asas e segredos...

Porque o segredo é dar asas à criatividade!

Lucifrance Carvalhar

Escritora, sonhadora, amante da arte, literatura e da vida! Psicóloga, formada em Letras e Pedagogia e autora dos livros "Quando eu voltar a ser adolescente" e "Festa de Quinze Anos". Escreve poemas, contos e crônicas!

Tudo o que se quer é ser feliz e na dança da vida dribla-se um ritmo aqui, outro ali, outro acolá...

Quantas vezes nos perguntamos sobre o que é a tal felicidade e sobre como podemos ser felizes, não é mesmo? Mas para ser feliz não tem receita porque a vida é uma dança que possui vários ritmos, com doses diárias de aprendizados!


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Que não há receita para a felicidade isso é um fato. Só que todos nós queremos ser felizes o tempo todo. Basta ver as redes sociais carregadas com fotos de pessoas sorrindo em festas, almoços, jantares, parques e viagens. Ser infeliz está fora de questão, é um julgamento rígido que nos impomos!

Tudo isso dá a noção direta de que ser feliz é uma obrigação de todos e nos culpamos quando não estamos bem.

A felicidade é uma consequência de nossas ações, de como lidamos com o que acontece ao nosso redor, com a nossa relação com o outro, que envolve sentimentos, emoções e razão.

É um conjunto de fatores que temos que conviver diariamente e que não dá para fingir quando algo nos aflige ou nos afeta.

Aceitar a tristeza, a contrariedade faz parte do nosso amadurecimento e isso não pode ser tido como algo ruim, que nos faz sentir culpados quando abrimos as redes sociais e vemos os retratos de felicidade estampados nos feeds de notícias.

O outro lado da moeda ou do paraíso sempre vai existir porque do contrário seríamos pessoas incompletas e até mesmo fúteis.

Não dá para nos basearmos em contos de fadas ou comerciais de TV que rega nossas telas da vida com a ilusão de que o mundo é um mar de rosas e que o sofrimento é para os fracos.

Isso cria enganos para nós mesmos porque tentamos fugir do sofrimento, dos problemas, com a mera obrigação de provarmos para nós e para o mundo que somos e estamos felizes o tempo todo.

Às vezes queremos tanto ser felizes que nos esquecemos de olhar para dentro de nós e criamos uma falsa ilusão de nossas vidas e de tudo o que nos rodeia, vivendo em mundo de mentiras e fantasias.

Só que o universo não deixa nada escapar e aos olhos de Deus a verdade deve reinar de forma absoluta. Para Ele não há enganos ou ilusões por mais que tentemos driblar o mundo e nos driblar no conformismo para sermos felizes.

Ser feliz não pode ser visto como uma obrigação! A felicidade implica em verdades, em crenças que não podem ser limitantes.

Muitas vezes quando estamos bem, vivendo em plenitude, não conseguimos enxergar o outro, pois estamos tão extasiados na nossa felicidade e voltados para nós mesmos que fica difícil ver como o outro está ou é.

Infelizmente, é nas situações tristes, problemáticas e conflituosas que vemos o que faz sentido para nós e para o outro. Não que o sofrimento deva permear a nossa vida o tempo todo, claro que não! Mas ele é o degrau para que alcancemos e entendamos melhor o conceito de felicidade. É depois de passarmos por alguns sofrimentos que conseguimos valorizar a felicidade de forma plena e quem está ao nosso redor.

Logo, devemos pensar que a felicidade faz parte de um processo, de fases que vão e vêm assim como as ondas do mar e as fases da lua.

A felicidade não é monótona e não é duradoura porque assim como o sofrimento passa, os momentos felizes também passam, pois nada é para sempre; do contrário a nossa vida não teria sentido, uma vez que não teríamos por que lutar e aperfeiçoarmos as lições que são aprendidas na jornada da vida.

A vida é uma dança com vários ritmos, subimos e descemos inúmeros degraus infinitas vezes.

E a felicidade é exatamente isso: uma dança, na qual vamos driblando um ritmo aqui, outro ali, outro acolá e com a certeza de que no final tudo acabará bem porque viemos a este planeta para evoluirmos e como consequência sermos felizes, mesmo que isso não seja eterno!!!


Lucifrance Carvalhar

Escritora, sonhadora, amante da arte, literatura e da vida! Psicóloga, formada em Letras e Pedagogia e autora dos livros "Quando eu voltar a ser adolescente" e "Festa de Quinze Anos". Escreve poemas, contos e crônicas!.
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