caminho entre devaneios

Um espaço para discutir sobre nossa contemporaneidade cotidiana

Adolfo Brás Sunderhus Filho

Entender a fluidez de nossa sociedade nos leva a entender nós mesmos como seres sociais.

MULHERES, MÃES, TER, SER

O mês de maio tem chegado ao fim, o mês no qual lembramos de nossas mães, ressaltamos a importância delas em nossas vidas, nossa formação, nossa existência. Um reconhecimento que deve ser diário, mas que se intensifica nesses 31 dias do quinto mês do ano. Agora, nem todas as mulheres que tem filhos são realmente mães. Algumas simplesmente colocaram uma criança no mundo, outras se transformaram com a maternidade.


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É simplesmente incrível, pelo menos eu acho, ver uma mãe de verdade. Admiro e muito aquela mulher que é mãe mesmo. Não estou falando simplesmente de uma mulher que tem filhos. Não mesmo. Há uma grande diferença, mesmo que não pareça, entre a mulher que tem filhos e aquela mulher que é mãe. Uma diferença sutil, mas que para a criança é uma diferença enorme.

Uma mulher que tem filhos é muito simples de você identificar. É só prestar atenção. A mulher que tem filhos é aquela que trata seus filhos, suas crianças, como se elas fossem um estorvo, como se elas fossem um atraso na vida delas. A mulher que tem filhos fica feliz quando deixa a criança na escola e passa pelo portão da escola com um sorriso de alívio, pois ficará algumas horas sem ter de cuidar de seu rebento. Uma mulher que tem filhos não hesita em aceitar um convite para sair, mesmo não tendo, naquele momento, com quem deixar seu filho. Não, ela não hesita. Ela aceita o convite e logo em seguida liga pra primeira conhecida, mesmo que seja aquela vizinha com a qual ela mal troca bom dia, pra pedir que fique com a criança, mentindo e dizendo que tem um compromisso inadiável de última hora. Aí ela sai, enche a cara, chega tarde em casa e nem se dignifica em olhar no quarto da criança pra ver como ela está dormindo. Uma mulher que tem filhos leva qualquer homem para a casa dela e nem se preocupa com o fato de que o trânsito de diferentes seres masculinos na casa dela podem trazer algum trauma ou algum desconforto para a criança. A mulher que tem filhos não se preocupa em educar sua criança. Acha que toda e qualquer educação quem dá é a escola e trata o filho como se fosse um bichinho de estimação (e ainda há aquelas que tratam melhor o cachorro e o gatinho).

Já as mulheres que são mães estão em um outro patamar. As mulheres que são mães são seres superiores, serem inigualáveis. São mulheres fortíssimas, que tem o poder de transpor toda e qualquer barreira para que a felicidade de seus filhos seja alcançada. As mulheres que são mães educam seus filhos e filhas de verdade. Não deixam que estranhos quaisquer cuidem de suas crianças. Não hesitam em recusar um convite para sair, pois afinal de contas elas tem de cuidar de seus filhos em primeiro lugar. Elas vivem em função de seus filhos. Elas amam muito mais os filhos do que a elas mesmas. As mulheres que são mães tem um brilho no olhar, uma suavidade na voz, um jeito diferente até de escrever quando estão falando de seus filhos e até quando estão falando de coisas que não tem nada a ver com suas crianças. Elas tem uma maturidade belíssima. São mulheres que exalam beleza, que brilham por natureza. São mulheres fortes, são mulheres únicas.

Admiro as mulheres que são mães, pois elas sim são as mulheres mais incríveis e interessantes que existem no mundo. São mulheres de verdade. São mulheres que me chamam a atenção, mais que qualquer garotinha linda e fruto de academia que exista por aí. Elas tem conteúdo, tem vida, tem bagagem. São belas no sentido mais bonito da palavra, são belas por dentro, belas em sua cabeça, belas em seu conhecimento, belas em seu coração.


Adolfo Brás Sunderhus Filho

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