blog do pensador

E assim caminha a humanidade...

Demétrio M. Rebello

Engenheiro, Psicólogo, Pesquisador, Professor, Palestrante, Escritor, Blogueiro, Publisher e... Pensador

Paixão, Emoção e Felicidade – O Centro das Metas Humanas

A paixão é um estado de ser que conduz o ser humano a uma sensação de completude, de preenchimento e de retorno a um ponto central que o constitui, sendo que o veículo desse retorno são as emoções humanas. Vivemos para viver emoções; são elas que marcam e modelam nossa existência, podendo nos conduzir a outro estado de ser mais elevado dentro da grande aventura humana: o estado de felicidade.


Afinal, que sentimento é esse que invade a alma da gente e nos faz sentir flutuando nas nuvens? Por que isso acontece conosco? Parece que ficamos inebriados com algo que encontramos no outro e que a razão não explica. Que coisa louca é a paixão.

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Inconscientemente parece que o outro nos completa em algo essencial à nossa existência. Olhamos para o outro como a materialização do belo, do perfeito, do ideal. Precisamos do outro como precisamos de alimento; ele nos completa, nos dá vida.

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A vida real carece de sentimentos puros; parece que ela dispensa a beleza e a leveza do idealizado. Vivemos na vida real a rotina do óbvio, e o óbvio é chato, às vezes ele é entediante; ele é o conhecido e o nosso alimento é o desconhecido.

O desconhecido sempre suscitou no ser humano a possibilidade de contato, a possibilidade de acesso, com algo que ele aparentemente deixou para trás em algum lugar do passado.

Reminiscências dele mesmo.

Aparentemente o homem sente isso e busca no desconhecido voltar para sua casa; voltar para seu ponto de equilíbrio.

O estado de paixão conduz o ser humano para mais perto desse ponto de equilíbrio, ou de sua essência, de sua natureza. Ele é um estado de ser e uma das formas mais fortes, puras e bonitas de ele se conectar com esse algo sublime e primordial dele mesmo; um retorno a um ponto central que o constitui. O próprio self.

Sendo a paixão uma das principais emoções inerentes à natureza humana, viver uma vida sem ter tido a chance de experimentar esse estado deve ser algo muito triste, afinal a vida é feita de emoções; as emoções humanas movem o mundo. Não é o dinheiro ou o poder que move o mundo: são somente as emoções.

Queremos dinheiro para viver as diversas emoções que ele pode nos proporcionar.

Queremos poder pelas emoções que ele (o poder) pode nos trazer.

A matéria prima das televisões de todo o mundo são as emoções; só as emoções! Nelas trafegam livremente os esportes com suas diversas fontes de emoção, os filmes, as notícias, as telenovelas, todas fontes puras de emoções.

Os filmes vendem nada mais do que emoções, os parques temáticos também; uma “vida ideal “ talvez pudesse ser definida como uma sucessão de momentos recheados de emoções positivas.

Quando nos lembramos de fatos de nosso passado, quase sempre esses fatos se encontram relacionados a momentos onde existiram emoções, positivas ou negativas, mas que tiveram emoções. O primeiro beijo que demos, o casamento, o nascimento de um filho, uma separação, a morte de um ente querido...

Enquanto as emoções negativas forjam aquilo que somos, modelam nossa personalidade através, muitas vezes, de duras experiências vivenciadas por nós mesmos ou observadas nas vivências dos outros, as emoções positivas preenchem uma necessidade básica do ser humano: a completude, a felicidade.

Aparentemente buscamos um todo, um complemento de, e para, nós mesmos. Esse complemento encontramos nas emoções positivas existentes na vida humana e dentre elas uma que mais se destaca são as emoções geradas pelas paixões ligadas às relações humanas. Sua energia é descomunal.

A emoção é o motor básico, primário e fundamental do ser humano; vivemos para viver emoções talvez porque elas podem nos conduzir a um segundo estado de ser, mais sublime e superior da grande aventura humana: o estado de felicidade.

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Emoção & Felicidade: a base e o centro das metas humanas.


Demétrio M. Rebello

Engenheiro, Psicólogo, Pesquisador, Professor, Palestrante, Escritor, Blogueiro, Publisher e... Pensador.
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