Thalita Monte Santo

Sou jornalista e um pouco fotógrafa. Gosto de escrever sobre fotografia, cinema nacional e às vezes algumas crônicas da vida.

Cinema para fazer o bem

Pacientes diagnosticados com câncer assistem a filmes durante terapia ocupacional em hospital do Maranhão


Que o cinema tem um poder transformador, por conta de todo seu encanto e magia, isso todo mundo já sabe. Mas agora, além de ser usado como entretenimento, ele está servindo de terapia ocupacional no Hospital de Câncer Tarquínio Lopes filho, Maranhão.

A equipe responsável pela terapia criou o projeto Cinema nas Enfermarias para auxiliar os pacientes internados e, consequentemente, ajudá-los a saírem da rotina exaustiva do tratamento contra o câncer.

“O projeto tem o enfoque terapêutico de minimizar o estresse da internação, melhorar a rotina dos pacientes, contribuir com a qualidade de vida dentro do hospital, além de propiciar um ambiente hospitalar com atendimento humanizado, voltado para, de alguma maneira, melhorar o bem estar de nossos pacientes e acompanhantes”, explica Leilian Carneiro, coordenadora de Terapia Ocupacional do hospital.

Foto-2_Francisco-Campos_SES-_13072013-Projeto-‘Cinema-nas-enfermarias’-melhora-rotina-de-pacientes-internados-no-Hospital-de-Câncer-Tarquínio-Lopes-Filho-1024x576.jpg

Existe todo um cuidado na seleção das obras, onde uma equipe de funcionários os assiste primeiro, para ter certeza de que a mensagem que será passada aos pacientes é positiva e condiz com a ideia do projeto.

Filmes com duração média de uma hora, com histórias leves, estão na lista de seleção. São levadas em consideração as obras que tenham mensagens interessantes e que contribuam para a melhora da autoestima dos pacientes e acompanhantes.

Ao todo, o hospital possui 108 enfermarias. A ideia é que todas elas recebam o projeto que, inicialmente, teria sessões a cada 15 dias, mas a resposta por parte dos pacientes foi tão positiva que a equipe optou por fazer as exibições semanalmente.

“Ficamos surpresas com as reações. Havia pessoas que estavam resistentes e não queriam assistir aos filmes. Depois que viram a primeira vez, há um envolvimento geral e todos têm sugerido filmes e perguntado quando será a vez da sua enfermaria”, enfatizou Leilian.

Foto: © Francisco CamposFoto


Thalita Monte Santo

Sou jornalista e um pouco fotógrafa. Gosto de escrever sobre fotografia, cinema nacional e às vezes algumas crônicas da vida. .
Saiba como escrever na obvious.
version 6/s/// //Thalita Monte Santo