Elsa Afonso

Formada em Jornalismo. Entusiasta das palavras, das ideias e das escolhas. Consegue ver em tudo uma pontinha de comédia, e gosta de (escrever) coisas descabidas.

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    A música dos Vampire Weekend, muito mais que palavras soltas

    Há quem considere que a banda nova-iorquina é pretensiosa, e há quem reconheça que as suas canções estão cheias de mensagens subliminares.

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    A serenidade que começa aos 30

    Então sejamos sinceros, ter 30 é melhor do que ter 20. Não porque tenhamos tudo aquilo que não tínhamos aos 20, mas porque sabemos lidar com o que temos e, principalmente, com o que nos falta. Encaramos tudo com mais calma. Temos a mesma vontade e a mesma energia, mas sabemos onde usá-la e como não a desperdiçar.

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    Querida Frances

    Uma carta à protagonista do filme de culto indie “Frances Ha”.

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    Entre o génio e a controvérsia - breves linhas biográficas sobre Woody Allen

    Ter-se-á descrito nas suas próprias palavras como um “militante freudiano ateísta”. Controvérsias à parte, Woody é o homem que respira Nova Iorque, e inspira cineastas, humoristas, e pessoas que, na generalidade, sabem rir delas próprias.

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    Girls - Um final muito pouco convencional

    A autora da série construiu um caos organizado à volta de cada personagem, que nos levou até a acreditar, a um certo ponto, que estas mesmas estariam a desenvolver-se e a adquirir uma determinada direcção. Mas Lena Dunham é uma promíscua amante da realidade.

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    Há que começar de novo, outra vez

    Quantas vezes posso começar de novo? As vezes que eu quiser.
    Não fomos feitos para calar as decepções, para aguentar tristezas ou assumir compromissos com a eterna desilusão. Cada novo começo é um tiro no escuro, uma exposição a tudo o que pode dar errado, mas também a tudo o quanto pode dar certo.

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    Pedro Almodóvar, o homem que ama as mulheres

    Em tempos, fui uma adolescente perdida num mundo de heróis masculinos, até que Pedro Almodóvar me mostrou que eu também posso ser uma heroína. Ele é mais do que um dos mestres do cinema europeu. Ele tem uma peculiaridade que outros não conseguiram ter. Num mundo em que até nós mulheres vemos através dos olhos de um homem, ele é o homem que vê através dos olhos de uma mulher.

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    Tudo o que eu vou fazer hoje é nada

    Às vezes temos que ficar de fora. Às vezes é preciso não fazer nada mesmo. Fazer nada é mais difícil do que se pensa. Mesmo quando o nosso corpo sucumbe à preguiça, a nossa cabeça viaja por um milhão de lugares. Se sabemos descansar o nosso corpo, também conseguimos descansar a nossa mente.

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    As redes sociais e os semideuses de Pessoa

    Se já há um século atrás, Fernando Pessoa através de Álvaro de Campos escrevia sobre não haver gente no mundo, o que teria o poeta a dizer agora, se usasse as redes sociais? Hipoteticamente.
    Será o exibicionismo da proeza e a supressão da falha, uma condição eterna do ser humano e que as novas tecnologias vieram amplificar?

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    O feminismo controverso do FEMEN

    Há quem concorde e quem discorde com os propósitos do grupo feminista FEMEN. Não são os ideais que estão em causa, mas a forma de protesto. Os seios descobertos como principal arma de combate contra o abuso e a discriminação sexual.

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    O alegre destino do Fado

    O Fado não morreu quando era novo. É a música que teima em reinventar-se. Os infortúnios geracionais são outros, por ventura, não muito distantes. Continuamos sim a deitar-nos cheios de penas. E cheios de penas nos levantamos. O Fado não morreu com a Maria Severa, nem com o Marceneiro. Tão pouco morreu com a Amália e não há-de morrer connosco.