blog do pensador

E assim caminha a humanidade...

Demétrio M. Rebello

Engenheiro, Psicólogo, Pesquisador, Professor, Palestrante, Escritor, Blogueiro, Publisher e... Pensador

O Filho, a Árvore e o Livro

A vida é uma experiência emocionante, delicada, excitante, perigosa, e talvez por isso seja recheada de momentos de alegria e de tensão, os mais variados. Entre todas as experiências que vivemos na vida, talvez o ato de sermos esquecidos com o passar dos séculos subsequentes ao nosso “retorno para casa”, seja o maior medo de um ser humano consciente da efemeridade das coisas.


Há um ditado em nossa cultura que diz que uma pessoa não pode morrer antes de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Na verdade essa “brincadeira” guarda em si uma angústia primordial do ser humano relacionada ao medo de ser esquecido.

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Muitas experiências humanas nos fazem intuir sobre a existência de um caráter único em cada um de nós; “parece que somos especiais, diferentes, não somos iguais à massa”. O sistema, sensível a essa intuição, se encarrega de alimentar isso nos “fazendo ver ” que somos realmente especiais para ele. São criadas então: as entradas Vip, os cheques especiais, os Bancos Personnalité, os cartões de crédito “Platinum “, e assim por diante.

Sabemos, no entanto, que um dia a finitude alcança indistintamente a todos nós; e quando ela chegar ? Seremos um dia esquecidos ?

É interessante vermos pessoas que escreveram seus nomes para sempre e de maneira definitiva na história da humanidade; para essas pessoas parece que a eternidade está garantida sob a forma de sempre serem lembradas: Abraham Lincoln, Albert Einstein, Alexander Fleming, Benjamin Franklin, Caio Júlio César, Jesus Cristo, Leonardo da Vinci, Mahatma Gandhi, Maomé, Michelangelo Buonarroti, Nitiren Daishonin, Sigmund Freud, Winston Churchill, etc...

E nós ?

O medo de ser esquecido parece estar ligado a três perguntas básicas que acompanham inconscientemente o ser humano desde que ele toma contato consigo mesmo, com o mundo ao seu redor, e com seu posicionamento nesse mundo. São elas:

• Quem sou eu ?

• De onde eu vim ?

• Para onde eu vou quando a peça acabar, se é que vou ?

Há uma palestra muito interessante do Prof.º Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor, educador, palestrante, cujo título é “Qual é a tua obra ? “ que fala exatamente sobre isto. Talvez “o filho, a árvore e o livro” possa ser a resposta chave para o fechamento da questão título dessa palestra do Prof.º Cortella, mas será que isto, só isto, basta ?

Temos medo de sermos comuns ou dispensáveis; temos receio de ninguém sentir nossa falta, talvez por isso nunca desliguemos o celular para estarmos sempre na roda, participantes, sendo parte; temos medo de a lembrança a nosso respeito sumir com o passar dos anos subsequentes ao nosso “retorno pra casa”.

Qual é a tua obra ?

Na verdade talvez não precisemos ser um Einstein, um Freud, ou um Gandhi para construirmos uma obra grandiosa nesta vida. Talvez seja suficiente para nós entendermos que, como diz Yair Alon (cabalista), “faz parte de nossa missão acender “velas” buscando trazer claridade à vida de nossos familiares, amigos e conhecidos; todo mundo sabe qual é a sensação de estar ao lado de pessoas que brilham e iluminam com sua história de vida e personalidade.

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Talvez seja esse o tipo de pessoa que devemos almejar ser, assumindo nossa responsabilidade de iluminar e aquecer o mundo ao nosso redor, ajudando, assim, a romper o gelo que por vezes envolve a existência daqueles que nos cercam”.


Demétrio M. Rebello

Engenheiro, Psicólogo, Pesquisador, Professor, Palestrante, Escritor, Blogueiro, Publisher e... Pensador.
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