É fundamental que o casal se entreolhe, capte o que cada um quer dizer, seja cúmplice um do outro, tenha empatia, haja companheirismo.

Não dá para viver em um relacionamento achando apenas que se há amor, há tudo.

O amor exige, pede alimento, água, ar o tempo todo! Ele é um ser que se não for alimentado adoece, mingua.

O amor precisa de cultivo, porque senão o relacionamento não sobrevive, mesmo com os dois se amando!

As pessoas precisam começar a entender que só o amor não é suficiente para o casal, não determina que um relacionamento vai dar certo, pois há exigências que vão além dele para que tudo sobreviva e eternize.

Quantos casais não se separam amando-se?

Quantas pessoas não se lamentam por causa da insuficiência de amor naquela relação?

Será que o amor foi insuficiente ou não lhe deram o combustível necessário para que aquele relacionamento sobrevivesse?

As faltas, as mentiras, as traições, os vícios que acometem uma relação são inúmeros e isso acontece porque não foi dado o verdadeiro alimento, o mais sublime crédito para o amor, que é acima de tudo a verdade, no seu reconhecimento de erros, que traz o aprendizado de como é viver com o outro.

Um relacionamento não compreende a ganância, a crueldade, a insatisfação, o materialismo, o desrespeito mesmo que as pessoas que estão nele digam que se amam. O amor neste caso acaba por sucumbir, porque estes ingredientes não pertencem a sua real essência.

As pessoas muitas vezes se acomodam na relação porque amam e acreditam que aquele amor pelo outro, apesar de mútuo, é suficiente, que nada irá abalar o que sentem e que vai durar para sempre.

Assim como o mar tem suas ondas tempestuosas, a lua tem suas fases, o amor também tem suas mutações e pede entendimento, compreensão, equilíbrio e cumplicidade para que ele possa manter a relação.

O amor nem sempre é suficiente porque muitas vezes as pessoas não o olham como ele realmente é e ignoram seus sinais.

Os casais acabam se separando porque a relação se desgasta, mas não por falta de amor, mas sim pela falta de compromisso que um assumiu com o outro, pela falta de maturidade perante o amor.

Isso implica também na falta de comunicação no relacionamento, no qual muitas vezes se deixam para lá coisas importantes apenas porque acredita que o amor é suficiente e que ele irá superar tudo!

As novelas e os filmes hollywoodianos lamentavelmente nos trazem este contexto e as pessoas se iludem achando que vão manter uma relação somente com o amor. Só que quando tudo acaba, ficam procurando culpados, tentando achar seus erros e inúmeras vezes culpando a si mesmas pelo término do relacionamento, achando que não havia amor.

O amor existia sim, mas ele foi sufocado, banido, perdeu-se no contexto de uma relação que havia incoerência, inverdades, banalidades.

As lágrimas acabam sendo inevitáveis e muitas vezes não dá para voltar atrás e tentar consertar, porque mesmo com o amor existindo, ele não é capaz de suprir os alimentos que faltaram.

É muito triste ver pessoas que se amam tanto se separarem!

É cruel ver amores se perderem pela falta de controle na relação!

Quanto sofrimento poderia ser evitado!

Como razão e emoção misturam-se e entram em conflito!

Quantos pessoas saem machucadas desse relacionamento que acabou mesmo existindo amor!

Como seria maravilhoso se toda relação tivesse um final feliz como nos filmes, novelas e livros, não é mesmo?

No entanto, nem sempre isso acontece e ficamos procurando o amor, tentando consertá-lo a qualquer preço, mesmo sabendo que não tem mais conserto, porque ele mesmo encerrou sua fase, sendo eterno enquanto durou.

Portanto, ao pensarmos em uma relação, devemos antes tratar o amor, alimentá-lo com os importantes ingredientes, cultivá-lo com sabedoria para que tudo permaneça sem sacrifícios, com cuidado, sem egoísmos, com verdades, carinho, afeto e acima de tudo o autoamor que devemos ter conosco, porque só assim conseguiremos amar quem está ao nosso lado!

Se nós não fizermos isso, sentiremos na pele que nem sempre o amor é suficiente e que um relacionamento acaba mesmo com ele existindo!


Lucifrance Carvalhar

Escritora, sonhadora, amante da arte, literatura e da vida! Psicóloga, formada em Letras e Pedagogia e autora dos livros "Quando eu voltar a ser adolescente" e "Festa de Quinze Anos". Escreve poemas, contos e crônicas!.
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