cálamo

Escrever porque a vida pede. E não é bom deixar a vida esperando.

Sabrina Gomes

Ser “Human”

Uma sinestesia de cores, lágrimas e risadas se misturam em um mesmo documentário. Desfragmentamos tabus, desmitificamos preconceitos e mitos, desenvolvemos o amor pelo que o ser humano tem de melhor e de maneira nua e crua encontramos a essência da vida e o que nos torna Humanos.


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Arthus-Bertrand é francês, jornalista, fotografo, ambientalista e produziu um espectáculo de cores e sentimentos. É assim que começamos a descrever o produtor do documentário “Human”, humano em português.

Com uma duração de 191 minutos unindo todos os volumes, o documentário é uma abordagem profunda, além das aparências e dos estereótipos. Humano, leva cada telespectador a mergulhar nas vivências e experiências do outro.

Em uma viagem ao redor do mundo que durou 3 anos visitando 60 países, Bertrand, conta histórias reais de pessoas reais, o que é retratado desde os traços faciais até o sotaque no modo de falar e no olhar de cada personagem.

A produção não apresenta grandes cenários nem efeitos especiais, nem grandes ângulos ou movimentos. O que nos prende e o que nos fascina são histórias de pessoas homossexuais que não foram aceitas por alguém, são relatos de pobreza extrema, de trabalho escravo, violência, amor, verdadeiro amor, de guerra e de paz, superação e frustração.

O que nos torna humano? Não é tão difícil responder se pararmos pra pensar na grandeza de nossas vivências, no prazer e na dor de nascer, crescer, viver e morrer.

O filme está disponível em seis línguas: francês, inglês, português, espanhol, russo e árabe, nos ensinando em 200 depoimentos que é preciso olhar pra dentro para rever e reler nossas flores, nossa vida e nossos amores. Mas também é preciso olhar pra fora, para o interior do outro. Por mais difícil que seja.

Que possamos olhar nos olhos e entender quais linhas foram usadas para tecer a história daqueles que nos rodeiam e daqueles que cruzam as nossas vidas. Que cuidemos uns dos outros, porque ser humano é ser um contador de histórias ambulante, um tecido especial feito de muitas linhas e costuras. Sejam elas claras ou escuras.


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