caminho entre devaneios

Um espaço para discutir sobre nossa contemporaneidade cotidiana

Adolfo Brás Sunderhus Filho

Entender a fluidez de nossa sociedade nos leva a entender nós mesmos como seres sociais.

VIDA, ESCOLHAS, CAMINHOS, PORTAS

O que é a vida se não uma profusão de escolhas, de caminhos, de passos, de momentos? Nada mais é a vida do que esse todo que simplesmente é e que será a todo instante. A vida é isso, e sempre será. E devemos ser isso e assim viver.


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Por entre sombras que empalidecem tudo que se passa em nossas vidas muitas vezes nos pegamos a olhar para o horizonte e a pensar em tudo que aconteceu, aconteceria e acontecerá. É uma exercício inevitável que muitas vezes fazemos e que se torna muito necessário para que possamos pesar até onde nossa vida chegou, se a mesma chegou onde queríamos e quais as direções que ela pode tomar.

Nem sempre escolhemos de forma correta aquilo que queremos ou que fazemos, isso é algo mais do que inegável. Mas, quando escolhemos, fazemos tal escolha pois naquele momento ela pareceu a melhor, a mais sensata, a correta, a que nos traria mais felicidade ou, pelo menos, a que teria consequências menos desastrosas para nós. Mas, são escolhas e toda vez que escolhemos automaticamente estamos negando outras possibilidades, outras realidades, outras conquistas, outras vivências.

Não temos bolas de cristal em nossa vida e assim é melhor que não tenhamos pois se tivéssemos, talvez ao olharmos para os momentos de dificuldade, de tristezas, deixaríamos de escolher aquelas possibilidades, aquelas portas, aqueles caminhos. E ao deixarmos de escolher simplesmente deixaríamos de viver momentos únicos de felicidade que acontecem conosco, que simplesmente ocorrem de maneira corriqueira, de maneira aleatória, sem que percebamos, nem nos demos conta do quão importantes os mesmos foram para nós naquele instante tão singelo e rápido.

Pois a vida é feita dessa forma. De um conjunto de momentos que simplesmente ocorrem de maneira a nos levar para destinos os quais não fazemos a mínima ideia de que ocorrerão. Mas, simplesmente ocorrem e nos fazem ser o que somos, ter o que temos, viver o que vivemos, sorrir com o que sorrimos, chorar com o que choramos.

Que vivamos nossas vidas únicas, nos caminhos incertos das portas que entramos, nos resultados das escolhas que temos. Que sejamos pessoas em constante construção, numa vida em constante mutação. Pois o rio que passa agora, não é o mesmo de ontem, e o homem que se banha agora, não é o mesmo de ontem.


Adolfo Brás Sunderhus Filho

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