café pósmoderno

Literatura, sociedade, psicologia e política.

Marcio Sales Saraiva

Marcio Sales Saraiva é escrevinhador. Autor de “O pastor do diabo” (Metanoia, 2017) e organizador da antologia “16 contos insólitos” (Mundo Contemporâneo Edições, 2018), recentemente lançou seu “Engenho de Dentro e outros contos de aprendiz” (Mundo Contemporâneo Edições).

A literatura policial de Gunther Schmidt de Miranda

Escritor de terror e livros policiais, Gunther Schmidt de Miranda é gaúcho, ex-sargento da Força Aérea Brasileira (especialista em armas e munições) e policial civil no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira literária participando de antologias diversas – principalmente nos gêneros policial e terror – tendo como livros solo “O Caso Helena”, “O Caso dos Números”, “Banquete das Taças Quebradas” e “O Caso dos Dois Invernos”. Já em parceria com Marcos Snatil Machado, escreveu “Guia de Segurança Pessoal” e, com Jayme Rosa Neto, “Guia Básico de Armas, Munições e Tiro”. Conheça um pouco mais sobre este brasileiro apaixonado.


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Nosso CAFÉ PÓS-MODERNO recebe Gunther Schmidt de Miranda que irá responder 13 perguntas e deixar um fragmento.

1- Quando você começou a escrever?

Meu primeiro encanto com a Literatura foi nos tempos de Colégio, mais exatamente no Colégio Santana (Santa Maria – RS) onde fui vencedor no encontro literário dos alunos na modalidade “crônica”. Ano seguinte, aprovado para a Escola de Especialistas da Aeronáutica, mergulhei na literatura técnica, principalmente as publicações sobre armas e munições. Neste momento tentei redigir um diário - uma fantasia sobre o que me cercava – no papel e caneta… Perdeu-se em minhas andanças. Já fora das fileiras, continuei a produzir literatura técnica, devido os cursos que realizava; entretanto, num momento em que estava sobrecarregado de trabalho, usei a arte como válvula de escape e refúgio do alcoolismo. Desde então, não parei!

2- Escrever é um dom ou consequência de muita leitura e transpiração?

Não há dom sem Inspiração (Dele) que não seja lapidado. Confesso gostar de escrever os gêneros policial e terror, fatos que vejo constantemente em meu trabalho… Além disso, gosto muito de andar pela cidade em transporte público, dando-me tempo para ver as pessoas e conjeturar… Por que está feliz? Ou triste? Como se feriu? Para quem está ligando tão alegre? … Assim vou construindo minhas ficções!

3- Quais os “clássicos” da literatura você mais admira? Quais autoras e autores influenciaram tua escrita?

A série “Vaga Lume” foi uma grande companheira da minha infância seguida das obras de Monteiro Lobato. Simples, curtas e diretas!

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4- E na cena literária atual... Quem você já leu e gostou muito? Quem você indica, entre os contemporâneos, para as pessoas lerem?

Ricardo Labuto Gondim (principalmente no livro “B”), Jô Soares (“Xangô de Baker Street”); Cristiane Kumenauer (“A Máscara de Fladres”)… Sou apaixonado pela literatura nacional! Na minha opinião, nada deve aos estrangeiros!

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5- Neste momento, qual é o livro que você está lendo?

Como estou em fase criativa, para não sofrer influências, privo-me de romances, filmes e séries. Porém, busco nas Escritas Sagradas amparo e Inspiração.

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6- O que você já publicou até aqui? Foi difícil publicar?

Inegavelmente o caminho do escritor iniciante, no Brasil, é muito difícil! Há muito pouco apoio por parte das editoras pequenas e médias por parte de propaganda… O escritor deve ter uma participação contínua em redes sociais e eventos literários diversos… Desta forma, tendo em vista tempo e meios gastos fica muito difícil o primeiro passo dessa carreira. Apesar destes entraves, nasceram “O Caso Helena”, “O Caso dos Números”, “Banquete das Taças Quebradas” e “O Caso dos Dois Invernos” .

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7- Se alguém deseja conhecer sua produção literária, você recomenda começar por onde?

“O Caso Helena”! Curto, direto e simples.

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8- Prosa ou poesia? Conto, novela ou romance?

Como diria um amigo, “sou como corvo: não canto e nem pio!”. Infelizmente não tenho o dom pra poesia, sobrando-me a prosa. O meu início foi em contos, principalmente através das antologias que participei; entretanto, após escrever tantos romances com mais de cem páginas, SOU APAIXONADO POR ESSA MODALIDADE!

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9- Se ainda não dá para viver só de literatura, como você sobrevive?

Minha vida funcional é SERVIR AO PÚBLICO. Inicialmente pelas asas da Força Aérea Brasileira; atualmente, defendendo quem precisar. Falta alguns anos para me aposentar, momento em que me dedicarei inteiramente aos romances e ficções, com uma pitada – forte – de realidade.

10- Algumas escritoras e escritores fazem depoimentos de cunho político outras defendem a “arte pela arte”, uma autonomia entre fazer literatura e o contexto sociopolítico. Em sua opinião, qual a relação entre arte (ou obra literária) e a política?

Segundo um professor de língua portuguesa que orientou-me em minha infância, “Todo o escritor tem um dever social e histórico em suas obras”. Acredito ser impossível um autor não inserir em seu texto os valores que imperam em sua mente. Desta forma, independente de gênero, ambientação, momento temporal em que a trama se desenrola, sempre teremos elementos da realidade (ou esperanças) vigentes nas ideias do escritor, sejam positivas ou negativas sobre o tema abordado. Em minha opinião, qualquer arte (literatura, pintura, música…) ela será valorizada e propagada conforme os interesses de seus apoiadores.

11- Em que momento da vida você sentiu... “eu sou escritor”.

No instante que vi um ligeiro conto juvenil ser escolhido, acreditei que eu tinha potencial… Apesar das participações, obras em antologias ou duplas, ainda não vejo como o escritor que desejo ser. Considero-me pouco participativo com o público (por falta temporal) e ainda não fui contemplado com nenhum título literário assim como ainda não tenho uma publicação acima da Linha do Equador.

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12- Seus livros são sempre ambientados no Brasil. É isso mesmo?

É porque AMO ESSE PAÍS! Mesmo com suas mazelas, acredito que é um Titã adormecido que despertará quando TODOS os brasileiros vibrarem nossa história, nossa cultura e fizer brilhar todas as nossas ricas almas.

13- Qual é seu próximo projeto literário? Ainda este ano?

Infelizmente minha vida funcional anda atribulada e, sinceramente, gostaria de realizar outro lançamento nesse ano… Algum “O Caso...”. Além desta linha policial, gosto de escrever o gênero “terror” (com algum inspetor na trama) e penso, em breve, poder presentear o público com algo assim.

Deixe uma poesia, frase ou fragmento de texto de sua autoria:

Força e honra!

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Onde encontrar Gunther Schmidt de Miranda?

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Os livros podem ser adquiridos na Amazon entrando aqui.

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Marcio Sales Saraiva

Marcio Sales Saraiva é escrevinhador. Autor de “O pastor do diabo” (Metanoia, 2017) e organizador da antologia “16 contos insólitos” (Mundo Contemporâneo Edições, 2018), recentemente lançou seu “Engenho de Dentro e outros contos de aprendiz” (Mundo Contemporâneo Edições). .
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