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Felipe Pedrosa

Felipe Pedrosa, ou simplesmente Pedrosa, é jornalista por formação, pós-graduado em jornalismo cinematográfico por opção, aficionado por música, cinema, televisão e literatura, e bastante curioso.

Após show do Los Hermanos, fãs podem sorrir em paz

Os fãs, sempre que o Los Hermanos anunciam uma nova turnê, marcam presença, envolvem-se em cada verso clamado e, após quase duas horas sabendo de onde realmente vem o agrado, voltam para casa à espera do dia em que o azedume será mais uma vez arrancado do peito!


Quem sabe o que é ter e perder alguém? Os fãs de Los Hermanos, desde que o Carnaval teve um quase fim, compreendem muito bem o que é ver a banda predileta — ou os profetas sentimentalistas — partir sem data certa para voltar. É por isso que, sempre que os barbudos do Rio de Janeiro resolvem tocar após a fatídica notícia de que a banda havia entrado em um hiato sem data para acabar, em abril 2007, os seguidores do quarteto do Rio de Janeiro estão lá, cantando a pleno pulmões que “quem sempre quer vitória perde a glória de chorar”.

E, quem vem do lado oposto da banda carioca, na maioria das vezes, está imersa em uma superfície de boas recordações, que fazem das apresentações do Los Hermanos — como a turnê realizada neste outubro de 2015 — experiências catárticas. O passado não tão recente, que vai além do que se vê, instaura no ambiente um clima nostálgico, entusiasmando tanto quem vê o grupo pela primeira vez quanto quem os acompanha desde o sucesso “Anna Júlia” — hit lançado em meados de 1999 e presente no disco homônimo, inclusive, indicado ao Grammy dos anos 2000.

los.jpgFacebook/Reprodução

Fora o tom nostálgico, que já vale juntar as mãos ao redor e relembrar das agruras de amores passados, as atuais apresentações dos Hermanos são menos épicas do que as de outrora. No palco, Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante se divertem menos e, a propósito, não trazem aquela emoção de despedida, como pode ser verificada no show registrado em junho de 2007, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

Quem acompanhou Camelo com a Banda do Mar, por exemplo, conferiu um músico mais alegre, animado no palco e envolto pelas canções apresentadas — incluindo alguns clássicos dos Hermanos. Semelhantemente, Amarante demonstrou maior verossimilhança com a sua atual realidade ao interpretar o repertório da rápida turnê do disco “Cavalo” (2013) — ou até mesmo nos poucos shows que realizou com a banda Little Joy, em 2008.

A postura não tão envolvente dos dois pilares do Los Hermanos, no entanto, não ofusca o brilho de quem tem força pra sonhar e perceber que o repertório da banda carioca foi (ou é) a trilha sonora perfeita para lembrar do teu olhar ao ver a flor, para ter certeza de que meu beijo é teu por direito, para saber que eu encontrei-a quando não quis mais procurar o meu amor, para ter a convicção de que esse é só o começo do fim de nossas vidas. É, realmente, ninguém é maior do que o amor!

Por isso, os fãs, sempre que os Hermanos anunciam uma nova turnê, marcam presença, envolvem-se em cada verso clamado e, após quase duas horas sabendo de onde realmente vem o agrado, voltam para casa à espera do dia em que o azedume será mais uma vez arrancado do peito, trazendo de volta a sensação de sorrir em paz, só de encontrar!


Felipe Pedrosa

Felipe Pedrosa, ou simplesmente Pedrosa, é jornalista por formação, pós-graduado em jornalismo cinematográfico por opção, aficionado por música, cinema, televisão e literatura, e bastante curioso..
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