attraversiamo

O constante movimento da vida...

Sabrina

" aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos, por aqueles que não podiam ouvir a música."

A ferida que insiste em sangrar

" É que é difícil a gente ouvir do nosso próprio coração, que ele só pulsa, bate, chora, mas não pensa"
Será que o tempo é mesmo capaz de resolver o grande paradoxo entre a razão e o coração? Eu não sei! O que eu sei é que uma hora a gente cansa e a ferida cria casca. O problema é que é cansativo estar cansado e a a casca precisa de muito cuidado, pois no menor movimento pode sair fazendo estrago, na ferida que insiste em sangrar.


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A pior coisa é o sentimento não obedecer ao comando da mente. Sabe, quando você já compreende algo, mas continua sentindo da mesma maneira. Tudo está absolutamente claro e faz todo o sentido, mas de que adianta se o coração não entende o sentido, mas o sentir?

Sei lá, acho que de tanto ouvir das pessoas e de si mesmo que você está sendo ridícula, boba, imatura, de tanto repetir isso para você mesmo na tentativa de internalizar, você cansa. Cansa de você, dos seus dramas. Cansa do outro e Cansa principalmente de cansar! É cansativo está cansado! Ainda mais quando o único caminho é esperar o tal do tempo, aquele que todos teimam em colocar a responsabilidade da solução, quando nada há para ser feito. Bom, tempo vai, tempo vem e o sentimento ta aqui, a cada nova data, novo gesto, novo amanhecer eu me lembro de esquecer, simplesmente para não sentir essa dor do constante movimento de até logo ou até nunca mais – Perde-se de si mesmo – Perde-se do outro. Aquele amor que chega dói!

Sabe de uma coisa? É melhor não pensar muito! Ocupar a cabeça e preencher todo esse vazio com atividades que possam cansar de verdade! - Aponto de bater na cama e desmaiar, simplesmente para não lembrar que esse estranho, era aquela pessoa especial com quem desabafava todas as suas mazelas, sem saber, hoje, é motivo de muitas delas. E o pior você não consegue conversar... Falta tempo! Falta disposição... Falta força! Procurar para quer? Propor uma conversa para que? Para constatar a nossa incapacidade de lidar com as mudanças? Isso é masoquismo! É por isso que sangra! Sangra todas as vezes que a saudade aperta e eu teimo em te procurar para diminuir essa falta danada! É ai que a ferida é mexida, pois na ânsia de matar a saudade me deparo com esse abismo entre nós, companheiros de vida, que hoje andam do outro lado da calçada, sem sequer olha para o lado, para entender que posso até não está correndo atrás, mas não é falta de amor... É que não suporto a ideia de uma rua entre nós. Eu quero andar ao seu lado!

Sabe o que é pior? É que talvez você pense da mesma forma! E não há como saber, pois mesmo quando a gente conversa a gente diz coisas que não quer dizer ou que nada dizem para não se comprometer. Está tudo no campo da superficialidade. Nossa conversa hoje é marcada pelo medo de que uma palavra mal colocada ou interpretada possa trazer a tona todo o não dito que insiste em nos assombrar e a falar por nós, mesmo quando a gente não diz. Diante desse cenário, eu continuo aqui esperando o tempo passar. – Aquele que dizem que cura! Porque, sinceramente, ser indiferente, eu já tentei; e lamento dizer: fracassei! O que me restou foi o afastamento. Talvez você nem saiba mais a cicatriz da ferida que a mudança em nossas vidas deixou nada mais é do que uma casquinha frágil que deu no machucado, para que, quem sabe um dia possa curar, verdadeiramente. O problema é que a cada movimento nosso de aproximação, o mínimo contato... O que fica? É a ferida que insiste em sangra.

https://youtu.be/nSDgHBxUbVQ


Sabrina

" aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos, por aqueles que não podiam ouvir a música." .
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