calledos

na calle 2 passa um feirante: levando flores abismos etc etc

Fabricio Garcia

gostaria de pensar que estão aqui me lendo porque se identificaram de alguma forma com o que escrevo. o problema é que eu sou tão de humanas que não sirvo nem pra contar vantagem. e-mail: [email protected]

A famigerada busca pela felicidade

Sobre encontrar um ponto de apoio e agarrar-se a ele o mais forte que pudermos.


10338682_671212296283044_7709394972378109411_o.jpg Ilustração por Luiza Veras

Tem um menino, Yoñlu, não sei se vocês conhecem; esse menino, no dia em que se matou, deixou uma carta aos pais e nessa carta ele dizia acreditar que a cadência e a harmonia certas, no momento certo, podiam despertar qualquer sentimento, inclusive o de felicidade nos momentos mais sombrios. Yoñlu se referia à música: era lá que ele se encontrava quando nada mais parecia estar certo. Yoñlu fez da música a sua válvula de escape, como tantas e tantas outras pessoas nesse mundão.

Funciona assim: a gente se agarra àquilo que parece nos deixar mais fortes e fazemos isso por um motivo óbvio: é difícil passar pela vida sem algo para se apoiar. Tem gente que se apoia na religião; Yoñlu se apoiou na música. Eu? Eu me apoiei na escrita. Fiz dela o meu ponto de apoio pois escrevendo eu tenho a sensação de conseguir ordenar todos esses pensamentos que costumam vir descompensados, sem cadência ou harmonia certas. Escrevendo eu tenho a sensação de que as coisas se ajeitam. Escrever me faz feliz.

A questão aqui é procurar um ponto de apoio. Procurem-no. Ao encontrá-lo:

  1. Certifiquem-se de que seu ponto de apoio é forte o suficiente.
  2. Agarrem-no com a maior força possível.
  3. Lembrem-se de que, por mais forte que ele seja, a verdadeira força está dentro de cada um de nós.

A busca pela felicidade é uma busca constante. O caminho pode ser complicado, tortuoso. Cabe a nós (e somente a nós) deixá-lo mais fácil.

Sigamos juntos.


Fabricio Garcia

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