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Um Olhar Sobre O País em 3 Dimensões.

Márcio Ferreira

É pianista, amante de futebol, livros, cinema, doces e um bom café. Nas horas vagas, é economista formado na FACAMP e mestrando em História Econômica pela UNICAMP. Fissurado pelo país em que vive e por todas as suas jabuticabas.

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    O “Menino de engenho” e a particularidade da formação nacional

    Em nosso texto, buscamos mostrar que o primeiro romance de José Lins do Rego ajuda na compreensão teórica e cotidiana da nossa particularidade, afastando o leitor dos lugares comuns, dos preconceitos, da importação de uma interpretação sobre o nosso processo de modernização econômica, social, política e cultural. Ao conferir concretude e materialidade ao Brasil arcaico, à vida no engenho, a obra de Zé Lins ampliou o escopo de compreensão da formação nacional, seja de uma perspectiva teórica, escolástica ou de uma perspectiva cotidiana, fundamental para criarmos nossos mitos, nossas lendas e nossa identidade como povo e nação.

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    O que a Campanha de 1950 tem a nos ensinar?

    A Campanha de 1950 e o seu retrato na imprensa do Rio de Janeiro foram temas da pesquisa de Luís Ricardo Araújo Costa, Bota o retrato do Velho outra vez”. Ao reconstituir os embates, foi possível compreendermos que o partidarismo da imprensa, que atualmente é tratado como uma contradição com o “fazer jornalismo”, concorreu para conscientizar as massas das disputas entre os projetos que norteariam o processo de desenvolvimento econômico nacional.

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    O "Estorvo" e a Economia Brasileira

    A leitura do livro "Estorvo" e a sugestão da crítica de Roberto Schwarz nos tentaram a compreender o primeiro romance de Chico como uma interpretação do Brasil contemporâneo. Sem nos aprofundarmos sobre algumas questões e dentro dos nossos limites, pensamos que o livro é um excelente representante de uma época, a década de 1990, e do sentimento de frustração, que a geração, derrotada pelo Golpe civil-militar de 1964, sentiu com o processo de redemocratização lenta, gradual e segura.

  • Trabalhadores na arquibancada
    Petrópolis, 1o de maio de 1954

    Este artigo é uma transcrição do histórico discurso do presidente Getúlio Vargas quando das comemorações do primeiro de maio de 1954. Revive um período que já passou, em que se constituíam no país as bases do Estado moderno. A atualidade é indiscutível e mostra o quão pouco avançamos, se é que não retrocedemos, na questão social e nacional do país.

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    Passado Perfeito: uma história das pessoas e de Cuba

    Este texto confronta minhas expectativas com o que encontrei no romance. Não vou, porque não tenho meios por que fazer, dissecar enredos, desfechos e viajar sobre os personagens. Queria compartilhar as excelentes impressões que tive. O que me motivou ir atrás da obra de Padura foi, antes do tipo de livro, seu país de origem, a pequena Cuba, cuja história e revolução ainda hão de inspirar muitas gerações, principalmente na nossa condição periférica e subdesenvolvida na América Latina e Caribe. Assim como os autores russos, esses países "muito loco" têm pessoas que podem nos contar certas coisas triviais mas com outras perspectivas, outras formas de olhar. Vamos ao texto?

    OBS: acredito que não tenha dado grandes spoilers, porque há apenas uma contextualização da trama, dos personagens, dos ambientes etc.

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    O Café na Construção Econômica do Brasil

    Ainda que não foquemos num livro específico, este texto tenta mostrar, do ponto de vista econômico, algumas das possíveis origens da fama do café no nosso convívio. Companheiro de muitas pessoas nas escolas, nas ruas, nos campos, nas construções, no trabalho e nas manhãs e tardes, o café é indispensável.

    Encontrei recentemente um livro de Mario de Andrade chamado "O Café" (ou simplesmente "Café", não me recordo), cujo título indica a conexão mais direta entre a literatura e o nosso companheiro. Alguém saberia de algum outro?


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    Literatura e Economia? Ahn? Como assim?

    Este artigo tem como objetivo discorrer sobre a literatura brasileira e o processo histórico em que caminha a economia brasileira. Fazer a ponte entre duas áreas do conhecimento - Literatura e Economia - não é tarefa fácil, de modo que nossa proposta encerra-se nas linhas gerais em que essas áreas tocam-se no decorrer do desenvolvimento social brasileiro, observado a partir de 1930.