café pósmoderno

Literatura, sociedade, psicologia e política.

Marcio Sales Saraiva

... e começou a buscar sentido numa sociedade que perde seus velhos laços sociais para viver o espetáculo do consumo e da neurose narcisista. Sou apenas uma narrativa no caos, um recorte ou uma janela. Se for prazeroso para você, fique aqui e tome um café comigo.

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    A primavera de Vivian Pizzinga

    Vivian Pizzinga é escritora e psicóloga. Ela traz na sua escrita ficcional diversas questões do mundo interno e dos encontros-desencontros relacionais, mas não fica nisso. Seus contos refletem uma riqueza de questões humanas que se escondem no jogo [aparentemente banal] do cotidiano.

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    Nós estamos internados no Sanatório Berghof

    Este livro — uma viagem ao mundo interno — me deixará algumas marcas: as profundas reflexões sobre a complexidade do que chamamos tempo, a doença, o contraditório em todo ser humano e a morte/finitude.

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    Que tal uma “Novena para pecar em paz”?

    Esta é uma antologia de contos escritos por mulheres que afirmam o feminino em sua potência e ambiguidades existenciais.

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    O “CLÃ DO JABUTI” e os 126 anos de Mário de Andrade

    Mario de Andrade (1893-1945, faleceu com 51 anos) foi escritor, crítico literário, musicólogo e também um estudioso do folclore, da etnografia e da cultura brasileira, expressando tudo isso em seu livro “Clã do Jabuti", originalmente lançado em 1927.

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    A ALGOZ

    Porque o contrário do amor é a indiferença.

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    CLARICE

    Elvira e Mirna formavam um casal atravessado pela presença de Clarice. O ciúme poderá se transformar em desejo de introjetar o outro em si? O poliamor é impossível?

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    Voltar ao Partido Comunista e reassumir o caminho de libertação do povo brasileiro

    Na batalha política concreta, ou ficamos ao lado dos que lutam pela justiça e igualdade, ou contribuímos com os que mantém a injustiça, as desigualdades sociais e a exploração mais perversa e desumana.

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    Gente de bem
    Chegamos ao consultório. Ela atrasada e ofegante. Eu apenas de acompanhante. Depois de falar com a recepcionista, sentou. Eu ao lado, lendo. — Senhora Terezinha! Levantou-se e adentrou à alcova do cardiologista. O mais famoso do subúrbio. Já ...
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    Um café?
    — Há muito sofrimento na indecisão. Paralisado, sinto na alma o fardo da liberdade, como dizia Sartre. Afundo-me no emaranhado de possibilidades e invejo a simplicidade dos parvos que enxergam apenas A ou B. Eu não. Vejo um alfabeto de caminhos ...
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    O Ancião
    — Sei que fui correto e o resultado foi bom, mas ele detestou. Será que eu fiz merda? — Você gostou do que fez? Miguel andava de um lado para outro, aflito. Acendia um cigarro no outro. Aluado. — O que será que as pessoas vão pensar? Ele ...
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    O custo de ser si mesmo

    Quem é você na democracia de multidão?

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    A corrupção como marca estrutural da democracia oligárquica

    Fiquei feliz, claro, com o afastamento de um ícone do conservadorismo, da homofobia e da pilantragem em nome de Jesus. Esse ícone é o deputado federal Eduardo Cunha, eleito por parcela significativa do Rio de Janeiro. Caiu Cunha!? A democracia está infestada de Cunhas e Renans! Ele, desde os tempos de Collor e Telerj, é apenas uma peça dessa engrenagem onde as oligarquias financeiras-políticas comandam o sistema representativo como espetáculo e farsa. Vejam a aceitação do impeachment na Câmara e agora no Senado com 15 votos favoráveis e 5 contrários ao relatório do tucano Antonio Anastasia. O que significam aqueles discursos, aquelas pessoas?

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    A ponte dos suicídios: o que podemos aprender com a tragédia?

    É válido dizer que nem tudo se resume à tragédia. Destacam-se momentos reais de solidariedade e esperança, dentre os quais um fotógrafo impede uma moça de saltar, agarrando-a pela blusa e puxando-a de volta para a parte segura da ponte. Há também o depoimento de um jovem que sobreviveu à queda com o curioso auxílio de uma foca.

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    Somos apenas o que podemos ser

    Este é o drama que somos. Incompletos e desejosos de algo que sempre, para nosso desespero, nos escapa. Somos uma lacuna em busca de um preenchimento impossível, posto que a falta é justamente a marca de nossa própria humanidade.

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    Marcela Temer na VEJA: O bafafá da uma narrativa

    Há no imaginário social a ideia de “golpe do baú”. Muitos murmuraram. E se esse Temer fosse pobre? Ela, considerada bonita (participou de dois concursos de miss no interior), branca, formada em direito sem nunca exercer a profissão, sem experiência de trabalho (foi recepcionista, só) e que aos 20 anos casa com seu primeiro namorado sério, justamente Michel Temer. Mulher golpista e interesseira? Amante do dólar ou do euro? Não seria também machismo ofender assim Marcela Temer?