attraversiamo

O constante movimento da vida...

SAH

" aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos, por aqueles que não podiam ouvir a música."

EU NÃO TENHO A MENOR IDEIA DO QUE ESTOU FAZENDO DA MINHA VIDA

Sabe aquele momento em que a gente pára e se pergunta: O que eu estou fazendo da minha vida?
Então, alguns chegam a esse questionamento pela insatisfação diante das suas escolhas, outros pelo sofrimento e tem aqueles que sempre tiveram a certeza de onde queriam chegar e cumpriram todas as etapas para alcançar seu objetivo, até que por algum motivo, simplesmente se veem pela primeira vez perdidos no meio de suas certezas. Parafraseando a música de Roberto Carlos, “Esse cara sou eu!” rs... Mas não tenho dúvidas de que esse cara também pode ser você em algum momento da vida!


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É como se aquele sonho há tanto tempo acalentado na alma - engrenagem da nossa vida, fosse aos pouquinhos deixando de ter sentido ou, simplesmente, sem nem perceber vamos mudando a direção. Acredito que isso aconteça porque, naturalmente, percorre-se uma longa estrada até conseguirmos nos realizar, seja pessoalmente ou profissionalmente. E durante essa grande jornada, vamos crescendo tanto cronologicamente quanto psicologicamente, vamos amadurecendo com as experiências do caminho, e a cada nova conquista, muitas vezes, vamos percebendo que a coisa não é muito bem como parecia ser, vamos nos dando conta do que era mera fantasia da nossa mente e do que é a realidade que nos aguarda.

É nesse exato momento que a gente pára para pensar se vale realmente a pena continuar seguindo um sonho sonhado há tanto tempo por alguém que já não está mais ali. É, também, esse o momento de pensar em todas as possibilidades de mudança, as consequências do recomeço. Será que essa não é só uma fase ruim? Será que mesmo eu tendo mudado, esse sonho não cabe mesmo dentro de quem eu sou agora? Será que o desânimo não é só o fruto das frustações do caminho? Como responder a todas essas perguntas?

É preciso, primeiro, muita coragem para perceber que algo não vai bem e que todos esses questionamentos estão ecoando no fundo do nosso ser. Não é fácil aceitar que não estamos felizes e que, talvez, seja hora de sair da estrada reta em que sempre nos condicionamos, obcecados por algo que acreditamos estar contida nossa felicidade. Não é fácil sair do comodismo de algo que já nos é conhecido para buscar uma nova rota rumo ao desconhecido. É difícil demais saber qual é o time certo.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo. Esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo de travessia e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre a margem de nós mesmo”, já dizia o sábio Fernando Pessoa.

Sempre ouvi dizer que quando não sabemos muito bem o que fazer, o melhor é não fazer nada. Talvez, essa seja a solução ou o problema da questão. Quando a gente não sabe o que nos motiva a seguir na mesma direção, mas também não sabe o que nos faz querer sair. Estamos exatamente no meio. Isso é muito angustiante! É como se estivesse no meio de uma longa estrada deserta, passam poucos carros por ali, você sabe que caminhou bastante, mas não tem ideia do quanto falta para o fim da estrada. Há momentos em que você pára para descansar e pensa: Será que falta muito ainda? Será que vai valer o esforço? Não é melhor voltar? - Ao menos sei da onde sai! - Então, você levanta e volta a caminhar na esperança de que passe uma carona e falte pouco para a linha de chegada e, principalmente, que valha a pena. A vida é feita de renúncias, escolhas e incertezas. - não temos garantia! – E isso é o que mais nos apavora!- Cada indivíduo tem seu caminho particular e intrasferível precisa passar por suas experiências. Por tudo isso, é preciso estar atento ao que diz seu coração e ter coragem de ouvi-lo – Mesmo que ele te mande começar tudo de novo ou que lhe faça se perder. Como dizia Clarice Lispecto: “Perde-se também é caminho".

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Muitas vezes, o que para nós está dando tudo errado, na verdade, é o certo que só conseguiremos perceber ao fim da caminhada. Por isso, é importante saber a hora de tomar uma atitude, mas ter a sabedoria de permitir que as coisas aconteçam. Eu sei, não é fácil! Mas, temos nosso feeling e se aprendermos a ouvi-lo ele nos levará sempre a melhor direção. Eu não faço a menor ideia de em que parte da estrada me encontro agora. Sai cheio de certezas e hoje não tenho menor ideia do que estou fazendo da minha vida. Não estou acomodado, aguardo apenas um sinal para saber se prossigo ou recomeço. Mas enquanto estou parada aguardando, tenho certeza que há muita coisa acontecendo, dentro de mim. É o momento de me conhecer e reavaliar tudo que sou penso, acredito e quero para minha vida, pois só assim conseguirei ouvir verdadeiramente meu coração e ser feliz. Por isso, valorize esse momento do “não saber”, o momento do ”nada”, pois ele é precioso e pode fazer a diferença em tudo.


SAH

" aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos, por aqueles que não podiam ouvir a música." .
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