café pósmoderno

Literatura, sociedade, psicologia e política.

Marcio Sales Saraiva

Marcio Sales Saraiva é escrevinhador. Autor de “O pastor do diabo” (Metanoia, 2017) e organizador da antologia “16 contos insólitos” (Mundo Contemporâneo Edições, 2018), prepara-se para lançar este ano o seu “Engenho de Dentro e outros contos de aprendiz”.

  • A SOMBRA QUE EM MIM HABITA

    Não adianta fugir do mundo sem aprender a lidar com seus próprios conflitos internos. A Sombra sempre emerge quando mais tentamos recalcá-la seus supostos conteúdos indesejáveis. A chave é integração, diálogo, equação interna.

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    A MATURIDADE CHEGA AO FINAL DO DIA, DE TARDINHA

    Mário Raul Morais de Andrade (1893-1945) marcou - com "Remate de Males" (1930) - uma mudança no modernismo brasileiro no caminho da reflexão e do mundo interno, deixando-nos preciosas poesias.

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    30 FRASES DE MARIO QUINTANA PARA RIR E PENSAR

    É neste livro que Mario Quintana (1906-1994) demonstra quase tudo o que pensa a respeito do fenômeno literário: autor, obra e leitor. Neste sentido, é também um livro riquíssimo para entender a teoria poético-literária defendida por Quintana.

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    A DIFÍCIL ARTE DE ASSUMIR O AMOR PELO AMIGO

    Vivemos um contexto de avanço da extrema-direita e da violência homofóbica. É louvável que tenhamos um romance de formação que envolve um relacionamento ambientado no tradicionalíssimo Colégio Militar. É um contraponto ao conservadorismo hipócrita que tenta ridicularizar as relações homoeróticas, patologizá-las ou torná-las invisíveis na sociedade.

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    O ASSUJEITAMENTO FELIZ AO FASCISMO

    Visionário, Huxley construiu um romance onde as sombrias possibilidades de um futuro totalitário (penso aqui nas críticas da Escola de Frankfurt e no conceito de “gaiola de ouro” do sociólogo Max Weber) — que estavam apenas em leve gestação na sua época — se transformam em traços dominantes da sociedade global com gerenciamento técnico-científico e sem caráter brutal repressivo (esta é uma diferença com “1984” de G. Orwel), pois as castas se assujeitam alegremente a dominação. “Sabem” que o melhor é viver em Novo Mundo ao invés de arriscar algo novo.

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    A primavera de Vivian Pizzinga

    Vivian Pizzinga é escritora e psicóloga. Ela traz na sua escrita ficcional diversas questões do mundo interno e dos encontros-desencontros relacionais, mas não fica nisso. Seus contos refletem uma riqueza de questões humanas que se escondem no jogo [aparentemente banal] do cotidiano.

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    Nós estamos internados no Sanatório Berghof

    Este livro — uma viagem ao mundo interno — me deixará algumas marcas: as profundas reflexões sobre a complexidade do que chamamos tempo, a doença, o contraditório em todo ser humano e a morte/finitude.

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    Que tal uma “Novena para pecar em paz”?

    Esta é uma antologia de contos escritos por mulheres que afirmam o feminino em sua potência e ambiguidades existenciais.

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    O “CLÃ DO JABUTI” e os 126 anos de Mário de Andrade

    Mario de Andrade (1893-1945, faleceu com 51 anos) foi escritor, crítico literário, musicólogo e também um estudioso do folclore, da etnografia e da cultura brasileira, expressando tudo isso em seu livro “Clã do Jabuti", originalmente lançado em 1927.

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    A ALGOZ

    Porque o contrário do amor é a indiferença.

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    CLARICE

    Elvira e Mirna formavam um casal atravessado pela presença de Clarice. O ciúme poderá se transformar em desejo de introjetar o outro em si? O poliamor é impossível?

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    Voltar ao Partido Comunista e reassumir o caminho de libertação do povo brasileiro

    Na batalha política concreta, ou ficamos ao lado dos que lutam pela justiça e igualdade, ou contribuímos com os que mantém a injustiça, as desigualdades sociais e a exploração mais perversa e desumana.

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    Gente de bem
    Chegamos ao consultório. Ela atrasada e ofegante. Eu apenas de acompanhante. Depois de falar com a recepcionista, sentou. Eu ao lado, lendo. — Senhora Terezinha! Levantou-se e adentrou à alcova do cardiologista. O mais famoso do subúrbio. Já ...
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    Um café?
    — Há muito sofrimento na indecisão. Paralisado, sinto na alma o fardo da liberdade, como dizia Sartre. Afundo-me no emaranhado de possibilidades e invejo a simplicidade dos parvos que enxergam apenas A ou B. Eu não. Vejo um alfabeto de caminhos ...
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    O Ancião
    — Sei que fui correto e o resultado foi bom, mas ele detestou. Será que eu fiz merda? — Você gostou do que fez? Miguel andava de um lado para outro, aflito. Acendia um cigarro no outro. Aluado. — O que será que as pessoas vão pensar? Ele ...