blog do pensador

E assim caminha a humanidade...

Demétrio M. Rebello

Engenheiro, Psicólogo, Pesquisador, Professor, Palestrante, Escritor, Blogueiro, Publisher e... Pensador

Nosso Mundo Inconsciente

O mundo das pulsões e dos desejos inatos, e o verdadeiro universo relacionado à formação dos pensamentos humanos, universo esse todo ele próprio, imaterial, subjetivo, atemporal e fora dos padrões usuais de manejo da ciência tradicional, talvez seja uma das últimas fronteiras a serem penetradas e entendidas pelo homem.


Todo ser humano elabora seus pensamentos, ideias e reflexões dentro de um campo próprio normalmente definido como “consciência“. Dentro desse campo o homem pensa, sofre, se alegra, traça objetivo, vive.

A consciência parece um campo energético todo próprio, específico, sem igual e que transcende elementos e conceitos tais como os de tempo e espaço. Logo ela não reside, nem se localiza no próprio homem; ela é abstrata, não é física, é atemporal. Aparentemente ela permeia e traspassa a matéria física; faz parte de tudo o que existe, mas isso talvez não seja um predicado só dela, a consciência.

Aparentemente há algo mais na vida que permeia e faz parte de tudo o que existe, penetra, coexiste. Parece que vivemos em um grande meio, uma grande sopa ou uma grande teia universal, onde tudo o que existe de alguma forma está conectado. Não somos elementos isolados de um Todo; parece que fazemos parte de um Todo, de uma grande sinfonia universal.

Esse “algo “ já foi percebido, sentido e intuído por físicos do século XIX que vieram a nomeá-lo como “éter “. Para provar sua existência Michelson e Morley desenvolveram um famoso experimento que não chegou ao sucesso; hoje a física moderna se volta à pesquisa da chamada “matéria escura“ que aparentemente possui mesmas características.

Independentemente do nome que possamos dar a isso, o senso comum e as próprias vivências humanas nos fazem intuir que existe algo que permeia, traspassa a tudo e a todos. Nesse algo parece residirem as tramas, as reminiscências e os componentes completos ou por se formar das ideias; é o próprio “mundo das ideias“ onde os pensamentos de cada um de nós são gerados, nascem, são iniciados; é um mundo atemporal que a todos pertence ! O acesso a ele é instantâneo.

Elementos buscados lá, trabalhados e juntados às vivências e experiências de quem os acessou se tornam elementos conscientes a essa pessoa; já elementos deixados lá, mas acessáveis de uma forma instantânea e voluntária (ou não), são elementos inconscientes. É um mundo inconsciente que é de todos, pertence a todos: é um inconsciente coletivo.

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Nossos conteúdos conscientes estão sempre em constante contato, interação e mutação com conteúdos inconscientes que “entram sem pedir licença“ (vindos do inconsciente coletivo), mudando, adicionando, enfim mexendo, com esses nossos conteúdos conscientes.

Freud enxergava a existência de um consciente e de um inconsciente pessoal como partes constituintes do mundo mental de uma pessoa. Jung enxergava, além disso, a existência de um inconsciente coletivo diferente daquele que aqui é proposto.

Enquanto pensamos, conteúdos “externos“ vindos do inconsciente coletivo permeiam, traspassam a membrana invisível que se constitui nos “limites de nossa consciência“ e penetram em nosso mundo dos pensamentos tornando-se assim elementos conscientes. Da mesma forma, partes de nossos pensamentos latentes, sob a forma consciente, fazem o caminho inverso através da “membrana “ da consciência tornando-se partes inconscientes, acessáveis quando quero (ou quando não quero).

O inconsciente coletivo parece ser um mundo energético todo próprio e composto por conteúdos tais como: pensamentos, ideias, fragmentos, sentimentos, vontades, desejos, etc... Esses conteúdos, que em sua essência se constituem no inconsciente coletivo, vagueiam por todos os lugares preenchendo a tudo e a todos: são o próprio mundo das ideias.

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Entre todos os mistérios da natureza ainda não completamente estudados pela ciência, esse verdadeiro universo relacionado à formação dos pensamentos, o mundo das pulsões e dos desejos humanos inatos, universo esse todo próprio, subjetivo e fora dos padrões usuais de manejo da ciência tradicional, talvez seja uma das últimas fronteiras a serem penetradas e entendidas pelo homem.


Demétrio M. Rebello

Engenheiro, Psicólogo, Pesquisador, Professor, Palestrante, Escritor, Blogueiro, Publisher e... Pensador.
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