carpinteiros do universo

Fatias das delícias e insanidades do nosso cotidiano.

Bruna Girardi Dalmas

Não existe uma pílula para cada problema de nossas existências. Mas, ficar estacionado em nossas zonas de conforto não é a melhor saída. Vai ficar aí estacionado ou vai desenvolver algo criativo? Aqui você encontrará pílulas de inteligência embaladas em recortes dos mais variados temas para sacudir o cotidiano e preenche-lo de cores bonitas.

o filho eterno

O Filho Eterno, longa - metragem brasileiro é um convite para pensar a respeito das nossas escolhas. Nas relações que desenvolvemos ao longo da nossa existência com nossos pais, pessoas próximas e amigos. O que é ser diferente? O que nos torna iguais?


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O Filho Eterno

O longa-metragem brasileiro, o Filho Eterno surpreende por vir acompanhado de alguns fatos interessantes. O primeiro é retratar um tema raro no cinema, a síndrome de Down Tentar transpor o brilhante livro de Carlos Tezza que arrebatou diversos prêmios, um desafio. O terceiro ponto é a escolha do ator Marcos Vera para o papel de protagonista agora saindo de sua zona de conforto, a comédia para se arriscar a fazer drama.

Marcos Vera se mostra singular em seu papel, mostrando que sabe fazer drama e interpreta de forma sóbria com poucas nuances de humor. Já Debora Falabella arrasa no papel da mãe, Claudia. É um longa com toques de romance que não tem a menor possibilidade do público não empatizar com a trama. Tanto o livro quanto o longa começa quando a bolsa da mãe rompe, o pai leva todo ansioso para o hospital. O momento é de grande alegria, o Brasil está em campo disputando a final da copa do mundo, são os anos 70. O país perde e com ele nasce Fabricio, logo vem a noticia que ele é portador da síndrome de Down que o acompanhará ao longo da vida. O baque dos pais é gigantesco. No livro de Tezza, desfila sem pudor sobre as fantasias que são acometidas depois do nascimento do filho, .Até o quanto torce para que p filho tenha problemas cardíacos, o que o ocasionaria a sua morte, o deixando livre. Complicado injetar nos telespectadores essas emoções fortes que podem até soarem cruéis. A história padece com este corte, afinal no livro há todo um desenrolo da vida do pai. Sua adolescência, suas escolhas, a relação com os pais e tudo o que ele refletiu antes de se ver tomado pela chegada de um filho dito especial. O que vemos no longa-metragem é a atuação de Debora Fallabella coma mãe atenta, cuidadosa e sempre presente fazendo de tudo para que o filho possa levar uma vida normal. E o pai como uma figura sombria que chega em casa sempre bêbado, tem uma amante. Quase todo tempo se mostra ausente e impaciente.

O Filho Eterno é uma ótima oportunidade para refletir acerca das escolhas da vida. Dos sentimentos que experimentamos em momentos de crise. Roberto ( Marcos Vera) nos emociona ao desenvolver aos poucos uma relação de pai e filho. Demora muito tempo para notar que ama aquele menino, mesmo que por vezes ele ria de tudo, há tanto dele naquele menino. Fabricio é fá inveterado de futebol, não perde um jogo da seleção e traz todos os sentimentos de esperança de um furo melhor.

O filme mostra que muitas vezes as relações entre pais e filhos podem ser tortuosas, passar por provações, mas o amor está sempre ali. Às vezes precisa de tempo, é preciso ter paciência, cuidado e ternura para tecer laços infinitos.


Bruna Girardi Dalmas

Não existe uma pílula para cada problema de nossas existências. Mas, ficar estacionado em nossas zonas de conforto não é a melhor saída. Vai ficar aí estacionado ou vai desenvolver algo criativo? Aqui você encontrará pílulas de inteligência embaladas em recortes dos mais variados temas para sacudir o cotidiano e preenche-lo de cores bonitas..
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